Mostrando postagens com marcador História Geral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História Geral. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Aula 26 – Entre Guerras

Ao analisar o período Entre-Guerras, temos que ter em mente uma Alemanha falida e uma Itália em frangalhos. Afinal de contas, é desses dois Estados que surgem, respectivamente, Adolf Hitler e Benito Mussolini. Mussolini nasce na Itália e vem de um lar falido. Sua trajetória de vida o leva ao partido marxista e, em 1919, à criação do seu partido de extrema direita – o partido Fascista. O pós-guerra leva a uma Europa falida e medrosa que, somado à crise, põe o Partido Fascista em foco e dá margem que o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães chegue ao poder em janeiro de 1933 na figura do austríaco Adolf Hitler.
Durante três anos Hitler tira o país da lama, mas, entre 36 e 39, o foco nazista vai para os conflitos bélicos. A partir daí, uma Guerra se tornou um triste horizonte.


Fear Of The Dark

I am a man who walks alone
And when I'm walking in a dark road
At night or strolling through the park

When the light begins to change
I sometimes feel a little strange
A little anxious when it's dark

Fear of the dark, fear of the dark
I have a constant fear that something's
always near
Fear of the dark, fear of the dark
I have a phobia that someone's
always there

Have you run your fingers down
the wall
And have you felt your neck skin crawl
When you're searching for the light?
Sometimes when you're scared
to take a look
At the corner of the room
You've sensed that something's
watching you

Fear of the dark, fear of the dark
I have a constant fear that something's
always near
Fear of the dark, fear of the dark
I have a phobia that someone's
always there

Have you ever been alone at night
Thought you heard footsteps behind
And turned around and no one's there?
And as you quicken up your pace
You'll find it hard to look again
Because you're sure that
someone's there

Fear of the dark, fear of the dark
I have a constant fear that something's
always near
Fear of the dark, fear of the dark
I have a phobia that someone's
always there

Fear of the dark,Fear of the dark,
Fear of the dark,Fear of the dark,
singing now singing
Fear of the dark,Fear of the dark,
Fear of the dark,(one more)Fear of the dark,

Watching horror films the night before
Debating witches and folklores
The unknown troubles on your mind
And now your mind is playing tricks
You sense, and suddenly eyes fix
On dancing shadows from behind

Fear of the dark, fear of the dark
I have constant fear that something's
always near
Fear of the dark, fear of the dark
I have a phobia that someone's
always there

Fear of the dark, fear of the dark
I have constant fear that something's
always near
Fear of the dark, fear of the dark
I have a phobia that someone's
always there


When I'm walking in a dark road
I am a man who walks alone


Medo do Escuro

Eu sou um homem que caminha sozinho
quando eu ando em uma estrada escura
De noite passeando pelo parque

Quando as luzes começam a falhar
Eu algumas vezes me sinto um pouco estranho
Um pouco ansioso quando está escuro

Medo do escuro, medo do escuro
Eu tenho medo constante de que algo está sempre perto
Medo do escuro, medo do escuro
Eu tenho uma fobia de que alguém está ali

Você já correu seus dedos pela parede
E sentiu a pele de sua nuca arrepiar
Quando estava procurando a luz?
Algumas vezes quando você está com medo de olhar
No canto da sala
Você sente que alguma coisa está observando você

Medo do escuro, medo do escuro
Eu tenho medo constante de que algo esteja por perto
Medo do escuro, medo do escuro
Eu tenho uma fobia de que alguém esteja ali

Você alguma vez já esteve sozinho a noite
Pensou ouvir passos atrás de você
E quando virou de costas, não havia ninguém lá?
E a medida que você acelera seu passo
Você acha difícil olhar novamente
Porque você tem certeza de que alguém está ali

Medo do escuro, medo do escuro
Eu tenho medo constante de que algo está sempre perto
Medo do escuro, medo do escuro
Eu tenho uma fobia de que alguém está ali

Assistindo filmes de terror na noite anterior
Debatendo sobre bruxas e folclore
Os problemas desconhecidos na sua mente
Talvez sua mente esteja pregando truques
Você sente, e subitamente seus olhos fixam
Nas sombras dançantes de trás de você

Medo do escuro, medo do escuro
Eu tenho medo constante de que algo está sempre perto
Medo do escuro, medo do escuro
Eu tenho uma fobia de que alguém está ali

Quando estou andando por uma rua escura
Eu sou o homem que caminha sozinho.

Aula 24 – Século XIX

Em nenhuma turma dei essa aula. Na 516 Noturno, ela ficou nas mãos do Tércio; no Intensivo não há tempo para ela e na 516 Matutino ela foi limada devido a três aulas perdidas com Carnaval, Feriado e Simulado. Ainda assim, a reflexão que ela levanta é bacana.
Na Europa, o século XIX é marcado pela Unificação Alemã e todo o mal estar que sua tardia existência causa: revanches, intrigas, disputas. É algo tão tenso que apenas a força de Vitória é capaz de frear – por um breve período de tempo – conflitos armados mais pesados na região.
Na África e na Ásia, o século XIX é marcado pelo neocolonialismo, tema de uma de nossas aulas de domingo, onde essas nações européias agora disputam seus espaços tanto no sentido real quanto abstrato. África do Sul, Índia e China são os melhores exemplos dessa colonização que, ao contrário do que vimos na Idade Moderna, não mais se firma através de um pacto colonial, mas sim com nuvens de influência como a política, a econômica, a cultural e – porque não – a militar também.
No Brasil, o século XIX reflete a elevação do Brasil a Reino Unido, sua independência, o Primeiro Reinado, a Regência, o Segundo Reinado e mesmo a proclamação da República. É época em que Pedro II enfrenta a rainha da Inglaterra e se vê derrotado por uma guerra em que sai vitorioso o Brasil.
É época de Nietzsche e seu Super-Homem. É tempo de Strauss, Beethoven e tantos outros compositores eruditos. É a Belle Époque e sua guerra não declarada; é hora em que o cinema encontra forças para surgir.
Em suma, é um momento deveras conturbado. E aqui, as artes (plásticas e literárias) dialogam conosco. Vertentes artísticas podem ser interpretadas como a cristalização de filosofias. Assim sendo, um mundo onde temos Romantismo, Realismo, Naturalismo, Parnasianismo, Simbolismo e Vanguardas não pode ser considerado, necessariamente, um mundo simples, coeso. Em algum momento, TUDO vai dar errado. Quando? No próximo post. A música programada dessa aula é da banda Aerosmith: Livin’ On The Edge.


Livin' On The Edge

There's something wrong with the world today
I don't know what it is
Something's wrong with our eyes

We're seeing things in a different way
And God knows it ain't His
It sure ain't no surprise

We're livin' on the edge

There's something wrong with the world today
The light bulb's getting dim
There's a melt down in the sky

If you can judge a wise man
By the color of his skin
The mister you're a better man than I

chorus: We're livin on the edge
You can't help yourself from fallin'
Livin' on the edge
You can't help yourself at all
Livin' on the edge
You can't stop yourself from fallin'
Livin' on the edge

Tell me what you think about your situation
Complication-aggravation
Is getting to you

If chicken little tells you that the sky is fallin'
And even if it wasn't would you still come crawlin'
Back again?
I bet you would my friend
Again & again & again & again & again

Tell me what you think about your situation
Complication-aggravation
Is getting to you

If chicken little tells you that the sky is fallin'
And even if it wasn't would you still come crawlin'
Back again?
I think you would my friend
Again & again & again & again

Something right with the world today
And everybody knows it's wrong
But we can tell them no or we can let it go
But I would rather be hanging on

Livin' on the edge
Livin' on the edge
Livin' on the edge
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah

Livin' on the edge
You can't help yourself from fallin'
You can't help yourself at all
Livin' on the edge
You can't stop yourself from fallin'
Livin' on the edge
You can't help yourself
You can't help yourself
Livin' on the edge
You can't help yourself at all
You can't help yourself
Livin' on the edge
You can't stop yourself from fallin'
Livin' on the edge


Vivendo No Limite

Há alguma coisa errada com o mundo hoje,
Eu não sei o que é...
Alguma coisa está errada com nossos olhos.

Estamos vendo as coisas de um jeito diferente
E Deus sabe que a culpa não é Dele.
Claro que não é nenhuma surpresa.

Estamos vivendo no limite!

Há alguma coisa errada com o mundo hoje,
A lâmpada está se apagando.
Há uma rachadura no céu.

Se você puder julgar um homem justo
Pela cor de sua pele,
Então, senhor, você é homem melhor que eu.

Estamos vivendo no limite!
Você não pode se livrar da queda
Vivendo no limite, você é incrível
Você não pode se ajudar em nada,
Vivendo no limite,
Você não pode se livrar da queda,
Vivendo no limite

Diga-me o que você pensa sobre sua situação...
Está se complicando, se agravando para você.


Se o Galinho lhe disser que o céu está caindo
E mesmo se não estiver, você ainda assim voltaria em desespero?
Eu aposto que você que sim, meu amigo,
De novo & de novo & de novo & de novo & de novo...


Diga-me o que você pensa sobre sua situação...
Está se complicando, se agravando para você.

Se o Galinho lhe disser que o céu está caindo
E mesmo se não estiver, você ainda assim voltaria em desespero?
Eu aposto que você que sim, meu amigo,
De novo & de novo & de novo & de novo & de novo...

Há alguma coisa certa com o mundo hoje
E todo mundo sabe que é errada,
Mas nós não podemos lhes contar, ou deixar rolar,
Mas eu preferiria ser um aproveitador.

Vivendo no limite,
Você não pode se livrar da queda
Vivendo no limite,
Você não pode se ajudar em nada,
Vivendo no limite,
Você não pode se livrar da queda,
Vivendo no limite...

Vivendo no limite...
Vivendo no limite...
Vivendo no limite...
Sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim...

Vivendo no limite,
Você não pode se livrar da queda,
Vivendo no limite,
Você não pode se ajudar em nada,
Vivendo no limite,
Você não pode se livrar da queda,
Vivendo no limite...

Vivendo no limite,
Você não pode se ajudar,
Você não pode se ajudar,
Vivendo no limite,
Você não pode se ajudar em nada,
Vivendo no limite,
Você não pode se ajudar,
Você não pode se ajudar,
Vivendo no limite,
Você não pode se ajudar em nada,
Você não pode se ajudar,
Vivendo no limite,
Você não pode se livrar da queda,
Vivendo no limite.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Aula 19 – Napoleão Bonaparte

Um corso. Um homem. Um rebelde. Lutador, estourado, apanha da vida. Aprende com a vida. Estuda, se forma, abandona a raça humana – vira mito.
Marca o fim de uma Revolução e o início de outra. É cônsul, cônsul vitalício, Imperador, supremo general. Tenta conquistar a Inglaterra. Falha. Bloqueia a Inglaterra. Sai-se bem. Apenas Rússia e Portugal lhe viram as costas. E ambas sentiriam sua mão.
À Portugal, a sanção é o banimento da real família Bragança. À Rússia, uma ameaça basta.
Por pouco tempo.
Bonaparte expande seu império. Conquista boa parte da Europa, possui um exército fabuloso. Mas Alexander, Czar russo, põe em xeque seu potencial e volta às boas com a Inglaterra. Atitude mais que suficiente para colocar o general na estrada.
Estrada cruel.
Estrada cretina.
Terras arrasadas. O destino era Moscou. O coração russo deveria sangrar. Mas São Petersburgo, mais uma vez, assistiria a um tenso episódio da história eslava. As botas do exército napoleônico racham. O general chora.
“BATER EM RETIRADA!”
A ordem é dada. E projéteis voam. Mosquetes, facas, sangue. As mancham ficam na neve. Napoleão foge. Seu exército é derrotado, humilhado.
É retirado para a ilha de Elba e em Viena um congresso se monta. E rapidamente, se desmonta. Napoleão suspirava e marchava rumo a Paris para seu último governo, seus últimos cem dias a frente da nação gaulesa. Mas, mais uma vez, cai.
Cai e é enviado para Santa Helena, onde fica de 1815 até sua morte, em 1821. Nesse meio tempo, o Congresso de Viena era restabelecido e a Europa se reorganizava.
Afinal de contas, o show deveria continuar.

Para contar a História de Napoleão, foi usada em sala de aula “The show must go on”, da banda britânica Queen. Segue a letra.


The show must go on

Empty spaces - what are we living for
Abandoned places
I guess we know the score
On and on, does anybody know what we are looking for...
Another hero, another mindless crime
Behind the curtain, in the pantomime
Hold the line, does anybody want to take it anymore
The show must go on
The show must go on, yeah
Inside my heart is breaking
My make - up may be flaking
But my smile still stays on

Whatever happens, I'll leave it all to chance
Another heartache, another failed romance
On and on, does anybody know what we are living for ?
I guess I'm learning (I'm learning learning, learning)
I must be warmer now
I'll soon be turning (turning, turning turning)
Round the corner now
Outside the dawn is breaking
But inside in the dark I'm aching to be free
The show must go on
The show must go on, yeah, yeah
Ooh, inside my heart is breaking
My make - up may be flaking
But my smile still stays on

My soul is painted like the wings of butterfly
Fairytales of yesterday will grow but never die
I can fly - my friends
The show must go on (go on, go on, go on) yeah yeah
The show must go on (go on, go on, go on)
I'll face it with a grin
I'm never giving in
On - with the show

The show must go on (yeah)
the shom must go on

Ooh, I'll top the bill, I'll overkill
I have to find the will to carry on
On with the show
On with the show
The show - the show must go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on


O espetáculo deve continuar

Espaços vazios... Para que nós estamos vivendo?
Lugares abandonados
Eu acho que já sabemos o resultado
De novo e de novo, alguém sabe o que nós estamos procurando?
Um outro herói, um outro crime impensado
Atrás da cortina, na pantomima
Segure a barra, alguém quer um pouco mais?
O Espetáculo Deve Continuar
Por dentro, meu coração está partido
Minha maquiagem pode estar se dissolvendo
Mas meu sorriso continua...

O que quer que aconteça, eu deixarei tudo à sorte
Outro coração machucado, outro romance fracassado
De novo e de novo, alguém sabe para que nós estamos vivendo?
Eu acho que estou aprendendo
Eu preciso ser mais brando agora
Em breve me transformarei
Está perto agora
Lá fora rompe o amanhecer
Mas lá dentro no escuro, estou sentindo dor para estar livre
O Espetáculo Deve Continuar
Por dentro, meu coração está partido
Minha maquiagem pode estar se dissolvendo
Mas meu sorriso continua...

Minha alma é pintada como as asas das borboletas
Contos de fada de ontem vão crescer, mas nunca vão morrer
Eu posso voar, meus amigos
O Espetáculo Deve Continuar
Eu encararei arreganhando os dentes
Eu nunca irei desistir
Avante - com o espetáculo

Oh, eu aceito a aposta, eu vou abusar
Eu preciso achar a vontade para seguir
...com o espetáculo
O Espetáculo - o Espetáculo deve continuar

terça-feira, 5 de maio de 2009

Aula 18 – Revolução Francesa 02

Praça da Concórdia. Destino final da realeza francesa. Eis que era em Concórdia que ocorriam os guilhotinamentos em público.
Irônico.
A decapitação de Luis XVI será uma das mais simbólicas: em meio a ódios e medos, não se sabia se a execução do monarca seria um atentado ao Divino.
Arriscaram.
E deu certo.
Luis falece e a França mergulha em uma República que queria, desde sua fundação, cortar os vínculos que até então os tornavam à corte. Um novo calendário foi feito, uma nova organização política se fez. Na região da Gironda, Alta Burguesia, Clero e Nobreza se uniam. No templo de Saint Jacques, Baixa Burguesia, Sans-culotte e a Massa faziam seus conchavos. A parte, um pedaço da Alta Burguesia apenas observava. Surgiam os Girondinos, os Jacobinos e os Pântanos. Partidos que coexistiriam. Partidos que governariam. Partidos que se matariam.
Os jacobinos tomam a frente da República primeiro com Danton e depois com Robespierre. O último tinge de vermelho as ruas parisienses e incute um terror até então desconhecido. Por mais que tenha aberto as portas da Escola politécnica Francesa, por mais que tenha criado o Museu do Louvre e por mais que tenha instaurado um Estado Laico, seu rigor exacerbado esturrica sua imagem e Roberpierre conhece, na Praça da Concórdia, o seu fim.
Em uma França corrompida e desesperada, a cada dia se clama por um herói. O show deveria continuar. E continua. Mas só na próxima aula.
A música da aula foi Fade to Black, do Metallica. Aqui, fica a letra:


Fade To Black

Life, it seems, will fade away
Drifting further every day
Getting lost within myself
Nothing matters, no one else

I have lost the will to live
Simply nothing more to give
There is nothing more for me
I Need the end to set me free

Things not what they used to be
Missing one inside of me
Deathly lost, this can't be real
Cannot stand this hell I feel

Emptiness is filling me
To the point of agony
Growing darkness taking dawn
I was me, but now he's gone

No one but me can save myself, but it's too late
Now I can't think, think why I should even try

Yesterday seems as though it never existed
Death greets me warm, now I will just say goodbye


Escurecer

A vida, parece que vai sumir
Indo mais longe todo dia
Se perdendo dentro de mim mesmo
Nada importa, ninguém mais
Eu perdi a vontade de viver
Simplesmente nada mais a dar
Não há nada mais para mim
Preciso do fim para me libertar

As coisas não são como costumava ser
Falta algo dentro de mim
Você acreditava em mim
Mas me condena por algo que não fiz
Mortalmente perdido, isto não pode ser real
Eu pensava que você me notava
Não posso suportar este inferno que sinto
O vazio me preenche
Ao ponto da agonia
As trevas crescem tomando a aurora
Eu era eu mesmo
Mas agora se foi

Ninguém além de mim pode me salvar, mas é tarde
Agora eu não consigo pensar, pensar por que eu deveria tentar

O ontem parece nunca ter existido
A morte me acolhe carinhosamente
Agora eu vou dizer apenas adeus

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Aula 17 – Revolução Francesa 01 – Parte 01

Avante, filhos da Pátria! É chegado o dia da glória! Anos e anos de opressão e tirania finalmente serão expurgados das costas de homens e mulheres simples, que habitavam o campo francês. Em um país agrário, reis como Luis XIV, Luis XV e Luis XVI faziam o luxo a regra nas cortes. Cortes que representavam 1,5% do contingentes francês. Cortes que tinham o aval cristão, sob o jugo do papa e seus representantes clericais que, na França, somavam 0,5% da população. O que sobrara não pertencia nem à nobreza nem ao clero: era uma massa alheia, sem poderes políticos, sem efetivos. Era uma classe majoritariamente simples, ainda presa em parte por laços feudais.
Mas por pouco tempo.
Contra eles o tirano estandarte ensangüentado se levantava. A realeza baixa novos impostos e, indignados, os três estados – Primeiro (Clero), Segundo (Nobreza) e Terceiro (burguesia, camponeses, artesãos, desempregados) – se fecham em uma assembléia – a Assembléia dos Estados Gerais.
Nenhuma lei prática de lá emerge, apenas mais descontentamento e o primeiro passo político da Revolução: em junho de 1789, os representantes do Terceiro Estado ocuparam a Sala do Jogo de Péla e lá se organizaram em Assembléia Nacional Constituinte.
A França saia à desforra.
Inicia-se um período conhecido com Grande Medo, em que camponeses invadem a casa dos senhores de terras e os chacinam. Às armas, cidadãos! É hora de reescrever, com sangue, a História.
A realeza, em pânico, se reporta à Áustria e pede ajuda. A Áustria invade solos franceses e uma batalha na cidade de Valmy é travada. O melhor exército europeu contra miseráveis franceses.
E o incrível acontece.
Com o poder, o ódio e o canto de guerra, a França entra em campo. O sangue gaulês ferve e aquele fabuloso exército bárbaro cairia sob o jugo francês. Seu sangue impuro embeberia as plantações.
Como um furacão a Revolução chegou e mudou as regras e ordens da sociedade moderna. A Revolução enterra a sociedade moderna. Nascia a contemporaneidade ocidental.

domingo, 19 de abril de 2009

Aula 15 – Revolução Industrial

Revolução: mudança brusca. Industrial: relacionado à Indústria. Revolução Industrial: mudança brusca a Indústria. Se você compreender isso, temos meio caminho andado para arrasarmos no vestibular da UnB em Revolução Industrial.
Junto com a Francesa, a Revolução Industrial descortina a contemporaneidade. Na França, floresce a Política; na Inglaterra, floresce a Economia.
Antes da Revolução, a Inglaterra passa por uma série de transformações que a colocam nos trilhos para expandir a Indústria. Sob uma ótica Iluminista – Adam Smith aqui em muito influencia a humanidade – a terra das Rainhas adquire o capital que precisava – seja de formas lícitas como o Tratado de Meethuen, seja de formas ilícitas como o financiamento de corsários – e a reorganização territorial a que as indústrias precisavam.
Meethuen (ou panos e vinhos) garante o ouro brasileiro à Inglaterra. É um tratado assinado entre a casa dos Bragança, em Portugal, e a Inglaterra.
Corsários são piratas que navegam sob a bandeira e proteção de um Estado.
A reorganização vem por meio dos chamados “Atos de Cercamento”, com os quais a Inglaterra redivide a terra e põe fim aos outrora chamados Mansos Comunais (Common Lands), que eram basicamente florestas e pântanos, onde viviam as pessoas sem terras. Agora, tais terras viraram pasto, em um primeiro momento, para a obtenção de lã – matéria prima da indústria têxtil.
Tudo caminhou para que Indústrias movidas à água fossem criadas. E essa NÃO é a revolução industrial. O grande marco da R.I. será o COMBUSTÍVEL. Quando você passa a queimar carvão e não está mais preso à regiões ricas em água, tem-se um boom fabril e a ilha passa a produzir como jamais havia produzido em toda a sua vida.
A música da aula foi Revolution, dos Beatles, porque... Oras! Quem melhor em uma aula de Revolução Industrial que britânicos para cantar sobre a dita?


Revolution

You say you want a revolution
Well you know
We all want to change the world

You tell me that it's evolution
Well you know
We all want to change the world

But when you talk about destruction
Don't you know you can count me out

Don't you know it's gonna be

Alright
Alright
Alright

You say you got a real solution
Well you know
We'd all love to see the plan

You ask me for a contribution
Well you know
We're all doing what we can

But if you want money for people with minds that hate
All I can tell you is brother you have to wait

Don't you know it's gonna be

Alright
Alright
Alright

You say you'll change the constitution
Well you know
We'd all love to change your head

You tell me it's the institution
Well you know
You'd better free your mind instead

But if you go carrying pictures of Chairman Mao
You ain't going to make it with anyone anyhow

Don't you know it's gonna be

Alright
Alright
Alright


Revolução

Você diz que você quer uma revolução
Bem, você sabe...
Todos nós queremos mudar o mundo

Você me diz que isso é uma evolução
Bem, você sabe.
Todos nós queremos mudar o mundo

Mas quando você fala em destruição,
Você sabe que não pode contar comigo

Não sabe que vai acabar tudo bem?

Tudo bem
Tudo bem
Tudo bem

Você diz que você tem a solução real
Bem, você sabe...
Todos nós adoraríamos ver o plano

Você me pede uma contribuição
Bem, já sabe...
Todos nós fazemos o que podemos

Mas se você quer o dinheiro para pessoas que só tem ódio na mente
Tudo o que digo, irmão, é que você terá que esperar

Não sabe que vai acabar tudo bem?

Tudo bem
Tudo bem
Tudo bem

Você diz que você mudará a constituição
Bem, você sabe...
Todos nós queremos mudar a sua cabeça

Você me diz que isso é a instituição,
Bem, você sabe...
É melhor você libertar sua mente

Mas se você vai andar com fotos do Camarada Mao*
Também não vai convencer a ninguém

Não sabe que vai acabar tudo bem?

Tudo bem
Tudo bem
Tudo bem

* Mao-Tsé Tung. Matéria sua de geografia.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Aula 10 – Reformas Eclesiásticas

Reforma e Contra-Reforma. A aula mais difícil do semestre. Não difícil pela montagem ou pelo conteúdo. Mas pelo respeito a que devo deixar transparecer ao longo da aula.
A Igreja Católica de hoje não corresponde às falhas que vemos em setores isolados, como é o caso da Igreja Católica dos séculos XV e XVI. E são contra essas falhas que Marin Luther (Martinho Lutero) se lança à briga. Se lança e bate em um muro de corrupção que decide que a forma mais fácil de permanecer em seu posto é extirpar o rapaz de sua vida. Lutero, com medo, se associa a príncipes germânicos, se esconde no que seria a Alemanha e ressurge com uma nova Igreja em oposição à católica: a Igreja Protestante Luterana. Igreja que abre precedentes para que pessoas como Calvino, John Knox e Henrique VIII disseminem a prática protestante pela Europa. Prática essa que seria combatida pela Santa Igreja Católica.
Como?
A Igreja se barrica em sua essência, corta parte da corrupção, se apóia em países católicos e na Santa Inquisição. Lança um movimento Contra-Reformista ou, simplesmente, inicia uma Reforma Católica. Reforma que ganhará força e voz nas Grandes Navegações. Mas essas navegações são assuntos para um outro momento. Por ora, deixo aqui a mais perfeita música para uma aula: Losing My Religion, da banda R.E.M.


Losing My Religion

Oh, Life is bigger
It's bigger than you
And you are not me
The lengths that I will go to
The distance in your eyes
Oh no I've said too much
I set it up

(Bridge)
That's me in the corner
That's me in the spot light
Losing my religion
Trying to keep up with you
And I don't know if I can do it
Oh no, I've said too much
I haven't said enough

(Chorus)
I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try

Every whisper
Of every waking hour
I'm Choosing my confessions
Trying to keep an eye on you
Like a hurt, lost and blinded fool (fool!)
Oh no I've said too much
I set it up

Consider this (2x)
The hint of the century
Consider this
The slip that brought me
To my knees failed
What if all these fantasies
Come flailing around
Now I've said too much

(Chorus)
I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try

But that was just a dream
That was just a dream

(Bridge)
That's me in the corner
That's me in the spot light
Losing my religion
Trying to keep up with you
And I don't know if I can do it
Oh no, I've said too much
I haven't said enough

(Chorus)
I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try

But that was just a dream
(Try ... cry ... why ... try)
That was just a dream
just a dream, just a dream, dream...


Perdendo Minha Religião

A vida é maior,
É maior do que você,
E você não está em mim
Os extremos que eu irei até
A distância em seus olhos.
Oh, não, eu falei demais,
Eu puxei o assunto...

Aquele sou eu na esquina,
Aquele sou eu no centro das atenções,
Perdendo minha religião,
Tentando me igualar a você,
E eu não sei se eu consigo fazer isso....
Oh, não, eu falei demais,
Eu não disse o suficiente.
Eu pensei ter ouvido você rindo,
Eu pensei ter ouvido você cantar,
Eu pensei ter visto você tentar...

Cada sussurro
De cada hora acordado, estou
Escolhendo minhas confissões,
Tentando ficar de olho em você,
Como um bobo magoado, perdido e cego.
Oh, não, eu falei demais,
Eu puxei o assunto...

Considere isto [como]
A dica do século,
Considere isto [como]
O deslize que me deixou
De joelhos, fracassado.
E o que aconteceria se todas essas fantasias
Chegassem se debatendo?
Agora eu falei demais...
Eu pensei ter ouvido você rindo,
Eu pensei ter ouvido você cantar,
Eu pensei ter visto você tentar...

Mas aquilo era apenas um sonho,
Aquilo era apenas um sonho...

Aquele sou eu na esquina,
Aquele sou eu no centro das atenções,
Perdendo minha religião,
Tentando me igualar a você,
E eu não sei se eu consigo fazer isso....
Oh, não, eu falei demais,
Eu não disse o suficiente.
Eu pensei ter ouvido você rindo,
Eu pensei ter ouvido você cantar,
Eu pensei ter visto você tentar...

Mas aquilo era apenas um sonho (tente... chore... por
que... tente)
Aquilo era apenas um sonho, apenas um sonho, apenas um
sonho...
Sonho.

Aula 09 – Idade Moderna

O Renascimento extravasa a Idade Média e atinge a moderna. É o símbolo de uma nascente classe, mas não significa que as antigas não manteriam suas tradições.
Uniões são realizadas, vinganças se realizam; rosas de unem, mulheres brandem espadas.
E assim se forma a Idade Moderna.
Idade de pensadores absolutistas como Jean Bodin, Hobbes e Maquiavel. Idade de uma expansão comercial conhecida como mercantilismo. Idade em que Luis XIV, no séxulo XVII, assume o trono deixado por seu pai, Luis XIII, aos treze anos de idade e se torna o símbolo do poder absoluto europeu. Idade em que a música da aula (Angra – Time) retrata algo que me preocupa – o tempo.
Chegamos essa semana à nossa décima aula e, na semana do dia 30 de março, invadiremos História do Brasil com as aulas de Grandes Navegações e Colonização Portuguesa em Santa Cruz. Chegamos, senhoras e senhores, a um terço do semestre.
E, passadas exatas dez aulas de História, eu pergunto... Estão se preparando? Saibam que ainda há tempo, mas que, na última semana, de nada valem hercúleos esforços.
Pensem nisso com carinho.


Time

This time I wanna know what life means...
... to live it again
I'm looking forward, feel the light shine in my eyes
And now I know, my instincts were not wrong
And many things can be done
I don't believe now
That I'm dreaming alone

Oh, we're searching for the love
that everyone's got, but can't see
Oh, beyond the flesh and blood
there's so much hidden behind
as so much more we've gotta give...

Sanity brings up the sadness
that keeps your illusions locked in a little box
Fright comes, you find yourself lonely
in a cage of conclusions crowding your mind
You sit back bowing your head
Every answer - yes
Why don't you trust me and shed out your fears,
Running over the tears you've contained
now cover up your eyes
- Is it good for you?

I will be here when fire burns!

Welcome on board
over here is the ship of your life
So rotten that will cast away
I'll be your sweet lullaby all night
And if you get lost you can hold my hand...

And I'll be here when fire burns
(Inside your heart)
Climb up the hills and mountains,
don't forget what you've learned!

Life makes us feel the time we cannot hold
Time makes us live a tale already told
Time makes us heal a feeling inside
a feeling that lies in our heart
that we stole away...

And I'll be here when fire burns
(Inside your heart)
Climb up the hills and mountains,
don't forget what you've learned!

Life makes us feel (life makes us feel)
The time we cannot hold
Time makes us live (time makes us live)
A tale already told
Time makes us heal (time makes us heal)
A feeling inside
a feeling that lies in our heart
that we stole away...


Tempo

Agora eu quero saber o que a vida significa
... para vivê-la de novo
Estou aguardando ansiosamente, sinto a luz brilhar em meus olhos
E agora eu sei, meus instintos não estavam errados
E muitas coisas podem ser feitas
Eu não acredito agora
Que estou sonhando sozinho

Oh, estamos procurando pelo amor
que todos tem, mas não podem ver
Oh, além da carne e do sangue
há muito escondido atrás
como muito mais que teremos de dar

Sanidade trás a loucura
que mantém suas ilusões trancadas
em uma pequena caixa
Vem o medo, você se encontra sozinho
em uma jaula de conclusões lotando sua mente
Você se senta arqueando a cabeça
Toda resposta - sim
Por quê você não confia em mim
e expõe seus medos
Escorrendo as lágrimas que você conteve
agora cobrem seus olhos
- Isso é bom para você ?

Eu estarei aqui quando o fogo queimar !

Bem vindo a bordo
aqui em cima é o navio de sua vida
Tão podre que irá naufragar
Serei sua doce canção de ninar toda a noite
E se você se perder
você pode segurar minha mão...

Eu estarei aqui quando o fogo queimar
(Dentro do seu coração)
Escalando colinas e montanhas
não se esqueça do que você aprendeu !

A vida nos faz sentir
o tempo que não podemos prender
Tempo nos faz viver um conto já contado
Tempo nos faz curar um sentimento por dentro
um sentimento que descansa em nosso coração
que nós roubamos...

Eu estarei aqui quando o fogo queimar
(Dentro do seu coração)
Escalando colinas e montanhas
não se esqueça do que você aprendeu !

A vida nos faz sentir (a vida nos faz sentir)
O tempo que não podemos prender
Tempo nos faz viver (tempo nos faz viver)
Um conto já contado
Tempo nos faz curar (tempo nos faz curar)
Um sentimento por dentro
um sentimento que descansa em nosso coração
que nós roubamos...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Aula 08 – Renascimento Cultural

Antes de mais nada, peço desculpas pela demora em atualizar o blog. Essa semana, com o simulado, meu tempo ficou menor do que costuma ser. Assim sendo, darei aqui um feedback e, na semana santa, posto textos para complementar o assunto.
Em 1327, uma nova estética literária e plástica surgia na Europa. Fruto de encontros com muçulmanos e da decadência dos sistemas coletivos Feudais, o Renascimento será a veia de transição da Baixa Idade Média para a Idade Moderna.
Contará com figuras fantásticas como Leonardo da Vinci e Petrarca; Donatelo e Boccaccio; Rafael e Michelangelo. Um movimento que surge como a caracterização da classe ascendente – a burguesia – e que ganha também a Igreja com seus belos quadros, afrescos e painéis.
Wonderwall, do Oasis, foi a música escolhida por duas razões: o amor expressado – pontapé inicial do Renascimento – e pelos primeiros versos em que se diz que tudo voltará naquele dia. Tudo? Sim, tudo. Toda a herança clássica retornaria e escrevia uma nova Europa.

Abaixo, a letra de Wonderwall e a poesia de Petrarca lida em sala de aula. Com mais tempo, coloco as regras de etiqueta de Leonardo da Vinci bem como algumas pinturas comentadas.


Wonderwall

Today is gonna be the day
That they're gonna throw it back to you
By now you should've somehow
Realized what you gotta do
I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now

Backbeat, the word was on the street
That the fire in your heart is out
I'm sure you've heard it all before
But you never really had a doubt
I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now

And all the roads we have to walk are winding
And all the lights that lead us there are blinding
There are many things that I would like to say to you
But I don't know how

Because maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall

Today was gonna be the day
But they'll never throw it back to you
By now you should've somehow
Realized what you're not to do
I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now

And all the roads that lead you there were winding
And all the lights that light the way are blinding
There are many things that I would like to say to you
But I don't know how

I said maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall

I said maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall

I said maybe
You're gonna be the one that saves me
You're gonna be the one that saves me
You're gonna be the one that saves me


Muro das Maravilhas

Hoje será o dia
Que eles vão jogar tudo de volta em você
Por enquanto você já deveria, de algum modo,
Ter percebido o que deve fazer
Não acredito que ninguém
Sinta o mesmo que eu sinto por você agora

Andam dizendo por aí
Que o fogo no seu coração apagou
Tenho certeza que você já ouviu tudo isso antes
Mas você nunca tinha uma dúvida
Não acredito que ninguém
Sinta o mesmo que eu sinto por você agora

E todas as estradas que temos que percorrer são tortuosas
E todas as luzes que nos levam até lá nos cegam
Existem muitas coisas que eu
Gostaria de te dizer
Mas não sei como

Porque talvez
Você vai ser aquela que me salva
E além do mais
Você é minha protetora

Hoje seria o dia
Mas eles nunca vão jogar aquilo em você
Por enquanto você já deveria, de algum modo
Ter percebido o que você não deve fazer
Não acredito que ninguém
Sinta o mesmo que eu sinto
Por você agora

Todas as estradas que levam a você até lá são tortuosas
Todas as luzes que iluminam o caminho nos cegam
Existem muitas coisas que eu gostaria de te dizer
Mas não sei como

Eu disse:
Talvez você vai ser aquela que me salva
E além do mais
Você é minha protetora
Eu disse:
Talvez você vai ser aquela que me salva
E além do mais
Você é minha protetora
Eu disse: Talvez
você vai ser aquela que me salva
você vai ser aquela que me salva
você vai ser aquela que me salva


Em que belo reino

Em que belo reino, em que bela esfera radiosa
A Natureza achou o modelo de onde traçou
A imagem deslumbrante que nos mostra
Aqui na terra o que ela no céu forjou?

Que ninfa das fontes, que dríade ocultou
Nos bosques as tranças douradas que lançou
Aos ventos? Que coração essas virtudes conheceu?
Mas a sua principal virtude com a minha morte se fortaleceu

Busca em vão a beleza celeste, aquele
Que jamais contemplou os seus olhos perfeitos,
Olhos de um azul vívido, de um brilho ardente

Não sabe o que o Amor cede e nega;
Só sabe quem sabe quão docemente
Ela fala e ri, e quão doces são os seus suspiros.

domingo, 22 de março de 2009

Aula 07 - Baixa Idade Média

Alta Idade Média – Ápice das características medievais no Norte da França.
Baixa Idade Média – Declínio do sistema feudal no Norte da França.
Em um simples resumo, é o que se diz das duas épocas. Mas compreender o que estagnará a Alta Idade Média é uma tarefa necessária para a Universidade de Brasília. A Baixa Idade Média terá seu início quando a barbárie se estabelecer e a Europa não mais sofrer com invasões ditas bárbaras. Agora, ao melhor estilo inversão soviética, os bárbaros são você. E sendo você um bárbaro em terras agora (quase) definitivamente limitadas, a invasão se faz necessária.
Temos o início das Cruzadas.
Urbano II reúne a Europa sobre a idéia de um inimigo comum – os árabes – que possuem uma refém – a cidade de Jerusalém. È hora de cabeças rolarem.
Doze cruzadas são empreendidas. Nove sancionadas pela igreja. De tais conflitos, as antigas estradas romanas se abrem e por elas mulçumanos penetram no continente com seu comércio e com seu estilo de vida. Revolução econômica, revolução higiênica, revolução urbana: é a Europa tomando antigas formas e se tornando um lugar – aos olhos contemporâneos - habitável.
Novas perspectivas se lançam. A tecnologia insurge e, pela primeira vez na vida, servos têm noção do que é opulência.
Da evolução social, transformações ocorrem: O plebeu tinha dado origem ao servo; agora, o servo dá origem à burguesia.
A burguesia que, assim como os cruzados, recebem a mesma música como motivadora da banda inglesa Queen: I Want It All.


I Want It All.

I want it all, I want it all, I want it all, and I want it now

Adventure seeker on an empty street
Just an alley creeper,
light on his feet
A young fighter screaming,
with no time for doubt
With the pain and anger can't see a way out
It ain't much I'm asking, I heard him say
Gotta find me a future move out of my way
I want it all, I want it all, I want it all, and I want it now
I want it all, I want it all, I want it all, and I want it now

Listen all you people, come gather round
I gotta get me a game plan,
gotta shake you to the ground
But just give me, huh, what I know is mine
People do you hear me, just gimme the sign
It ain't much I'm asking, if you want the truth
Here's to the future
for the dreams of youth

I want it all (give it all - I want it all)
I want it all (yeah)
I want it all and I want it now

I want it all (yes I want it all)
I want it all (hey)
I want it all and I want it now

I'm a man with a one track mind
So much to do in one lifetime
(people do you hear me)
Not a man for compromise
and where's and why's and living lies
So I'm living it all, yes I'm living it all
And I'm giving it all, and I'm giving it all
Oooh oh yeah yeah - ha ha ha ha ha
Yeah yeah yeah yeaaah
I want it all

solos

It ain't much I'm asking,
if you want the truth
Here's to the future
Hear the cry of youth (hear the cry of youth)
(hear the cry of youth)
I want it all, I want it all, I want it all and I want it now
I want it all yeah yeah yeaaaah
I want it all, I want it all and I want it now
Oh oh oh oh oooh

solo

And I want it - now
I want it, I want it
Ooooh ha


Eu quero tudo

eu quero tudo

eu quero tudo, sim, sim...eu quero tudo
eu quero tudo e eu quero agora

caçador de aventuras numa rua deserta
só um forasteiro assustador
com luz nos seus pés
um jovem guerreiro gritando,
sem tempo para dúvidas
com a dor e fúria não consegue ver saída
não é muito o que eu peço, eu o ouço dizer
tenho que achar um futuro, saia da frente
eu quero tudo, eu quero tudo, eu quero tudo, e quero agora
eu quero tudo, eu quero tudo, eu quero tudo, e quero agora

ouçam todos, venham se unir
eu vou conseguir um plano de jogo,
vou te sacudir até o chão
só me dê o que eu sei que é meu,
podem me ouvir? apenas me dêem o sinal
não é muito o que eu peço, se vocês querem a verdade
aqui está para o futuro
pelos sonhos de liberdade

eu quero tudo, (dê-me tudo, eu quero tudo)
e eu quero agora (sim)
eu quero tudo e eu quero agora

eu quero tudo, (dê-me tudo, eu quero tudo)
e eu quero agora (sim)
eu quero tudo e eu quero agora

sou um homem com um caminho na mente
muito a fazer em apenas uma vida
(gente, vocês me ouvem?),
não sou homem de compromisso
e de ondes e porquês e mentiras vivas
então estou vivendo tudo, sim, estou vivendo tudo
e estou dando tudo, e estou dando tudo
oooh oh sim sim - ha ha ha ha ha
sim, sim, sim, siiiiiim
eu quero tudo

não é muito o que peço,
se vocês querem a verdade
aqui (ela) está para o futuro,
ouça o choro da juventude (ouça o choro da juventude)
(ouça o choro da juventude)
eu quero tudo, eu quero tudo, eu quero tudo,
e eu quero agora

eu quero tudo, sim, sim, sim
eu quero tudo, eu quero tudo, e eu quero agora
oh, oh, oh, ohhhh

eu quero – agora
eu quero, eu quero
ohhhh...ha

sábado, 14 de março de 2009

Aula 06 – Alta Idade Média – Parte 01

Ventos da mudança sopram ao longo daquele que foi outrora o Império Romano. As fugas para os campos vão estipular toda uma outra lógica organizacional à Europa.
Feudalismo não é um momento homogêneo. O que é visto e estudado ao longo do ensino médio e dentro das salas de cursinho é o chamado MODELO FEUDAL FRANCÊS, que compreende três ordens societárias e uma mescla do comitatus germânico – traduzido nos laços de suserania e vassalagem – e no colonato romano – representado pelas divisões das terras e sua forma de produção.
Fica fácil notar a idéia francesa quando vemos o início das dinastias Merovíngias e Carlovíngias (ou Carolíngias) que trazem, em seus nomes, a tonalidade típica do francês.
Os Descendentes de Meroveu dominaram a região outrora conhecida como Gálias do século V ao século VIII. São amostras do esfacelamento dos poderes e mesmo do enfraquecimento do Rei. Conquistas militares reuniram uma considerável região em torno da família Merovíngia, mas o poder e as terras foram divididos entre os descendentes. Cada vez menos representativos, os Merovíngios conheceram seu fim sob o golpe dos Carolíngeos. Coube a Pepino, o Breve – nome dado graças à sua agilidade com a espada – reunir todo aquele esplendor. Agora, os Carolíngios se faziam senhores sobre os francos.
Para o vestibular, é válido notar sempre as relações existentes em seus mais amplos aspectos.
Tudo bem que, formalmente, existem três ordens – ou classes, como preferirem. Clero – Os que rezam, os oratore; Nobreza – Os que combatem, os bellatore; Servos – Os que trabalham, os laboratore. Entretanto, através dessas três classes, podemos destacar dois seguimentos: o físico – dos nobres e dos servos, que protegem e alimentam a carne; e o espiritual – do clero, que protege e alimenta a alma. Esses dois seguimentos se balanceiam e tem organizações próprias.
No âmbito espiritual, a noção agora existente de um Deus onipresente, onipotente e onisciente serve tanto para o consolo da classe física, que se sente protegida, como também exerce o chamado “poder de polícia”: o próprio nobre e o próprio servo cuidam e zelam seus atos, visto que, o que quer que façam, a vigília de Deus sobre eles é constante.
No âmbito físico, as relações podiam ser feitas entre nobres ou entre nobres e servos. Entre nobres, temos os laços de suserania e vassalagem, herança do comitatus, que percebe a honra em cada guerreiro nobre e representa uma divisão de terras em troca de favores e auxílio armado, além de casamentos e alianças políticas estratégicas. Entre nobres e servos, os laços existentes eram os de servidão, na qual o outrora plebeu aceita sujeitar-se ao trabalho proposto pelo senhor feudal em troca de habitação, sustento e proteção armada.
Conforme notado em aula, vale notar que a Idade Média – mesmo a alta – teve uma grande gama de produção cultural, que será explorada em outra postagem acerca da Idade Média. Por enquanto, descansemos. Muita informação.

Princípios da feudalização européia

Em um semestre que contamos com apenas trinta e duas aulas para História Geral e História do Brasil, algumas áreas do conteúdo acabam – em uma questão estratégica – sendo deixadas de lado. Mas, para nossa sorte, existe o Papos Históricos para complementar o que é visto em sala de aula.
Roma terá seu auge com a dinastia antonina e terá em César Marco Aurélio Antonino seu auge e seu princípio declinatório, quando doenças atacam a população e agravam a constituição social do Império, agravada já pelo fim do expansionismo.
Com o fim do expansionismo, teremos menos terras, menos escravos, menos produção, fim do pão e circo, demissões no serviço público, queda na qualidade dos serviços prestados.
Começariam as invasões bárbaras – pacíficas – ao se permitir que fronteiriços ingressassem no exército e conhecessem suas fraquezas e estratégias. Apenas no final do Império, é que as invasões tomaram para si um caráter violento.

“O povo dos Hunos (330-391), pouco conhecido pelos antigos monumentos, vivendo por trás da lagoa Meótis, perto do oceano Glacial, excede todos os modos de ferocidade...
Todos eles têm membros compactos e firmes, pescoços grossos, e são tão prodigiosamente disformes e feios que os poderíamos tomar por animais bípedes ou pelos toros desbastados em figuras que se usam nos lados das pontes.
Tendo porém o aspecto de homens, embora desagradáveis, são rudes no seu modo de vida, de tal maneira que não têm necessidade nem de fogo nem de comida saborosa; comem raízes das plantas selvagens e a carne semicrua de qualquer espécie de animal que colocam entre as suas coxas e os dorsos dos cavalos para aquecer um pouco.
Vestem-se com tecidos de linho ou com as peles de ratos-silvestres cosidas uma às outras, e estas servem tanto para uso doméstico como de fora. Mas uma vez que meteram o pescoço numa túnica desbotada, não a tiram ou mudam até que pelo uso quotidiano se faça em tiras e caia aos pedaços.
Cobrem as cabeças com barretes e protegem as pernas hirsutas com peles de cabra; os seus sapatos não têm forma nenhuma e por isso impedem-nos de caminhar livremente. Por esta razão, não estão nada adaptados a lutas pedestres, vivendo quase fixados aos cavalos, que são fortes, mas disformes e por vezes sentam-se à amazona e assim executam as suas tarefas habituais. É nos seus cavalos que de dia e de noite aqueles que vivem nesta nação compram e vendem, comem e bebem e, inclinados sobre o estreito pescoço do animal, descansam num sono tão profundo que pode ser acompanhado de sonhos variados.
Ninguém entre eles lavra a terra ou toca um arado. Todos vivem sem um lugar fixo, sem lar nem lei ou uma forma de vida estabilizada, parecendo sempre fugitivos nos carros onde habitam; aí as mulheres lhes tecem as horríveis vestimentas, aí elas coabitam com os seus maridos, dão à luz os filhos e criam as crianças até à puberdade. Nenhum deles se for interrogado poderá dizer donde é natural, porque, concebido num lugar, nasceu já noutro ponto e foi educado ainda mais longe.”
Amiano Marcelino.

No âmbito religioso, o cristianismo passava de perseguido a religião oficial. Em 330, Constantino instaurou Constantinopla como uma das capitais do Império e, ao dedicar sua vitória à cristo, tornava-se um Imperador Católico.
Em 380, quando tanto a Roma do Oriente quando a do Ocidente a reconheceram como única através do Édito de Tessalónica.

A lenda da fundação romana se inicia com os dois irmãos Rômulo e Remo montando uma monarquia na península itálica. Interessante notar que o último imperador romano também se chamava Rômulo. Rômulo Augusto. Quando Rômulo cai, Vikings ao norte, Húngaros à leste e Árabes ao sul marcam as destruições da estrutura romana que, em desespero, foge. Patrícios se refugiam em suas residências no campo e Plebeus os perseguem, na tentativa de achar quem Patrícios pudessem a eles defender.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Aula 05 – Roma Império – Parte 01

À sombra de Júlio César, pode ser vislumbrado aquele que foi outrora o maior Império do Ocidente. Mais do que a vida de César – marcada por escândalos e pelo fortalecimento da Plebe –, sua morte, ao contrário dos falecidos irmãos Graco, é extremamente representativa e serve de gancho para Otávio Augusto tomar em suas mãos o poder na alcunha de César Augusto.

CÉSAR AUGUSTO. Esse é o nome que tem que estar em suas mentes.

CÉSAR – Referência à Júlio. É a forma de manter a idéia do ídolo em cada imperador. César, após a morte de Júlio, se torna um TÍTULO DE NOBREZA.
AUGUSTO – Referência à divindade do Imperador. Augusto indica a escolha dos deuses em relação àquele homem no governo de Roma.

Roma é expansionista. Roma é escravista. Roma é alienadora. Roma é opulenta. As quatro vertentes aqui se combinam para gerar a lógica da cidade, calcada em guerras, em grandes espetáculos e em distribuição de esmolas estatais.

O Império é imponente, é grande, mas é como um “homem musculoso com pernas finas”. É forte, mas não se mantém em pé. Alto como era, entra em uma decadência longa, de dois séculos. É a decadência com elegância, que dará origem à Idade Média.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Aula 04 – Roma República

Que a Monarquia Romana inexiste no vestibular, isso ficou bem claro em sala de aula. Mas e a República?
A apostila traz alguns detalhamentos divertidos. Se você gosta de humanas e está com um tempo, lê-la pode te dar uma noção divertida acerca do organismo político que existia nessa ex-colônia grega. Mas se a matemática e a física lhe usurpam preciosos minutos, seja tático: foque no principal. O que importa na República para o vestibular da Universidade de Brasília é a inclusão da plebe no poder público, as suas revoltas e o ápice do sistema de governo do povo (Res publica = do latim Riqueza do Povo).

As revoltas foram analisadas em sala de aula. Lembram do pequeno teatrinho? A primeira greve da história ocidental, a Greve do Monte Sagrado, acabou por marcar o surgimento do tribuno da plebe. A massa – maioria do exército – se retira para os montes sagrados e Roma se vê desprotegida, à mercê dos povos bárbaros, e o senado então aceita repartir o poder em troca de sua segurança.

Já o final da República, seu ponto áureo, será o assunto discutido na primeira aula: a volta que Aníbal dá no continente até chegar em Roma, sem sucesso, que já havia enviado suas tropas para destruir Cartago e, assim, tornado-se senhora do mar mediterrâneo.

A música escolhida foi Blaze of Glory – Chama de Glória – da banda Bon Jovi que, em certo aspecto, lembra aspectos da vida da plebe ao erguer-se ao morro por uma causa que não era bem sua. Plebeu é uma designação genérica que abarca mendigos, negociantes, artesãos e toda a sorte de homens livres não-patrícios. Assim sendo, a massa é manipulada em benefício da classe comerciante plebéia.


Blaze of Glory

I wake up in the morning
And I raise my weary head
I've got an old coat for a pillow
And the earth was last night's bed
I don't know where I'm going
Only God knows where I've been
I'm a devil on the run
A six gun lover
A candle in the wind

When you're brought into this world
They say you're born in sin
Well at least they gave me something
I didn't have to steal or have to win
Well they tell me that I'm wanted
Yeah I'm a wanted man
I'm colt in your stable
I'm what Cain was to Abel
Mister catch me if you can

I'm going down in a blaze of glory
Take me now but know the truth
I'm going down in a blaze of glory
Lord I never drew first
But I drew first blood
I'm no ones son
Call me young gun

You ask about my consience
And I offer you my soul
You ask if I'll grow to be a wise man
Well I ask if I'll grow old
You ask me if I known love
And what it's like to sing songs in the rain
Well, I've seen love come
And I've seen it shot down
I've seen it die in vain

Shot down in a blaze of glory
Take me now but know the truth
I'm going down in a blaze of glory
Lord I never drew first
But I drew first blood
I'm devil's son
Call me young gun

Each night I go to bed
I pray the Lord my soul to keep
No I ain't looking for forgiveness
But before I'm six foot deep
Lord, I got to ask a favor
And I'll hope you'll understand
'Cause I've lived life to the fullest
Let the boy die like a man
Staring down the bullet
Let me make my final stand

Shot down in a blaze of glory
Take me now but know the truth
I'm going down in a blaze of glory
Lord I never drew first
But I drew first blood
I'm no ones son
Call me young gun


Chama de Glória

Eu acordo de manhã
E levanto minha cansada cabeça
Uso um casaco velho como travesseiro
E a terra foi minha cama da noite passada
Não sei aonde estou indo
Só Deus sabe onde já estive
Sou um diabo fugindo
Um amante de revólveres
Uma vela ao vento

Quando você é trazido para este mundo
Dizem que você nasce com um pecado
Bom, pelo menos me deram algo
Que não precisei roubar ou ganhar
Quando dizem que sou procurado
É, sou um cara procurado
Sou uma ferradura em seu estábulo
Sou o que Caim era para Abel
Cavalheiro, me pegue se puder

Estou caindo numa chama de glória
Leve-me agora, mas saiba a verdade
Estou caindo numa chama de glória
Senhor, eu nunca saquei primeiro
Mas eu feri primeiro
Sou filho de ninguém
Chame-me de jovem pistoleiro

Você me pergunta da minha consciência
E te ofereço minha alma
Você me pergunta se eu vou crescer um sábio
Bom, eu pergunto se eu vou crescer
Você me pergunta se já conheci o amor
E como é cantar na chuva
Bom, já vi o amor chegar
E já o vi ser abatido
Já o vi morrer em vão

Baleado numa chama de glória
Leve-me agora, mas saiba a verdade
Porque estou caindo numa chama de glória
Senhor, eu nunca saquei primeiro
Mas eu feri primeiro
Sou filho do diabo
Me chame de jovem pistoleiro

A cada noite vou para cama
Eu rezo para o Senhor guardar minha alma
Não, não estou procurando perdão
Mas antes de estar afundado a seis pés
Senhor, preciso pedir um favor
E espero que Você entenda
Porque já vivi minha vida ao máximo
Deixe este garoto morrer como homem
Encarando um disparo
Deixe-me fazer minha última apresentação

Baleado numa chama de glória
Leve-me agora, mas saiba a verdade
Porque estou caindo numa chama de glória
Senhor, eu nunca saquei primeiro
Mas eu feri primeiro
Sou filho do diabo
Me chame de jovem pistoleiro

quarta-feira, 4 de março de 2009

Aula 03 – Atenas – Parte 01

Antitéticas: é como são vistas, normalmente, Esparta e Atenas. Uma, um acampamento em armas fechado em torno se si e dos seus campos verdejantes. Outra, uma cosmopolita cidade: aberta, receptáculo de heróis, turistas e comerciantes. Quase mágica.
Pois bem.
Algumas notações se fazem interessantes e importantes ao se analisar o mito que se ergueu em torno de Atenas. A cidade se abre devido à sua escassez de terras férteis e passa por diversas experiências políticas até se consagrar como uma democracia.

Mulheres, não tinham liberdade. A sociedade era machista e apenas uma pequena parte da população era bem nascida, além da escravidão aqui ser – como a escravidão moderna – uma questão de posse.
Atenas conhece a Monarquia, o Arcontado, a Tirania e a Democracia.

A primeira tem suas origens míticas em Teseu. Minos, rei de Creta, foi – pela sua ganância – vítima de Poseidon, o deus dos Mares, que fez com que sua mulher se apaixonasse por um touro (touro esse que devia ter sido sacrificado aos deuses) e desse a luz ao Minotauro. Cidade mais forte, Creta acaba subjugando a infante Atenas e a condena a enviar, todos os anos, catorze virgens para satisfazer a fome do monstro. Teseu, filho de Egeu – rei Ateniense – decide ser um dos catorze virgens, quando completa dezoito anos, com a finalidade de enfrentar o monstro com uma lendária espada de Bronze. Vitorioso, ele destrói o labirinto onde a fera residia e volta são e salvo para Atenas, onde se torna Rei.
Cheia de representações é essa história. Querem ver?

Minos = Creta
Minotauro = Touro, animal cultuado como sagrado em Creta
Catorze virgens = Impostos
Espada de Bronze = Supremacia ateniense em confeccionar a liga metálica
Labirinto = Palácio de Cnossos, onde habitava a monarquia cretense

Pouco se há de concreto sobre a civilização micênica (cretense). O que dela restou foi apenas uma tábua de argila queimada, antes do palácio ser completamentedestruído.

O Arcontado lembra um pouco um ministério. Três arcontes fazem as vezes de poder executivo, judiciário, militar e religioso. É uma evolução em termos quantitativos de poder, visto que a monarquia restringia – e muito – a participação da aristocracia cretense no poder.

A Tirania foi uma leve fase, e na Democracia Atenas floresce. Floresce depois de usurpar o Tesouro da Liga de Delos e lançando assim sua sorte ao vento. Ao vento, pois Esparta revida ao saque e uma sucessão de guerras se faz presente, até que Alexandre o Grande toma para si o poder da Grécia e expande tal poder ao mundo (conhecido). Mas O Grande, o grande disseminador do Helenismo, também falece. E mais uma vez, o poder político na Europa ficava disponível.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Questão de anos

Cronologia em História é uma situação delicada. Dentro do Estudo da História, de suas teorias e metodologias, existem linhas do tempo variadas que, cada vez mais, concordam apenas (quando concordam) na partição básica do mundo em Pré-História, História Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea. Mas essas linhas (de tempo e de pensamento) não são únicas.
Pode-se analisar o mundo sobre um aspecto meramente econômico e, assim, vincular a nossa História Contemporânea ao surgimento da Burguesia e estendê-la até os dias de hoje fazendo uma cadeira de evolução do mercantilismo até o atual neoliberalismo. Mas, por mais que sejam gigantescas as opções, temos que ser estratégicos.
Na noite de segunda-feira, uma aluna da unidade 516 Sul havia me dito que algumas datas da apostila diferem das datas por mim apresentadas – em caráter ilustrativo – no quadro branco. Pois bem. Sempre que há divergência, o nosso âmago clama por UMA resposta certa. Mas sinto informar que essa única resposta, em História, inexiste.
Não trabalhamos com uma ciência dita exata, e sim com uma ciência humana que é escrita e descrita de várias formas por diversos Historiadores – todos os que estão, aliás, no material base da primeira semana teorizaram alguma linha do tempo. Entretanto, se faz necessário um padrão para a prova da UnB e ele será dado a vocês nesse exato e preciso momento.
Até o ano passado, o professor doutor Antônio José Barbosa era o responsável pela confecção das provas do vestibular e, pelo que se viu na última prova, sua escola temporal será seguida. Assim sendo, basicamente, será mantida em nosso estudo a linha do tempo que foi passado no quadro, com apenas uma alteração. Assim sendo, temos:

Pré-História – Período que data do surgimento do Universo até a invenção da escrita cuneiforme suméria, por volta de 3100 a.C.
História Antiga – Período marcado pelas assim chamadas Grandes Civilizações. Data da invenção da escrita em 3100 a.C. até a deposição do último rei ocidental (aqui a grande mudança) romano, em 476 d.C.
Medievo – Período de grande destaque católico, que se inicia com o fim do Império Romano do Ocidente em 476 d.C. e se alonga até as Grandes Navegações, em 1415.
Idade Moderna – Período dos grandes Reis Absolutistas, que se inicia com a conquista de Ceuta por Portugal, em 1415, e finda com as Revoluções Burguesas do século XVIII.
Idade Contemporânea – Atual período, tem seu início político com a Revolução Francesa e econômico com a Revolução Industrial, nas chamadas Revoluções Burguesas.

A UnB não se debaterá sobre essa questão, deixando espaços amplos para que as respostas acerca de linha do tempo sejam fáceis de se responder, geralmente tendendo ao absurdo. Justamente por existirem várias linhas, os recursos também podem ser múltiplos. Assim sendo, essa é uma preocupação a menos para os senhores e as senhoras.

Dúvidas?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Aula 02 – Esparta – Parte 02

Conforme prometido, posto aqui a música da aula. Zombie, da banda The Cranberries, traz em si uma essência interessante: é um protesto denunciando um conflito armado de cunho étnico e político na Irlanda do Norte (mais referências com professores de Geografia).
Guardadas as devidas proporções, a música serve para simbolizar horrores de guerra e, pelas partes em negrito, se pode encaixar um pouco do passado espartano.


Zombie

Another head hangs lowly
Child is slowly taken
And the violence caused such silence
Who are we mistaken?

But you see it's not me,
It's not my family
In your head, in your
head they are fighting
With their tanks and their bombs
And their bombs and their guns
In your head
In your head they are cryin'
In your head, in your head
Zombie Zombie Zombie
What's in your head, in your head
Zombie Zombie Zombie

Another mother's breakin'
Heart is taking over
When the violence causes silence
We must be mistaken
It's the same old theme since 1916
In your head,
In your head they're still fightin'
With their tanks and their bombs
And their bombs and their guns
In your head
In your head they are dyin'

In your head, in your head
Zombie Zombie Zombie
What's in your head, in your head
Zombie Zombie Zombie


Zumbi

Outra cabeça se inclina vagarosamente
A criança é lentamente levada
E a violência causou tal silêncio
Quem nós estamos enganando?

Mas você sabe, não sou eu
Não é minha família.
Na sua cabeça, na sua cabeça
Eles estão lutando
Com seus tanques e suas bombas,
E suas bombas, e suas armas
Na sua cabeça,
Na sua cabeça , eles estão chorando
Na sua cabeça, na sua cabeça
Zumbi Zumbi Zumbi
O que tem na sua cabeça?
Na sua cabeça,
Zumbi Zumbi Zumbi

Outro coração de mãe partido
Está recebendo
Quando a violência causa silêncio
Nós devemos estar enganados
É o mesmo velho tema desde 1916
Na sua cabeça,
Na sua cabeça, eles ainda estão lutando
Com seus tanques e suas bombas,
E suas bombas, e suas armas
Na sua cabeça, na sua cabeça,
Eles estão morrendo.
Na sua cabeça, na sua cabeça
Zumbi Zumbi Zumbi
O que tem na sua cabeça?
Na sua cabeça, na sua cabeça
Zumbi Zumbi Zumbi


E aqui, entra a poesia, essa sendo bem específica ao se tratar do maior acampamento em armas da Hélade (Grécia):


Esparta e a Guerra contra o Tempo

Corta-se aos sete os laços familiares,
Aos dezessete, expulsos da cidade;
É preciso formar bons militares,
A duras penas, hilotas da idade.

Até as fêmeas são afastadas dos lares,
Sem qualquer sentimento de piedade;
Só aos trinta anos que se formarão os pares,
E Esparta assim mantém sua integridade.

Bestas escravas do tempo do Estado,
Que o carregam como se fosse um fardo,
Sempre clamando a Ares por uma guerra!

Pois do inferno só se sai de duas formas:
Quando os sessenta anos já lho deforma,
Ou quando a guerra os põe sob a terra.


Dúvidas?

Aula 02 – Esparta – Parte 01

Durante a aula foi levantada uma questão que vale o reforço virtual: a Arete. A Arete grega seria o que chamamos vulgarmente de heroísmo puro – desprendimento da própria essência de vida em prol de uma causa, de uma convicção. As maiores obras e fontes gregas – Ilíada e Odisséia – estão repletas de exemplos. Em Esparta, o maior exemplo é o rei Leônidas – comandante chefe das forças armadas espartanas – renegando uma rendição em nome da honra do Estado:

“Para Esparta só se regressa de duas formas: atrás do seu escudo, como herói, ou em cima dele, como cadáver.”

O item lido e respondido fazia referência à organização política grega, que concentrava o poder nas mãos de uma seleta oligarquia – esparciatas acima de 30 anos necessariamente do sexo masculino. O item, da UnB, tem o seguinte texto:

O Estado espartano, com acentuado caráter militarista, era bastante flexível na hierarquia do exercício de poder.

A afirmação é falsa. Sempre que há uma oligarquia no poder, é difícil se falar em flexibilidade, maleabilidade, no exercício do poder. Periecos e Hilotas não participavam da vida política, bem como mulheres e homens até 30 anos.

Por enquanto, despeço-me por estar deveras exausto da comemoração, mas ainda na quarta-feira hei de postar para as senhoras e para os senhores a letra da música dos Cranberries bem como a poesia lida no final da aula.

Dúvidas?

Aula 01 – Teoria da História

Terça-feira foi minha colação de grau na Universidade de Brasília. O paraninfo da História foi o professor doutor Antônio José Barbosa e, ao fazer suas considerações, ele disse que a História serve de instrumento para que, conhecendo o passado, a compreensão do presente e a transformação do futuro se façam verdades. O bacana é que tais palavras corroboram o que eu havia dito nas palavras de Descartes:

“(...) as ações memoráveis da História o elevam e, lidas com discrição, auxiliam na formação do critério; (...)”.

O exercício lido foi o item 48 do 2º vestibular de 2008 da UnB. O texto dele é o seguinte:


Não há História fora do tempo, da mesma forma que ela não existe sem a ação humana.


Como já respondido em sala de aula, o item está correto. A grande dúvida que surge nesse item está relacionada à Pré-História, visto que em boa parte da mesma não existia o Homo sapiens. Entretanto, o texto diz que não existe História sem a ação humana. Ao pensar em ação humana, damos de cara com a chamada Historiografia – escrita da História.
Se existe a chamada História Natural – dinossauros, por exemplo – é porque existiu um ser humano a escrevendo. Ele não foi agente histórico como são os estudados na Antiguidade, no Medievo, na Modernidade e mesmo na Contemporaneidade, mas através da sua ação da escrita, surgiu a História.

Dúvidas?