Em um semestre que contamos com apenas trinta e duas aulas para História Geral e História do Brasil, algumas áreas do conteúdo acabam – em uma questão estratégica – sendo deixadas de lado. Mas, para nossa sorte, existe o Papos Históricos para complementar o que é visto em sala de aula.
Roma terá seu auge com a dinastia antonina e terá em César Marco Aurélio Antonino seu auge e seu princípio declinatório, quando doenças atacam a população e agravam a constituição social do Império, agravada já pelo fim do expansionismo.
Com o fim do expansionismo, teremos menos terras, menos escravos, menos produção, fim do pão e circo, demissões no serviço público, queda na qualidade dos serviços prestados.
Começariam as invasões bárbaras – pacíficas – ao se permitir que fronteiriços ingressassem no exército e conhecessem suas fraquezas e estratégias. Apenas no final do Império, é que as invasões tomaram para si um caráter violento.
“O povo dos Hunos (330-391), pouco conhecido pelos antigos monumentos, vivendo por trás da lagoa Meótis, perto do oceano Glacial, excede todos os modos de ferocidade...
Todos eles têm membros compactos e firmes, pescoços grossos, e são tão prodigiosamente disformes e feios que os poderíamos tomar por animais bípedes ou pelos toros desbastados em figuras que se usam nos lados das pontes.
Tendo porém o aspecto de homens, embora desagradáveis, são rudes no seu modo de vida, de tal maneira que não têm necessidade nem de fogo nem de comida saborosa; comem raízes das plantas selvagens e a carne semicrua de qualquer espécie de animal que colocam entre as suas coxas e os dorsos dos cavalos para aquecer um pouco.
Vestem-se com tecidos de linho ou com as peles de ratos-silvestres cosidas uma às outras, e estas servem tanto para uso doméstico como de fora. Mas uma vez que meteram o pescoço numa túnica desbotada, não a tiram ou mudam até que pelo uso quotidiano se faça em tiras e caia aos pedaços.
Cobrem as cabeças com barretes e protegem as pernas hirsutas com peles de cabra; os seus sapatos não têm forma nenhuma e por isso impedem-nos de caminhar livremente. Por esta razão, não estão nada adaptados a lutas pedestres, vivendo quase fixados aos cavalos, que são fortes, mas disformes e por vezes sentam-se à amazona e assim executam as suas tarefas habituais. É nos seus cavalos que de dia e de noite aqueles que vivem nesta nação compram e vendem, comem e bebem e, inclinados sobre o estreito pescoço do animal, descansam num sono tão profundo que pode ser acompanhado de sonhos variados.
Ninguém entre eles lavra a terra ou toca um arado. Todos vivem sem um lugar fixo, sem lar nem lei ou uma forma de vida estabilizada, parecendo sempre fugitivos nos carros onde habitam; aí as mulheres lhes tecem as horríveis vestimentas, aí elas coabitam com os seus maridos, dão à luz os filhos e criam as crianças até à puberdade. Nenhum deles se for interrogado poderá dizer donde é natural, porque, concebido num lugar, nasceu já noutro ponto e foi educado ainda mais longe.”
Amiano Marcelino.
No âmbito religioso, o cristianismo passava de perseguido a religião oficial. Em 330, Constantino instaurou Constantinopla como uma das capitais do Império e, ao dedicar sua vitória à cristo, tornava-se um Imperador Católico.
Em 380, quando tanto a Roma do Oriente quando a do Ocidente a reconheceram como única através do Édito de Tessalónica.
A lenda da fundação romana se inicia com os dois irmãos Rômulo e Remo montando uma monarquia na península itálica. Interessante notar que o último imperador romano também se chamava Rômulo. Rômulo Augusto. Quando Rômulo cai, Vikings ao norte, Húngaros à leste e Árabes ao sul marcam as destruições da estrutura romana que, em desespero, foge. Patrícios se refugiam em suas residências no campo e Plebeus os perseguem, na tentativa de achar quem Patrícios pudessem a eles defender.

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