Ventos da mudança sopram ao longo daquele que foi outrora o Império Romano. As fugas para os campos vão estipular toda uma outra lógica organizacional à Europa.
Feudalismo não é um momento homogêneo. O que é visto e estudado ao longo do ensino médio e dentro das salas de cursinho é o chamado MODELO FEUDAL FRANCÊS, que compreende três ordens societárias e uma mescla do comitatus germânico – traduzido nos laços de suserania e vassalagem – e no colonato romano – representado pelas divisões das terras e sua forma de produção.
Fica fácil notar a idéia francesa quando vemos o início das dinastias Merovíngias e Carlovíngias (ou Carolíngias) que trazem, em seus nomes, a tonalidade típica do francês.
Os Descendentes de Meroveu dominaram a região outrora conhecida como Gálias do século V ao século VIII. São amostras do esfacelamento dos poderes e mesmo do enfraquecimento do Rei. Conquistas militares reuniram uma considerável região em torno da família Merovíngia, mas o poder e as terras foram divididos entre os descendentes. Cada vez menos representativos, os Merovíngios conheceram seu fim sob o golpe dos Carolíngeos. Coube a Pepino, o Breve – nome dado graças à sua agilidade com a espada – reunir todo aquele esplendor. Agora, os Carolíngios se faziam senhores sobre os francos.
Para o vestibular, é válido notar sempre as relações existentes em seus mais amplos aspectos.
Tudo bem que, formalmente, existem três ordens – ou classes, como preferirem. Clero – Os que rezam, os oratore; Nobreza – Os que combatem, os bellatore; Servos – Os que trabalham, os laboratore. Entretanto, através dessas três classes, podemos destacar dois seguimentos: o físico – dos nobres e dos servos, que protegem e alimentam a carne; e o espiritual – do clero, que protege e alimenta a alma. Esses dois seguimentos se balanceiam e tem organizações próprias.
No âmbito espiritual, a noção agora existente de um Deus onipresente, onipotente e onisciente serve tanto para o consolo da classe física, que se sente protegida, como também exerce o chamado “poder de polícia”: o próprio nobre e o próprio servo cuidam e zelam seus atos, visto que, o que quer que façam, a vigília de Deus sobre eles é constante.
No âmbito físico, as relações podiam ser feitas entre nobres ou entre nobres e servos. Entre nobres, temos os laços de suserania e vassalagem, herança do comitatus, que percebe a honra em cada guerreiro nobre e representa uma divisão de terras em troca de favores e auxílio armado, além de casamentos e alianças políticas estratégicas. Entre nobres e servos, os laços existentes eram os de servidão, na qual o outrora plebeu aceita sujeitar-se ao trabalho proposto pelo senhor feudal em troca de habitação, sustento e proteção armada.
Conforme notado em aula, vale notar que a Idade Média – mesmo a alta – teve uma grande gama de produção cultural, que será explorada em outra postagem acerca da Idade Média. Por enquanto, descansemos. Muita informação.

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