segunda-feira, 4 de maio de 2009

Aula 17 – Revolução Francesa 01 – Parte 01

Avante, filhos da Pátria! É chegado o dia da glória! Anos e anos de opressão e tirania finalmente serão expurgados das costas de homens e mulheres simples, que habitavam o campo francês. Em um país agrário, reis como Luis XIV, Luis XV e Luis XVI faziam o luxo a regra nas cortes. Cortes que representavam 1,5% do contingentes francês. Cortes que tinham o aval cristão, sob o jugo do papa e seus representantes clericais que, na França, somavam 0,5% da população. O que sobrara não pertencia nem à nobreza nem ao clero: era uma massa alheia, sem poderes políticos, sem efetivos. Era uma classe majoritariamente simples, ainda presa em parte por laços feudais.
Mas por pouco tempo.
Contra eles o tirano estandarte ensangüentado se levantava. A realeza baixa novos impostos e, indignados, os três estados – Primeiro (Clero), Segundo (Nobreza) e Terceiro (burguesia, camponeses, artesãos, desempregados) – se fecham em uma assembléia – a Assembléia dos Estados Gerais.
Nenhuma lei prática de lá emerge, apenas mais descontentamento e o primeiro passo político da Revolução: em junho de 1789, os representantes do Terceiro Estado ocuparam a Sala do Jogo de Péla e lá se organizaram em Assembléia Nacional Constituinte.
A França saia à desforra.
Inicia-se um período conhecido com Grande Medo, em que camponeses invadem a casa dos senhores de terras e os chacinam. Às armas, cidadãos! É hora de reescrever, com sangue, a História.
A realeza, em pânico, se reporta à Áustria e pede ajuda. A Áustria invade solos franceses e uma batalha na cidade de Valmy é travada. O melhor exército europeu contra miseráveis franceses.
E o incrível acontece.
Com o poder, o ódio e o canto de guerra, a França entra em campo. O sangue gaulês ferve e aquele fabuloso exército bárbaro cairia sob o jugo francês. Seu sangue impuro embeberia as plantações.
Como um furacão a Revolução chegou e mudou as regras e ordens da sociedade moderna. A Revolução enterra a sociedade moderna. Nascia a contemporaneidade ocidental.

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