Antitéticas: é como são vistas, normalmente, Esparta e Atenas. Uma, um acampamento em armas fechado em torno se si e dos seus campos verdejantes. Outra, uma cosmopolita cidade: aberta, receptáculo de heróis, turistas e comerciantes. Quase mágica.
Pois bem.
Algumas notações se fazem interessantes e importantes ao se analisar o mito que se ergueu em torno de Atenas. A cidade se abre devido à sua escassez de terras férteis e passa por diversas experiências políticas até se consagrar como uma democracia.
Mulheres, não tinham liberdade. A sociedade era machista e apenas uma pequena parte da população era bem nascida, além da escravidão aqui ser – como a escravidão moderna – uma questão de posse.
Atenas conhece a Monarquia, o Arcontado, a Tirania e a Democracia.
A primeira tem suas origens míticas em Teseu. Minos, rei de Creta, foi – pela sua ganância – vítima de Poseidon, o deus dos Mares, que fez com que sua mulher se apaixonasse por um touro (touro esse que devia ter sido sacrificado aos deuses) e desse a luz ao Minotauro. Cidade mais forte, Creta acaba subjugando a infante Atenas e a condena a enviar, todos os anos, catorze virgens para satisfazer a fome do monstro. Teseu, filho de Egeu – rei Ateniense – decide ser um dos catorze virgens, quando completa dezoito anos, com a finalidade de enfrentar o monstro com uma lendária espada de Bronze. Vitorioso, ele destrói o labirinto onde a fera residia e volta são e salvo para Atenas, onde se torna Rei.
Cheia de representações é essa história. Querem ver?
Minos = Creta
Minotauro = Touro, animal cultuado como sagrado em Creta
Catorze virgens = Impostos
Espada de Bronze = Supremacia ateniense em confeccionar a liga metálica
Labirinto = Palácio de Cnossos, onde habitava a monarquia cretense
Pouco se há de concreto sobre a civilização micênica (cretense). O que dela restou foi apenas uma tábua de argila queimada, antes do palácio ser completamentedestruído.
O Arcontado lembra um pouco um ministério. Três arcontes fazem as vezes de poder executivo, judiciário, militar e religioso. É uma evolução em termos quantitativos de poder, visto que a monarquia restringia – e muito – a participação da aristocracia cretense no poder.
A Tirania foi uma leve fase, e na Democracia Atenas floresce. Floresce depois de usurpar o Tesouro da Liga de Delos e lançando assim sua sorte ao vento. Ao vento, pois Esparta revida ao saque e uma sucessão de guerras se faz presente, até que Alexandre o Grande toma para si o poder da Grécia e expande tal poder ao mundo (conhecido). Mas O Grande, o grande disseminador do Helenismo, também falece. E mais uma vez, o poder político na Europa ficava disponível.

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