segunda-feira, 25 de maio de 2009
Simulado do sábado passado
Aula 22 – Parte 02
Figura curiosa, intelectual e tecnicista, D. Pedro faz um governo estruturado em estruturas políticas fantásticas, como o Parlamentarismo às Avessas, que garantia a sua imagem permanecer limpa e clara, enquanto a dos ministros era enxovalhada a cada dia. Guia o Brasil que fazia do Café seu máximo produto e pilar econômico – graças a uma campanha propagandística impensável anquela época – e desafiando países poderosos como a Inglaterra – durante a Questão Christie. Ajuda a testar o Telefone com Bell e, com os fios de sua barba, mantém segura a estabilidade. Mas nem tudo seriam flores.
Na aula, a música utilizada foi Partido Alto, imortalizada por Chico Buarque, mas interpretado em sala por Cássia Eller – em versão própria. É a descrição perfeita de um nobre, um membro da família real, que dá a “sorte” de nascer no Rio de Janeiro.
Partido Alto
Deus é um cara gozador
Adora brincadeira
Pois pra me jogar no mundo
Tinha o mundo inteiro
Mas achou muito engraçado
Me botar cabreiro
Na barriga da miséria
Eu nasci brasileiro
Eu sou do Rio de Janeiro
Diz que deu
Diz que dá
Diz que Deus dará
Não vou duvidar, oh nega
E se Deus não dar
Como é que vai ficar, oh, nega?
"à Deus dará" , "à Deus dará"
Diz que deu
Diz que dá
Diz que Deus dará
Não vou duvidar, oh nega
E se Deus negar
eu vou me indignar e chega
Deus dará , Deus dará
Jesus Cristo ainda me paga
Um dia ainda me explica
Como é que pôs no mundo
Essa pobre titica
Vou correr o mundo afora
Dar uma canjica
Que é pra ver se alguém se embala
Ao ronco da cuíca
Um abraço pra aquele que fica, meu irmão
Deus me deu mãos de veludo
Prá fazer carícia
Deus me deu muitas saudades
E muita preguiça
Deus me deu pernas compridas
E muita malícia
Pra correr atrás de bola
E fugir da polícia
Um dia ainda sou notícia
Deus me fez um cara fraco
desdentado e feio
Pele e osso, simplesmente
Quase sem recheio
Mas se alguém me desafia
E bota a mãe no meio
Eu dou porrada a três por quatro
E nem me despenteio
Porque eu já tô de saco cheio.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Aula 22 – Segundo Reinado – Parte 01
A Regência, formalmente, está inserida no Segundo Reinado. A Regência é uma saída, uma solução a um problema previsto: a imaturidade do Imperador. Assim sendo, o que temos é uma tentativa dos ex-partidos de montarem uma República Brasileira e limar o poder do imperador.
Ex-partidos? Sim. Com a saída de Pedro, não há mais nexo em se haver um partido Restaurador. Agora, eles se redividiriam da seguinte forma:
PARTIDO RESTAURADOR + PARTIDO MODERADO = PARTIDO CONSERVADOR
PARTIDO EXALTADO + PARTIDO MODERADO = PARTIDO LIBERAL
Um visava segurar o poder até Pedro II poder assumir; outro já tinha como sonho derrubar o pequeno Pedro antes mesmo dele cair. Assim sendo, tudo foi feito como previa a lei: primeiro, houve a formação de uma Regência Trina Provisória, para convocar as eleições; depois, elegeu-se uma Regência Trina Permanente, para que o poder fosse por ela exercido por todo o tempo. Entretanto, três pessoas dividindo o poder executivo NUNCA dá certo e, mais uma vez, tal agremiação teve que ser abolida na História. Agora, o que tínhamos, era um Ato Adicional (não confundir com Ato Institucional) de 1834, que reduzia o número de regentes a um. Diogo Feijó assumiu e um boom se fez ao longo do Brasil – revoltas mil estouraram nesse momento. Em uma jogada para culpar os conservadores pelo mau governo, Pedro de Araújo Lima subiu ao cargo de regente e, a despeito do que se esperava, ele conseguiu contornar a situação. Indignados, os Liberais aram um ardiloso plano: adiantar a maioridade de Pedro para que ele, rápido, caia. E assim é feito. Com menos de quinze anos, o garoto sobre ao trono brasileiro e deveria ficar cerca de apenas três meses.
Ficou quarenta e nove anos.
Aula 21 – Primeiro Reinado – Parte 02
Durante muito tempo se disse que a Tomada da Bastilha foi decisiva para Revolução Francesa. Entretanto, sabemos que a Bastilha estava desativada e que poucos ali ainda se mantinham presos – entre eles o fabuloso Marquês de Sade. Mas, até hoje, a Tomada ainda é vista como grandiosa, mas agora não pelo seu ato em si, mas por sua representação. Assim sendo, o que nos impede tanto a odiar a História do Brasil e a nela botar defeitos?
Temos erros, sim. Tivemos Pedro como um político que não figura no hall dos melhores, é verdade. Entretanto, toda a simbologia que se constrói em torno de seu mítico brado é uma aula de História pontuada com doses de nacionalismo. Não há mal algum. Ao contrário, há a necessidade de se acolher o sabor verde-amarelo, ainda que todos saibamos que a Independência, sobre vários aspectos, se faz paradoxal.
Ao arrancar os laços que nos prendiam a Portugal, o Brasil se livrou do jugo joanista e abraçou o Império de Pedro I, filho de D. João. Uma dívida gigantesca foi contraída para o reconhecimento de nossa independência e o recém-fundado Banco do Brasil conheceu sua primeira falência em 1828, ao término da Guerra Cisplatina. Não foi o melhor movimento de todos, mas, ao menos, estávamos independentes.
Independentes e sobre tensões política. Pedro I ordena que uma Constituição seja estruturada e surge, em 1823, o projeto Constituição da Mandioca.
A Const. Da Mandioca previa uma cota de alqueires plantados da erva para que, só então, um brasileiro pudesse votar e ser votado. É a questão censitária fazendo presente – o que não incomodava o mais novo imperador. Entretanto, o texto demasiado iluminista limitava por demais os poderes do supremo soberano. Pedro não aceita, invade a constituinte e temos o que conhecemos por “A Noite da Agonia”. Noite em que agoniza a Mandioca e se planta a semente da Constituição de 1824, a Constituição Outorgada.
A Outorgada previa a divisão dos quadro poderes, sendo que o executivo e o moderador – que fazia a mediação entre os três poderes – ficariam sempre nas mãos do Imperador. Era a sua forma que, sob uma capa iluminista, manter essência absoluta. Inicia um governo bem diferente do que se esperada. Apesar de ter o partido Restaurador ao seu lado – que defendia todos os poderes sobre si –, os demais partidos – Moderados e Exaltados – não estavam tão cegamente satisfeitos.
Pedro consegue ir contornçaando a situação o quanto pode, até que seu pai, D. João VI, morre em 1826. Era hora de partir. Um filho teu não foge à luta. E o Brasil? O Brasil era uma criança e ficara na mão de OUTRA criança: D. Pedro II.
A música da aula foi o nosso fabuloso Hino Nacional. A letra é de Joaquim Osório Duque Estrada e a versão apresentada foi a tocada pela Orquestra Paulista. Pode ser encontrada facilmente no sítio dominiopublico.gov.br.
Hino Nacional
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores."
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Aula 21 – Primeiro Reinado – Parte 01
A semente fora plantada. D. João parte, mas deixa seu filho com uma missão clara: tomar a coroa caso necessário, antes que algum aventureiro o faça.
E assim foi.
Portugal agora vive uma situação delicada: há um rei, mas ele não possui governabilidade. É uma mera peça decorativa, perdendo seu poder executivo. Poder esse que se intensifica, olha para a ex-colônia e exige a imediata volta do príncipe lusitano. A Portugal, interessava extinguir o vasto império luso-brasileiro e retornar o Brasil ao status de Colônia. O pacto, enfraquecido com a vinda da Coroa para o Brasil, seria reforçado.
Mas quem já foi rei, não quer perder a majestade.
No Brasil, O Partido Brasileiro e o Partido Português se unem e recolhem milhares de assinaturas da população para mostrar a Pedro a força que ele tinha dentro da colônia. E ele, em janeiro de 1822, manda dizer ao povo que fica. Poucos meses depois, ainda lança a política do “Cumpra-se”, que se dignava a acatar apenas as atitudes portuguesas interessantes ao Brasil. E mais pontos com a população o príncipe marca. Mas, para o futuro seio imperial, não era suficiente.
Pedro era um exímio estrategista, mas não havia sido criado para ser, de fato, um rei – ao contrário de sua esposa, uma mulher que trazia, em seu berço, o cunho Habsburgo.
Chega ao Rio uma carta de Portugal, uma carta forçada de D. João, pedindo a Pedro que cumpra as diretrizes portuguesas. Indignada, Leopoldina escreve então ao seu marido, que estava com Domitila, marquesa de Santos, em seu ninho de amor, convocando-o a se mostrar um digno imperador.
“O pomo está maduro. Colheo-o já, senão apodrece.”
E assim Pedro fez. Ao receber as cartas, às margens do Ipiranga, ele ordena aos seus Dragões que arranquem os laços que os prendem a Portugal. Afinal de contas, agora, é Independência.
Ou morte.
Para uma Guerra o Brasil se prepara. Mas, a bem da verdade, ela não vem. E por isso mesmo a História brasileira é, injustamente, ridicularizada. Vamos abrir nossos olhos. Reclamamos muito, mas fazemos pouco. Com cuidado, vamos explorar esse tema. E a sua segunda parte.
Antes de mais nada...
terça-feira, 12 de maio de 2009
Aula 20 – A Família Real no Brasil
O tema da nossa vigésima aula deve ser abordado sobre dois aspectos básicos: a saída e a chegada. É o que o Cespe quer que você entenda.
As movimentações entre Espanha e França se mostravam cada vez mais gloriosas. Tratados e pactos já eram feitos acerca de terras futuramente governadas – entre elas, Portugal. Portugal que, desde a outorga do Bloqueio Continental, cozinhava em banho-maria a paciência de Napoleão Bonaparte.
Quando o Bloqueio é instaurado, Portugal não a ele adere imediatamente visto que as histórias de Portugal e da Inglaterra se mesclam desde a fundação, no início do século XII, da pátria lusitana (caso você não se lembre, consulte as aulas antigas!). Assim sendo, D. João não deu uma resposta direta nem para a Inglaterra nem para a França. E teve o fim que conhecemos.
Ao saber dos planos franco-espanhóis, D. João VI, príncipe regente se volta para a terra anglicana um plano de fuga é cunhado. E aqui vem o primeiro ponto interessante: a saída.
A saída da Coroa garante sua permanência e força fora do território europeu, mas, para os portugueses, a atitude tomada foi covarde, mesquinha. Salvação política, destruição social. O ódio é tamanho que a França declara o banimento da família Bragança da Europa.
Meses navegando... Uma viagem tensa, dura. E, finalmente, a Coroa chega. E aqui temos o segundo ponto interessante.
A chegada da Família Real, ao contrário da saída, é heróica. As longas distâncias não permitiam o rápido acesso à informação e, assim sendo, perceber o poder político se deslocando sem razão aparente para a colônia significava a importância daquele solo já tão explorado. É o que provamos em sala de aula quando comparamos a vida pré-Família e pós-Família. Teatros, bibliotecas, faculdades, escolas régias, princípios de independência econômica: tudo graças à Família Real.
Acontece que o mundo não pára em 1808: ele se alonga e muito. Alonga-se até 1815, quando o Congresso de Viena é conclamado marcando, assim, a derrota definitiva de Napoleão. Alonga-se até 1815, quando o Congresso, que deveria repartir as terras conquistadas pela França, nega à Coroa Lusitana o direito à Portugal. Alonga-se até 1815, quando D. João VI, em uma hábil manobra política, afirma jamais ter deixado Portugal e eleva o Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Alonga-se até 1820, quando a população portuguesa, insatisfeita com a permanência da Família no Brasil, se insurge e instaura a Revolução Liberal do Porto. E por fim, essa aula ainda se alonga até a saída de D. João VI e seu recado para Pedro:
“Pedro, se o Brasil se separar de Portugal, toma a coroa para ti, antes que algum aventureiro lance mão dela.”
E o que Pedro faz? Vemos em breve. Por enquanto, deixo cá a letra de Babylon, de Zeca Baleiro, escolhida para a aula.
Babylon
Baby!
I'm so alone
Vamos pra Babylon!
Viver a pão-de-ló
E möet chandon
Vamos pra Babylon!
Vamos pra Babylon!...
Gozar!
Sem se preocupar com amanhã
Vamos pra Babylon
Baby! Baby! Babylon!...
Comprar o que houver
Au revoir ralé
Finesse s'il vous plait
Mon dieu je t'aime glamour
Manhattan by night
Passear de iate
Nos mares do pacífico sul...
Baby!
I'm alive like
A Rolling Stone
Vamos pra Babylon
Vida é um souvenir
Made in Hong Kong
Vamos pra Babylon!
Vamos pra Babylon!...
Vem ser feliz
Ao lado deste bon vivant
Vamos pra Babylon
Baby! Baby! Babylon!...
De tudo provar
Champanhe, caviar
Scotch, escargot, rayban
Bye, bye miserê
Kaya now to me
O céu seja aqui
Minha religião é o prazer...
Não tenho dinheiro
Pra pagar a minha yoga
Não tenho dinheiro
Pra bancar a minha droga
Eu não tenho renda
Pra descolar a merenda
Cansei de ser duro
Vou botar minh'alma à venda...
Eu não tenho grana
Pra sair com o meu broto
Eu não compro roupa
Por isso que eu ando roto
Nada vem de graça
Nem o pão, nem a cachaça
Quero ser o caçador
Ando cansado de ser caça...
Não tenho dinheiro
Pra pagar a minha yoga
Não tenho dinheiro
Pra bancar a minha droga
Eu não tenho renda
Pra descolar a merenda
Cansei de ser duro
Vou botar minh'alma à venda...
Eu não tenho grana
Pra sair com o meu broto
Eu não compro roupa
Por isso que eu ando roto
Nada vem de graça
Nem o pão, nem a cachaça
Quero ser o caçador
Ando cansado de ser caça...
Ai, morena! Viver é bom
Esquece as penas
Vem morar comigo
Em Babylon...
Aula 19 – Napoleão Bonaparte
Um corso. Um homem. Um rebelde. Lutador, estourado, apanha da vida. Aprende com a vida. Estuda, se forma, abandona a raça humana – vira mito.
Marca o fim de uma Revolução e o início de outra. É cônsul, cônsul vitalício, Imperador, supremo general. Tenta conquistar a Inglaterra. Falha. Bloqueia a Inglaterra. Sai-se bem. Apenas Rússia e Portugal lhe viram as costas. E ambas sentiriam sua mão.
À Portugal, a sanção é o banimento da real família Bragança. À Rússia, uma ameaça basta.
Por pouco tempo.
Bonaparte expande seu império. Conquista boa parte da Europa, possui um exército fabuloso. Mas Alexander, Czar russo, põe em xeque seu potencial e volta às boas com a Inglaterra. Atitude mais que suficiente para colocar o general na estrada.
Estrada cruel.
Estrada cretina.
Terras arrasadas. O destino era Moscou. O coração russo deveria sangrar. Mas São Petersburgo, mais uma vez, assistiria a um tenso episódio da história eslava. As botas do exército napoleônico racham. O general chora.
“BATER EM RETIRADA!”
A ordem é dada. E projéteis voam. Mosquetes, facas, sangue. As mancham ficam na neve. Napoleão foge. Seu exército é derrotado, humilhado.
É retirado para a ilha de Elba e em Viena um congresso se monta. E rapidamente, se desmonta. Napoleão suspirava e marchava rumo a Paris para seu último governo, seus últimos cem dias a frente da nação gaulesa. Mas, mais uma vez, cai.
Cai e é enviado para Santa Helena, onde fica de 1815 até sua morte, em 1821. Nesse meio tempo, o Congresso de Viena era restabelecido e a Europa se reorganizava.
Afinal de contas, o show deveria continuar.
Para contar a História de Napoleão, foi usada em sala de aula “The show must go on”, da banda britânica Queen. Segue a letra.
The show must go on
Empty spaces - what are we living for
Abandoned places
I guess we know the score
On and on, does anybody know what we are looking for...
Another hero, another mindless crime
Behind the curtain, in the pantomime
Hold the line, does anybody want to take it anymore
The show must go on
The show must go on, yeah
Inside my heart is breaking
My make - up may be flaking
But my smile still stays on
Whatever happens, I'll leave it all to chance
Another heartache, another failed romance
On and on, does anybody know what we are living for ?
I guess I'm learning (I'm learning learning, learning)
I must be warmer now
I'll soon be turning (turning, turning turning)
Round the corner now
Outside the dawn is breaking
But inside in the dark I'm aching to be free
The show must go on
The show must go on, yeah, yeah
Ooh, inside my heart is breaking
My make - up may be flaking
But my smile still stays on
My soul is painted like the wings of butterfly
Fairytales of yesterday will grow but never die
I can fly - my friends
The show must go on (go on, go on, go on) yeah yeah
The show must go on (go on, go on, go on)
I'll face it with a grin
I'm never giving in
On - with the show
The show must go on (yeah)
the shom must go on
Ooh, I'll top the bill, I'll overkill
I have to find the will to carry on
On with the show
On with the show
The show - the show must go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on
O espetáculo deve continuar
Espaços vazios... Para que nós estamos vivendo?
Lugares abandonados
Eu acho que já sabemos o resultado
De novo e de novo, alguém sabe o que nós estamos procurando?
Um outro herói, um outro crime impensado
Atrás da cortina, na pantomima
Segure a barra, alguém quer um pouco mais?
O Espetáculo Deve Continuar
Por dentro, meu coração está partido
Minha maquiagem pode estar se dissolvendo
Mas meu sorriso continua...
O que quer que aconteça, eu deixarei tudo à sorte
Outro coração machucado, outro romance fracassado
De novo e de novo, alguém sabe para que nós estamos vivendo?
Eu acho que estou aprendendo
Eu preciso ser mais brando agora
Em breve me transformarei
Está perto agora
Lá fora rompe o amanhecer
Mas lá dentro no escuro, estou sentindo dor para estar livre
O Espetáculo Deve Continuar
Por dentro, meu coração está partido
Minha maquiagem pode estar se dissolvendo
Mas meu sorriso continua...
Minha alma é pintada como as asas das borboletas
Contos de fada de ontem vão crescer, mas nunca vão morrer
Eu posso voar, meus amigos
O Espetáculo Deve Continuar
Eu encararei arreganhando os dentes
Eu nunca irei desistir
Avante - com o espetáculo
Oh, eu aceito a aposta, eu vou abusar
Eu preciso achar a vontade para seguir
...com o espetáculo
O Espetáculo - o Espetáculo deve continuar
domingo, 10 de maio de 2009
Aviso aos navegantes
terça-feira, 5 de maio de 2009
Aula 18 – Revolução Francesa 02
Praça da Concórdia. Destino final da realeza francesa. Eis que era em Concórdia que ocorriam os guilhotinamentos em público.
Irônico.
A decapitação de Luis XVI será uma das mais simbólicas: em meio a ódios e medos, não se sabia se a execução do monarca seria um atentado ao Divino.
Arriscaram.
E deu certo.
Luis falece e a França mergulha em uma República que queria, desde sua fundação, cortar os vínculos que até então os tornavam à corte. Um novo calendário foi feito, uma nova organização política se fez. Na região da Gironda, Alta Burguesia, Clero e Nobreza se uniam. No templo de Saint Jacques, Baixa Burguesia, Sans-culotte e a Massa faziam seus conchavos. A parte, um pedaço da Alta Burguesia apenas observava. Surgiam os Girondinos, os Jacobinos e os Pântanos. Partidos que coexistiriam. Partidos que governariam. Partidos que se matariam.
Os jacobinos tomam a frente da República primeiro com Danton e depois com Robespierre. O último tinge de vermelho as ruas parisienses e incute um terror até então desconhecido. Por mais que tenha aberto as portas da Escola politécnica Francesa, por mais que tenha criado o Museu do Louvre e por mais que tenha instaurado um Estado Laico, seu rigor exacerbado esturrica sua imagem e Roberpierre conhece, na Praça da Concórdia, o seu fim.
Em uma França corrompida e desesperada, a cada dia se clama por um herói. O show deveria continuar. E continua. Mas só na próxima aula.
A música da aula foi Fade to Black, do Metallica. Aqui, fica a letra:
Fade To Black
Life, it seems, will fade away
Drifting further every day
Getting lost within myself
Nothing matters, no one else
I have lost the will to live
Simply nothing more to give
There is nothing more for me
I Need the end to set me free
Things not what they used to be
Missing one inside of me
Deathly lost, this can't be real
Cannot stand this hell I feel
Emptiness is filling me
To the point of agony
Growing darkness taking dawn
I was me, but now he's gone
No one but me can save myself, but it's too late
Now I can't think, think why I should even try
Yesterday seems as though it never existed
Death greets me warm, now I will just say goodbye
Escurecer
A vida, parece que vai sumir
Indo mais longe todo dia
Se perdendo dentro de mim mesmo
Nada importa, ninguém mais
Eu perdi a vontade de viver
Simplesmente nada mais a dar
Não há nada mais para mim
Preciso do fim para me libertar
As coisas não são como costumava ser
Falta algo dentro de mim
Você acreditava em mim
Mas me condena por algo que não fiz
Mortalmente perdido, isto não pode ser real
Eu pensava que você me notava
Não posso suportar este inferno que sinto
O vazio me preenche
Ao ponto da agonia
As trevas crescem tomando a aurora
Eu era eu mesmo
Mas agora se foi
Ninguém além de mim pode me salvar, mas é tarde
Agora eu não consigo pensar, pensar por que eu deveria tentar
O ontem parece nunca ter existido
A morte me acolhe carinhosamente
Agora eu vou dizer apenas adeus
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Aula 17 – Revolução Francesa 01 – Parte 02
Aqui, deixo o link da Marselhesa tocada em sala de aula, vem como a música do Scorpions que nela tocou.
Hurricane 2001
It's early morning
The sun comes out
Last night was shaking
And pretty loud
My cat is purring
And scratches my skin
So what is wrong
With another sin
The bitch is hungry
She needs to tell
So give her inches
And feed her well
More days to come
New places to go
I've got to leave
It's time for a show
Here I am, rock you like a hurricane
Here I am, rock you like a hurricane
My body is burning
It starts to shout
Desire is coming
It breaks out loud
Lust is in cages
Till storm breaks loose
Just have to make it
With someone I choose
The night is calling
I have to go
The wolf is hungry
He runs the show
He's licking his lips
He's ready to win
On the hunt tonight
For love at first sting
Here I am, rock you like a hurricane
Here I am, rock you like a hurricane
Here I am, rock you like a hurricane
Here I am, rock you like a hurricane
Furacão 2001
É muito cedo
O sol ainda não raiou
Noite passada eu dancei
Com um som muito alto
Meu gato está arisco
Arranhando minha pele
O que há de errado
Não existe outro destino
A loba está com fome
Ela quer me contar
Eu lhe dou sua ração
E a trato bem
Mais dias virão
Novos lugares para ir
Eu tenho que ir
É hora do show
Aqui estou eu, para te agitar como um furacão
Aqui estou eu, para te agitar como um furacão
Meu corpo está queimando
Começando a gritar
O desejo está vindo
Como o raio de um trovão
A luxúria está pressa
Mas os raios estão livre
Nós só temos que fazer isso
Se alguem nos escolher
A noite está me chamando
E eu tenho que ir
O lobo está raivoso
Está lambendo seus beiços
Ele está pronto para vencer
Porem ele está preso esta noite
Pelo amor a primeira vista
Aqui estou eu, para te agitar como um furacão
Aqui estou eu, para te agitar como um furacão
É muito cedo
O sol ainda não raiou
Noite passada eu dancei
Com um som muito alto
Meu gato está arisco
Arranhando minha pele
O que há de errado
Não existe outro destino
Aula 17 – Revolução Francesa 01 – Parte 01
Avante, filhos da Pátria! É chegado o dia da glória! Anos e anos de opressão e tirania finalmente serão expurgados das costas de homens e mulheres simples, que habitavam o campo francês. Em um país agrário, reis como Luis XIV, Luis XV e Luis XVI faziam o luxo a regra nas cortes. Cortes que representavam 1,5% do contingentes francês. Cortes que tinham o aval cristão, sob o jugo do papa e seus representantes clericais que, na França, somavam 0,5% da população. O que sobrara não pertencia nem à nobreza nem ao clero: era uma massa alheia, sem poderes políticos, sem efetivos. Era uma classe majoritariamente simples, ainda presa em parte por laços feudais.
Mas por pouco tempo.
Contra eles o tirano estandarte ensangüentado se levantava. A realeza baixa novos impostos e, indignados, os três estados – Primeiro (Clero), Segundo (Nobreza) e Terceiro (burguesia, camponeses, artesãos, desempregados) – se fecham em uma assembléia – a Assembléia dos Estados Gerais.
Nenhuma lei prática de lá emerge, apenas mais descontentamento e o primeiro passo político da Revolução: em junho de 1789, os representantes do Terceiro Estado ocuparam a Sala do Jogo de Péla e lá se organizaram em Assembléia Nacional Constituinte.
A França saia à desforra.
Inicia-se um período conhecido com Grande Medo, em que camponeses invadem a casa dos senhores de terras e os chacinam. Às armas, cidadãos! É hora de reescrever, com sangue, a História.
A realeza, em pânico, se reporta à Áustria e pede ajuda. A Áustria invade solos franceses e uma batalha na cidade de Valmy é travada. O melhor exército europeu contra miseráveis franceses.
E o incrível acontece.
Com o poder, o ódio e o canto de guerra, a França entra em campo. O sangue gaulês ferve e aquele fabuloso exército bárbaro cairia sob o jugo francês. Seu sangue impuro embeberia as plantações.
Como um furacão a Revolução chegou e mudou as regras e ordens da sociedade moderna. A Revolução enterra a sociedade moderna. Nascia a contemporaneidade ocidental.
