terça-feira, 19 de maio de 2009

Aula 22 – Segundo Reinado – Parte 01

E a Regência, professor?
A Regência, formalmente, está inserida no Segundo Reinado. A Regência é uma saída, uma solução a um problema previsto: a imaturidade do Imperador. Assim sendo, o que temos é uma tentativa dos ex-partidos de montarem uma República Brasileira e limar o poder do imperador.
Ex-partidos? Sim. Com a saída de Pedro, não há mais nexo em se haver um partido Restaurador. Agora, eles se redividiriam da seguinte forma:

PARTIDO RESTAURADOR + PARTIDO MODERADO = PARTIDO CONSERVADOR

PARTIDO EXALTADO + PARTIDO MODERADO = PARTIDO LIBERAL

Um visava segurar o poder até Pedro II poder assumir; outro já tinha como sonho derrubar o pequeno Pedro antes mesmo dele cair. Assim sendo, tudo foi feito como previa a lei: primeiro, houve a formação de uma Regência Trina Provisória, para convocar as eleições; depois, elegeu-se uma Regência Trina Permanente, para que o poder fosse por ela exercido por todo o tempo. Entretanto, três pessoas dividindo o poder executivo NUNCA dá certo e, mais uma vez, tal agremiação teve que ser abolida na História. Agora, o que tínhamos, era um Ato Adicional (não confundir com Ato Institucional) de 1834, que reduzia o número de regentes a um. Diogo Feijó assumiu e um boom se fez ao longo do Brasil – revoltas mil estouraram nesse momento. Em uma jogada para culpar os conservadores pelo mau governo, Pedro de Araújo Lima subiu ao cargo de regente e, a despeito do que se esperava, ele conseguiu contornar a situação. Indignados, os Liberais aram um ardiloso plano: adiantar a maioridade de Pedro para que ele, rápido, caia. E assim é feito. Com menos de quinze anos, o garoto sobre ao trono brasileiro e deveria ficar cerca de apenas três meses.
Ficou quarenta e nove anos.

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