terça-feira, 12 de maio de 2009

Aula 20 – A Família Real no Brasil

O tema da nossa vigésima aula deve ser abordado sobre dois aspectos básicos: a saída e a chegada. É o que o Cespe quer que você entenda.
As movimentações entre Espanha e França se mostravam cada vez mais gloriosas. Tratados e pactos já eram feitos acerca de terras futuramente governadas – entre elas, Portugal. Portugal que, desde a outorga do Bloqueio Continental, cozinhava em banho-maria a paciência de Napoleão Bonaparte.
Quando o Bloqueio é instaurado, Portugal não a ele adere imediatamente visto que as histórias de Portugal e da Inglaterra se mesclam desde a fundação, no início do século XII, da pátria lusitana (caso você não se lembre, consulte as aulas antigas!). Assim sendo, D. João não deu uma resposta direta nem para a Inglaterra nem para a França. E teve o fim que conhecemos.
Ao saber dos planos franco-espanhóis, D. João VI, príncipe regente se volta para a terra anglicana um plano de fuga é cunhado. E aqui vem o primeiro ponto interessante: a saída.
A saída da Coroa garante sua permanência e força fora do território europeu, mas, para os portugueses, a atitude tomada foi covarde, mesquinha. Salvação política, destruição social. O ódio é tamanho que a França declara o banimento da família Bragança da Europa.
Meses navegando... Uma viagem tensa, dura. E, finalmente, a Coroa chega. E aqui temos o segundo ponto interessante.
A chegada da Família Real, ao contrário da saída, é heróica. As longas distâncias não permitiam o rápido acesso à informação e, assim sendo, perceber o poder político se deslocando sem razão aparente para a colônia significava a importância daquele solo já tão explorado. É o que provamos em sala de aula quando comparamos a vida pré-Família e pós-Família. Teatros, bibliotecas, faculdades, escolas régias, princípios de independência econômica: tudo graças à Família Real.
Acontece que o mundo não pára em 1808: ele se alonga e muito. Alonga-se até 1815, quando o Congresso de Viena é conclamado marcando, assim, a derrota definitiva de Napoleão. Alonga-se até 1815, quando o Congresso, que deveria repartir as terras conquistadas pela França, nega à Coroa Lusitana o direito à Portugal. Alonga-se até 1815, quando D. João VI, em uma hábil manobra política, afirma jamais ter deixado Portugal e eleva o Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Alonga-se até 1820, quando a população portuguesa, insatisfeita com a permanência da Família no Brasil, se insurge e instaura a Revolução Liberal do Porto. E por fim, essa aula ainda se alonga até a saída de D. João VI e seu recado para Pedro:
“Pedro, se o Brasil se separar de Portugal, toma a coroa para ti, antes que algum aventureiro lance mão dela.”
E o que Pedro faz? Vemos em breve. Por enquanto, deixo cá a letra de Babylon, de Zeca Baleiro, escolhida para a aula.


Babylon

Baby!
I'm so alone
Vamos pra Babylon!
Viver a pão-de-ló
E möet chandon
Vamos pra Babylon!
Vamos pra Babylon!...

Gozar!
Sem se preocupar com amanhã
Vamos pra Babylon
Baby! Baby! Babylon!...

Comprar o que houver
Au revoir ralé
Finesse s'il vous plait
Mon dieu je t'aime glamour
Manhattan by night
Passear de iate
Nos mares do pacífico sul...

Baby!
I'm alive like
A Rolling Stone
Vamos pra Babylon
Vida é um souvenir
Made in Hong Kong
Vamos pra Babylon!
Vamos pra Babylon!...

Vem ser feliz
Ao lado deste bon vivant
Vamos pra Babylon
Baby! Baby! Babylon!...

De tudo provar
Champanhe, caviar
Scotch, escargot, rayban
Bye, bye miserê
Kaya now to me
O céu seja aqui
Minha religião é o prazer...

Não tenho dinheiro
Pra pagar a minha yoga
Não tenho dinheiro
Pra bancar a minha droga
Eu não tenho renda
Pra descolar a merenda
Cansei de ser duro
Vou botar minh'alma à venda...

Eu não tenho grana
Pra sair com o meu broto
Eu não compro roupa
Por isso que eu ando roto
Nada vem de graça
Nem o pão, nem a cachaça
Quero ser o caçador
Ando cansado de ser caça...

Não tenho dinheiro
Pra pagar a minha yoga
Não tenho dinheiro
Pra bancar a minha droga
Eu não tenho renda
Pra descolar a merenda
Cansei de ser duro
Vou botar minh'alma à venda...

Eu não tenho grana
Pra sair com o meu broto
Eu não compro roupa
Por isso que eu ando roto
Nada vem de graça
Nem o pão, nem a cachaça
Quero ser o caçador
Ando cansado de ser caça...

Ai, morena! Viver é bom
Esquece as penas
Vem morar comigo
Em Babylon...

Nenhum comentário: