A semente fora plantada. D. João parte, mas deixa seu filho com uma missão clara: tomar a coroa caso necessário, antes que algum aventureiro o faça.
E assim foi.
Portugal agora vive uma situação delicada: há um rei, mas ele não possui governabilidade. É uma mera peça decorativa, perdendo seu poder executivo. Poder esse que se intensifica, olha para a ex-colônia e exige a imediata volta do príncipe lusitano. A Portugal, interessava extinguir o vasto império luso-brasileiro e retornar o Brasil ao status de Colônia. O pacto, enfraquecido com a vinda da Coroa para o Brasil, seria reforçado.
Mas quem já foi rei, não quer perder a majestade.
No Brasil, O Partido Brasileiro e o Partido Português se unem e recolhem milhares de assinaturas da população para mostrar a Pedro a força que ele tinha dentro da colônia. E ele, em janeiro de 1822, manda dizer ao povo que fica. Poucos meses depois, ainda lança a política do “Cumpra-se”, que se dignava a acatar apenas as atitudes portuguesas interessantes ao Brasil. E mais pontos com a população o príncipe marca. Mas, para o futuro seio imperial, não era suficiente.
Pedro era um exímio estrategista, mas não havia sido criado para ser, de fato, um rei – ao contrário de sua esposa, uma mulher que trazia, em seu berço, o cunho Habsburgo.
Chega ao Rio uma carta de Portugal, uma carta forçada de D. João, pedindo a Pedro que cumpra as diretrizes portuguesas. Indignada, Leopoldina escreve então ao seu marido, que estava com Domitila, marquesa de Santos, em seu ninho de amor, convocando-o a se mostrar um digno imperador.
“O pomo está maduro. Colheo-o já, senão apodrece.”
E assim Pedro fez. Ao receber as cartas, às margens do Ipiranga, ele ordena aos seus Dragões que arranquem os laços que os prendem a Portugal. Afinal de contas, agora, é Independência.
Ou morte.
Para uma Guerra o Brasil se prepara. Mas, a bem da verdade, ela não vem. E por isso mesmo a História brasileira é, injustamente, ridicularizada. Vamos abrir nossos olhos. Reclamamos muito, mas fazemos pouco. Com cuidado, vamos explorar esse tema. E a sua segunda parte.

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