segunda-feira, 30 de março de 2009

Aula 10 – Reformas Eclesiásticas

Reforma e Contra-Reforma. A aula mais difícil do semestre. Não difícil pela montagem ou pelo conteúdo. Mas pelo respeito a que devo deixar transparecer ao longo da aula.
A Igreja Católica de hoje não corresponde às falhas que vemos em setores isolados, como é o caso da Igreja Católica dos séculos XV e XVI. E são contra essas falhas que Marin Luther (Martinho Lutero) se lança à briga. Se lança e bate em um muro de corrupção que decide que a forma mais fácil de permanecer em seu posto é extirpar o rapaz de sua vida. Lutero, com medo, se associa a príncipes germânicos, se esconde no que seria a Alemanha e ressurge com uma nova Igreja em oposição à católica: a Igreja Protestante Luterana. Igreja que abre precedentes para que pessoas como Calvino, John Knox e Henrique VIII disseminem a prática protestante pela Europa. Prática essa que seria combatida pela Santa Igreja Católica.
Como?
A Igreja se barrica em sua essência, corta parte da corrupção, se apóia em países católicos e na Santa Inquisição. Lança um movimento Contra-Reformista ou, simplesmente, inicia uma Reforma Católica. Reforma que ganhará força e voz nas Grandes Navegações. Mas essas navegações são assuntos para um outro momento. Por ora, deixo aqui a mais perfeita música para uma aula: Losing My Religion, da banda R.E.M.


Losing My Religion

Oh, Life is bigger
It's bigger than you
And you are not me
The lengths that I will go to
The distance in your eyes
Oh no I've said too much
I set it up

(Bridge)
That's me in the corner
That's me in the spot light
Losing my religion
Trying to keep up with you
And I don't know if I can do it
Oh no, I've said too much
I haven't said enough

(Chorus)
I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try

Every whisper
Of every waking hour
I'm Choosing my confessions
Trying to keep an eye on you
Like a hurt, lost and blinded fool (fool!)
Oh no I've said too much
I set it up

Consider this (2x)
The hint of the century
Consider this
The slip that brought me
To my knees failed
What if all these fantasies
Come flailing around
Now I've said too much

(Chorus)
I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try

But that was just a dream
That was just a dream

(Bridge)
That's me in the corner
That's me in the spot light
Losing my religion
Trying to keep up with you
And I don't know if I can do it
Oh no, I've said too much
I haven't said enough

(Chorus)
I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try

But that was just a dream
(Try ... cry ... why ... try)
That was just a dream
just a dream, just a dream, dream...


Perdendo Minha Religião

A vida é maior,
É maior do que você,
E você não está em mim
Os extremos que eu irei até
A distância em seus olhos.
Oh, não, eu falei demais,
Eu puxei o assunto...

Aquele sou eu na esquina,
Aquele sou eu no centro das atenções,
Perdendo minha religião,
Tentando me igualar a você,
E eu não sei se eu consigo fazer isso....
Oh, não, eu falei demais,
Eu não disse o suficiente.
Eu pensei ter ouvido você rindo,
Eu pensei ter ouvido você cantar,
Eu pensei ter visto você tentar...

Cada sussurro
De cada hora acordado, estou
Escolhendo minhas confissões,
Tentando ficar de olho em você,
Como um bobo magoado, perdido e cego.
Oh, não, eu falei demais,
Eu puxei o assunto...

Considere isto [como]
A dica do século,
Considere isto [como]
O deslize que me deixou
De joelhos, fracassado.
E o que aconteceria se todas essas fantasias
Chegassem se debatendo?
Agora eu falei demais...
Eu pensei ter ouvido você rindo,
Eu pensei ter ouvido você cantar,
Eu pensei ter visto você tentar...

Mas aquilo era apenas um sonho,
Aquilo era apenas um sonho...

Aquele sou eu na esquina,
Aquele sou eu no centro das atenções,
Perdendo minha religião,
Tentando me igualar a você,
E eu não sei se eu consigo fazer isso....
Oh, não, eu falei demais,
Eu não disse o suficiente.
Eu pensei ter ouvido você rindo,
Eu pensei ter ouvido você cantar,
Eu pensei ter visto você tentar...

Mas aquilo era apenas um sonho (tente... chore... por
que... tente)
Aquilo era apenas um sonho, apenas um sonho, apenas um
sonho...
Sonho.

Aula 09 – Idade Moderna

O Renascimento extravasa a Idade Média e atinge a moderna. É o símbolo de uma nascente classe, mas não significa que as antigas não manteriam suas tradições.
Uniões são realizadas, vinganças se realizam; rosas de unem, mulheres brandem espadas.
E assim se forma a Idade Moderna.
Idade de pensadores absolutistas como Jean Bodin, Hobbes e Maquiavel. Idade de uma expansão comercial conhecida como mercantilismo. Idade em que Luis XIV, no séxulo XVII, assume o trono deixado por seu pai, Luis XIII, aos treze anos de idade e se torna o símbolo do poder absoluto europeu. Idade em que a música da aula (Angra – Time) retrata algo que me preocupa – o tempo.
Chegamos essa semana à nossa décima aula e, na semana do dia 30 de março, invadiremos História do Brasil com as aulas de Grandes Navegações e Colonização Portuguesa em Santa Cruz. Chegamos, senhoras e senhores, a um terço do semestre.
E, passadas exatas dez aulas de História, eu pergunto... Estão se preparando? Saibam que ainda há tempo, mas que, na última semana, de nada valem hercúleos esforços.
Pensem nisso com carinho.


Time

This time I wanna know what life means...
... to live it again
I'm looking forward, feel the light shine in my eyes
And now I know, my instincts were not wrong
And many things can be done
I don't believe now
That I'm dreaming alone

Oh, we're searching for the love
that everyone's got, but can't see
Oh, beyond the flesh and blood
there's so much hidden behind
as so much more we've gotta give...

Sanity brings up the sadness
that keeps your illusions locked in a little box
Fright comes, you find yourself lonely
in a cage of conclusions crowding your mind
You sit back bowing your head
Every answer - yes
Why don't you trust me and shed out your fears,
Running over the tears you've contained
now cover up your eyes
- Is it good for you?

I will be here when fire burns!

Welcome on board
over here is the ship of your life
So rotten that will cast away
I'll be your sweet lullaby all night
And if you get lost you can hold my hand...

And I'll be here when fire burns
(Inside your heart)
Climb up the hills and mountains,
don't forget what you've learned!

Life makes us feel the time we cannot hold
Time makes us live a tale already told
Time makes us heal a feeling inside
a feeling that lies in our heart
that we stole away...

And I'll be here when fire burns
(Inside your heart)
Climb up the hills and mountains,
don't forget what you've learned!

Life makes us feel (life makes us feel)
The time we cannot hold
Time makes us live (time makes us live)
A tale already told
Time makes us heal (time makes us heal)
A feeling inside
a feeling that lies in our heart
that we stole away...


Tempo

Agora eu quero saber o que a vida significa
... para vivê-la de novo
Estou aguardando ansiosamente, sinto a luz brilhar em meus olhos
E agora eu sei, meus instintos não estavam errados
E muitas coisas podem ser feitas
Eu não acredito agora
Que estou sonhando sozinho

Oh, estamos procurando pelo amor
que todos tem, mas não podem ver
Oh, além da carne e do sangue
há muito escondido atrás
como muito mais que teremos de dar

Sanidade trás a loucura
que mantém suas ilusões trancadas
em uma pequena caixa
Vem o medo, você se encontra sozinho
em uma jaula de conclusões lotando sua mente
Você se senta arqueando a cabeça
Toda resposta - sim
Por quê você não confia em mim
e expõe seus medos
Escorrendo as lágrimas que você conteve
agora cobrem seus olhos
- Isso é bom para você ?

Eu estarei aqui quando o fogo queimar !

Bem vindo a bordo
aqui em cima é o navio de sua vida
Tão podre que irá naufragar
Serei sua doce canção de ninar toda a noite
E se você se perder
você pode segurar minha mão...

Eu estarei aqui quando o fogo queimar
(Dentro do seu coração)
Escalando colinas e montanhas
não se esqueça do que você aprendeu !

A vida nos faz sentir
o tempo que não podemos prender
Tempo nos faz viver um conto já contado
Tempo nos faz curar um sentimento por dentro
um sentimento que descansa em nosso coração
que nós roubamos...

Eu estarei aqui quando o fogo queimar
(Dentro do seu coração)
Escalando colinas e montanhas
não se esqueça do que você aprendeu !

A vida nos faz sentir (a vida nos faz sentir)
O tempo que não podemos prender
Tempo nos faz viver (tempo nos faz viver)
Um conto já contado
Tempo nos faz curar (tempo nos faz curar)
Um sentimento por dentro
um sentimento que descansa em nosso coração
que nós roubamos...

terça-feira, 24 de março de 2009

Gabarito do simulado

Senhoras, senhores, bom dia!

Conforme prometido em sala de aula, cá divulgo o gabarito oficial (ou seja, o meu) do simulado realizado no sábado.

Abraços!

081. E. A referência se faz à Guerra do Peloponeso.

082. E. Sócrates é estudado a partir dos escritos de Platão.

083. C. Mais uma vez, a Guerra do Peloponeso enfraquece e se torna alvo fácil para Felipe e Alexandre da Macedônia.

084. C. Roma é influenciada pela cultura grega.

085. C. Roma, em seus últimos dias, assume a religião católica como oficial.

086. C. É a primeira idéia de nação despertada na França.

087. E. Henrique VIII funda o Anglicanismo que NÃO é a primeira religião protestante.

088. E. A Santa Ceia e a Capela Sistina são exemplos de pinturas católicas.

089. C. Tal rei é Luis XIV, o Sol.

090. E. O palácio era residência de toda a corte que cercava a monarquia.

091. C. Versalhes representa a exuberância e a Bastilha representa a violência.

092. C. Uma vez que não conseguiam espaços nos castelos, se refugiavam nos salões figuras como Marat.

093. E. Hobbes não é iluminista.

094. C. “(...) as ações memoráveis da História o elevam, e, lidas com discrição, auxiliam na formação do critério”.

095. C. É impossível ler um documento de forma totalmente imparcial.

096. C. Ele garante a sua própria existência pela ação do pensamento, mas figura os demais como constructos de sua própria mente.

097. C. Em Valmy,a Marselhesa serviu de reforço moral para os soldados.

098. C. A língua na Grécia o identificava como grego.

099. C. Vem da Revolução Francesa as idéias de Centro, Direita e Esquerda.

100. C. Uma é a vertente econômica; outra é a vertente política.

101. C. Dos acordos com Portugal, o dinheiro lícito. Da pirataria, o ilícito.

102. C. Tais reformas reorganizaram e otimizaram o espaço inglês.

103. C. A Longa Duração é a historiografia macro; a Curta Duração é a historiografia micro.

104. E. Qualquer tema histórico pode receber qualquer abordagem.

105. C. Sem a escrita da história pelo homem, ela não tem meios para existir.

106. E. As escravas não eram poupadas de trabalhos nos campos.

107. E. Um convênio com a Holanda era essencial para a distribuição do açúcar.

108. E. Portugal não tinha um plano definido de ocupação das terras brasileiras.

109. E. Houve um inchaço populacional no centro-sul com a descoberta do ouro.

110. C. Tal insatisfação se materializaria na Inconfidência Mineira.

111. E. A Inconfidência era antiabolicionista e separatista.

112. E. A Conjuraão Baiana era abolicionista e emancipacionista.

113. E. Nenhuma das duas rebeliões causou profundos impactos no Brasil.

114. C. Pouco ou nada se fez para os escravos libertos.

115. E. O foco era a população africana.

116. E. Dom Pedro I não era abolicionista.

117. C. Todo e qualquer agricultor que usasse trabalho escravo foi atingido.

118. C. Italianos estão entre os mais numerosos contribuidores do período.

119. C. Pedro não podia se dar ao luxo de ver a economia brasileira se virando contra ele.

120. E. O Brasil obtém vitória militar no Paraguai.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Aula 08 – Renascimento Cultural

Antes de mais nada, peço desculpas pela demora em atualizar o blog. Essa semana, com o simulado, meu tempo ficou menor do que costuma ser. Assim sendo, darei aqui um feedback e, na semana santa, posto textos para complementar o assunto.
Em 1327, uma nova estética literária e plástica surgia na Europa. Fruto de encontros com muçulmanos e da decadência dos sistemas coletivos Feudais, o Renascimento será a veia de transição da Baixa Idade Média para a Idade Moderna.
Contará com figuras fantásticas como Leonardo da Vinci e Petrarca; Donatelo e Boccaccio; Rafael e Michelangelo. Um movimento que surge como a caracterização da classe ascendente – a burguesia – e que ganha também a Igreja com seus belos quadros, afrescos e painéis.
Wonderwall, do Oasis, foi a música escolhida por duas razões: o amor expressado – pontapé inicial do Renascimento – e pelos primeiros versos em que se diz que tudo voltará naquele dia. Tudo? Sim, tudo. Toda a herança clássica retornaria e escrevia uma nova Europa.

Abaixo, a letra de Wonderwall e a poesia de Petrarca lida em sala de aula. Com mais tempo, coloco as regras de etiqueta de Leonardo da Vinci bem como algumas pinturas comentadas.


Wonderwall

Today is gonna be the day
That they're gonna throw it back to you
By now you should've somehow
Realized what you gotta do
I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now

Backbeat, the word was on the street
That the fire in your heart is out
I'm sure you've heard it all before
But you never really had a doubt
I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now

And all the roads we have to walk are winding
And all the lights that lead us there are blinding
There are many things that I would like to say to you
But I don't know how

Because maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall

Today was gonna be the day
But they'll never throw it back to you
By now you should've somehow
Realized what you're not to do
I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now

And all the roads that lead you there were winding
And all the lights that light the way are blinding
There are many things that I would like to say to you
But I don't know how

I said maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall

I said maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall

I said maybe
You're gonna be the one that saves me
You're gonna be the one that saves me
You're gonna be the one that saves me


Muro das Maravilhas

Hoje será o dia
Que eles vão jogar tudo de volta em você
Por enquanto você já deveria, de algum modo,
Ter percebido o que deve fazer
Não acredito que ninguém
Sinta o mesmo que eu sinto por você agora

Andam dizendo por aí
Que o fogo no seu coração apagou
Tenho certeza que você já ouviu tudo isso antes
Mas você nunca tinha uma dúvida
Não acredito que ninguém
Sinta o mesmo que eu sinto por você agora

E todas as estradas que temos que percorrer são tortuosas
E todas as luzes que nos levam até lá nos cegam
Existem muitas coisas que eu
Gostaria de te dizer
Mas não sei como

Porque talvez
Você vai ser aquela que me salva
E além do mais
Você é minha protetora

Hoje seria o dia
Mas eles nunca vão jogar aquilo em você
Por enquanto você já deveria, de algum modo
Ter percebido o que você não deve fazer
Não acredito que ninguém
Sinta o mesmo que eu sinto
Por você agora

Todas as estradas que levam a você até lá são tortuosas
Todas as luzes que iluminam o caminho nos cegam
Existem muitas coisas que eu gostaria de te dizer
Mas não sei como

Eu disse:
Talvez você vai ser aquela que me salva
E além do mais
Você é minha protetora
Eu disse:
Talvez você vai ser aquela que me salva
E além do mais
Você é minha protetora
Eu disse: Talvez
você vai ser aquela que me salva
você vai ser aquela que me salva
você vai ser aquela que me salva


Em que belo reino

Em que belo reino, em que bela esfera radiosa
A Natureza achou o modelo de onde traçou
A imagem deslumbrante que nos mostra
Aqui na terra o que ela no céu forjou?

Que ninfa das fontes, que dríade ocultou
Nos bosques as tranças douradas que lançou
Aos ventos? Que coração essas virtudes conheceu?
Mas a sua principal virtude com a minha morte se fortaleceu

Busca em vão a beleza celeste, aquele
Que jamais contemplou os seus olhos perfeitos,
Olhos de um azul vívido, de um brilho ardente

Não sabe o que o Amor cede e nega;
Só sabe quem sabe quão docemente
Ela fala e ri, e quão doces são os seus suspiros.

domingo, 22 de março de 2009

Aula 07 - Baixa Idade Média

Alta Idade Média – Ápice das características medievais no Norte da França.
Baixa Idade Média – Declínio do sistema feudal no Norte da França.
Em um simples resumo, é o que se diz das duas épocas. Mas compreender o que estagnará a Alta Idade Média é uma tarefa necessária para a Universidade de Brasília. A Baixa Idade Média terá seu início quando a barbárie se estabelecer e a Europa não mais sofrer com invasões ditas bárbaras. Agora, ao melhor estilo inversão soviética, os bárbaros são você. E sendo você um bárbaro em terras agora (quase) definitivamente limitadas, a invasão se faz necessária.
Temos o início das Cruzadas.
Urbano II reúne a Europa sobre a idéia de um inimigo comum – os árabes – que possuem uma refém – a cidade de Jerusalém. È hora de cabeças rolarem.
Doze cruzadas são empreendidas. Nove sancionadas pela igreja. De tais conflitos, as antigas estradas romanas se abrem e por elas mulçumanos penetram no continente com seu comércio e com seu estilo de vida. Revolução econômica, revolução higiênica, revolução urbana: é a Europa tomando antigas formas e se tornando um lugar – aos olhos contemporâneos - habitável.
Novas perspectivas se lançam. A tecnologia insurge e, pela primeira vez na vida, servos têm noção do que é opulência.
Da evolução social, transformações ocorrem: O plebeu tinha dado origem ao servo; agora, o servo dá origem à burguesia.
A burguesia que, assim como os cruzados, recebem a mesma música como motivadora da banda inglesa Queen: I Want It All.


I Want It All.

I want it all, I want it all, I want it all, and I want it now

Adventure seeker on an empty street
Just an alley creeper,
light on his feet
A young fighter screaming,
with no time for doubt
With the pain and anger can't see a way out
It ain't much I'm asking, I heard him say
Gotta find me a future move out of my way
I want it all, I want it all, I want it all, and I want it now
I want it all, I want it all, I want it all, and I want it now

Listen all you people, come gather round
I gotta get me a game plan,
gotta shake you to the ground
But just give me, huh, what I know is mine
People do you hear me, just gimme the sign
It ain't much I'm asking, if you want the truth
Here's to the future
for the dreams of youth

I want it all (give it all - I want it all)
I want it all (yeah)
I want it all and I want it now

I want it all (yes I want it all)
I want it all (hey)
I want it all and I want it now

I'm a man with a one track mind
So much to do in one lifetime
(people do you hear me)
Not a man for compromise
and where's and why's and living lies
So I'm living it all, yes I'm living it all
And I'm giving it all, and I'm giving it all
Oooh oh yeah yeah - ha ha ha ha ha
Yeah yeah yeah yeaaah
I want it all

solos

It ain't much I'm asking,
if you want the truth
Here's to the future
Hear the cry of youth (hear the cry of youth)
(hear the cry of youth)
I want it all, I want it all, I want it all and I want it now
I want it all yeah yeah yeaaaah
I want it all, I want it all and I want it now
Oh oh oh oh oooh

solo

And I want it - now
I want it, I want it
Ooooh ha


Eu quero tudo

eu quero tudo

eu quero tudo, sim, sim...eu quero tudo
eu quero tudo e eu quero agora

caçador de aventuras numa rua deserta
só um forasteiro assustador
com luz nos seus pés
um jovem guerreiro gritando,
sem tempo para dúvidas
com a dor e fúria não consegue ver saída
não é muito o que eu peço, eu o ouço dizer
tenho que achar um futuro, saia da frente
eu quero tudo, eu quero tudo, eu quero tudo, e quero agora
eu quero tudo, eu quero tudo, eu quero tudo, e quero agora

ouçam todos, venham se unir
eu vou conseguir um plano de jogo,
vou te sacudir até o chão
só me dê o que eu sei que é meu,
podem me ouvir? apenas me dêem o sinal
não é muito o que eu peço, se vocês querem a verdade
aqui está para o futuro
pelos sonhos de liberdade

eu quero tudo, (dê-me tudo, eu quero tudo)
e eu quero agora (sim)
eu quero tudo e eu quero agora

eu quero tudo, (dê-me tudo, eu quero tudo)
e eu quero agora (sim)
eu quero tudo e eu quero agora

sou um homem com um caminho na mente
muito a fazer em apenas uma vida
(gente, vocês me ouvem?),
não sou homem de compromisso
e de ondes e porquês e mentiras vivas
então estou vivendo tudo, sim, estou vivendo tudo
e estou dando tudo, e estou dando tudo
oooh oh sim sim - ha ha ha ha ha
sim, sim, sim, siiiiiim
eu quero tudo

não é muito o que peço,
se vocês querem a verdade
aqui (ela) está para o futuro,
ouça o choro da juventude (ouça o choro da juventude)
(ouça o choro da juventude)
eu quero tudo, eu quero tudo, eu quero tudo,
e eu quero agora

eu quero tudo, sim, sim, sim
eu quero tudo, eu quero tudo, e eu quero agora
oh, oh, oh, ohhhh

eu quero – agora
eu quero, eu quero
ohhhh...ha

segunda-feira, 16 de março de 2009

Aula 05 – Alta Idade Média – Parte 02

Aqui, trago um dos aspectos poéticos da Idade Média: o Canto Gregoriano. Digo um, porque belíssimas construções foram, nesse momento, produzidas. Poesias que se prendiam não ao número de sílabas, mas à sonoridade delas combinadas de forma a traçar equivalência temporal entre as palavras.
Na aula da semana passada, trouxe a vós um pedaço do Magnificat, que é a fala de Maria, enquanto grávida de Jesus Cristo, à mãe de João Batista. E já encaixando, no final vocês terão acesso à música Wind Of Change, do Scorpions, que traz uma idéia interessante sobre o extinto Império Romano, agora respirando novos ares sob o jugo feudal.


Magnificat

Magnificat anima mea Dominum
Et exultavit spiritus meus in Deo salutari meo.
Quia respexit humilitatem ancillæ suæ: ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes.
Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius.
Et misericordia eius a progenie in progenies timentibus eum.
Fecit potentiam in brachio suo, dispersit superbos mente cordis sui.
Deposuit potentes de sede et exaltavit humiles.
Esurientes implevit bonis et divites dimisit inanes,
Suscepit Israel puerum suum recordatus misericordiæ suæ,
Sicut locutus est ad patres nostros, Abraham et semini eius in sæcula.


Magnificat

A minh'alma engrandece o Senhor
E se alegrou o espírito em Deus, meu Salvador.
Pois ele viu a pequenez de sua serva; desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.
O Poderoso fez em mim maravilhas e Santo é o seu nome.
Seu amor de geração em geração chega a todos que o respeitam.
Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos.
Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou.
De bens saciou os famintos e despediu sem nada os ricos.
Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor.
Como havia prometido aos nossos pais em favor de Abraão e de seus filhos para sempre.


Wind of Change

I follow the Moskva
Down to Gorky Park
Listening to the wind of change
An August summer night
Soldiers passing by
Listening to the wind of change

The world is closing in
Did you ever think?
That we could be so close, like brothers
The future's in the air
I can feel it everywhere
Blowing with the wind of change

Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow dream away
In the wind of change

Walking down the street
Distant memories
Are buried in the past forever

I follow the Moskva
Down to Gorky Park
Listening to the wind of change

Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow share their dreams
With you and me

Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow dream away
In the wind of change

The wind of change blows straight
Into the face of time
Like a stormwind that will ring
The freedom bell for peace of mind
Let your balalaika sing
What my guitar wants to say

Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow share their dreams
With you and me

Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow dream away
In the wind of change


Vento da Mudança

Eu sigo o Moskva
Até o Parque Gorki
Escutando o vento da mudança
Uma noite de verão de agosto
Soldados passando
Escutando o vento da mudança

O mundo está se aproximando
Você já imaginou
Que poderiamos estar tão próximos, como irmãos?
O futuro está no ar
Eu posso senti-lo em todos os lugares
Soprando com o vento da mudança

Leve-me à magia do momento
Na noite de glória
Onde as crianças do amanhã sonham
Com o vento da mudança

Caminhando pela rua
Recordações distantes
Estão enterradas no passado, para sempre
Eu sigo o Moskva
Até o Parque Gorki
Escutando o vento da mudança

Leve-me à magia do momento
Na noite de glória
Onde as crianças do amanhã compartilham seus sonhos
Com você e comigo
Leve-me à magia do momento
Na noite de glória
Onde as crianças de amanhã sonham
Com o vento da mudança

O vento da mudança sopra direto
Na face do tempo
Como uma tempestade que tocará
O sino de liberdade para a paz de mente
Deixe sua balalaica cantar
O que minha guitarra quer dizer

Leve-me à magia do momento
Na noite de glória
Onde as crianças do amanhã compartilham seus sonhos
Com você e comigo
Leve-me à magia do momento
Na noite de glória
Onde as crianças de amanhã sonham
Com o vento da mudança

A cultura é tamanha na Idade Média que existem duas matérias na UnB – Cultura Medieval 01 e 02 – só para tratar do assunto de forma leve e despretensiosa. Afinal de contas, são mil anos de Idade Média.

sábado, 14 de março de 2009

Aula 06 – Alta Idade Média – Parte 01

Ventos da mudança sopram ao longo daquele que foi outrora o Império Romano. As fugas para os campos vão estipular toda uma outra lógica organizacional à Europa.
Feudalismo não é um momento homogêneo. O que é visto e estudado ao longo do ensino médio e dentro das salas de cursinho é o chamado MODELO FEUDAL FRANCÊS, que compreende três ordens societárias e uma mescla do comitatus germânico – traduzido nos laços de suserania e vassalagem – e no colonato romano – representado pelas divisões das terras e sua forma de produção.
Fica fácil notar a idéia francesa quando vemos o início das dinastias Merovíngias e Carlovíngias (ou Carolíngias) que trazem, em seus nomes, a tonalidade típica do francês.
Os Descendentes de Meroveu dominaram a região outrora conhecida como Gálias do século V ao século VIII. São amostras do esfacelamento dos poderes e mesmo do enfraquecimento do Rei. Conquistas militares reuniram uma considerável região em torno da família Merovíngia, mas o poder e as terras foram divididos entre os descendentes. Cada vez menos representativos, os Merovíngios conheceram seu fim sob o golpe dos Carolíngeos. Coube a Pepino, o Breve – nome dado graças à sua agilidade com a espada – reunir todo aquele esplendor. Agora, os Carolíngios se faziam senhores sobre os francos.
Para o vestibular, é válido notar sempre as relações existentes em seus mais amplos aspectos.
Tudo bem que, formalmente, existem três ordens – ou classes, como preferirem. Clero – Os que rezam, os oratore; Nobreza – Os que combatem, os bellatore; Servos – Os que trabalham, os laboratore. Entretanto, através dessas três classes, podemos destacar dois seguimentos: o físico – dos nobres e dos servos, que protegem e alimentam a carne; e o espiritual – do clero, que protege e alimenta a alma. Esses dois seguimentos se balanceiam e tem organizações próprias.
No âmbito espiritual, a noção agora existente de um Deus onipresente, onipotente e onisciente serve tanto para o consolo da classe física, que se sente protegida, como também exerce o chamado “poder de polícia”: o próprio nobre e o próprio servo cuidam e zelam seus atos, visto que, o que quer que façam, a vigília de Deus sobre eles é constante.
No âmbito físico, as relações podiam ser feitas entre nobres ou entre nobres e servos. Entre nobres, temos os laços de suserania e vassalagem, herança do comitatus, que percebe a honra em cada guerreiro nobre e representa uma divisão de terras em troca de favores e auxílio armado, além de casamentos e alianças políticas estratégicas. Entre nobres e servos, os laços existentes eram os de servidão, na qual o outrora plebeu aceita sujeitar-se ao trabalho proposto pelo senhor feudal em troca de habitação, sustento e proteção armada.
Conforme notado em aula, vale notar que a Idade Média – mesmo a alta – teve uma grande gama de produção cultural, que será explorada em outra postagem acerca da Idade Média. Por enquanto, descansemos. Muita informação.

Princípios da feudalização européia

Em um semestre que contamos com apenas trinta e duas aulas para História Geral e História do Brasil, algumas áreas do conteúdo acabam – em uma questão estratégica – sendo deixadas de lado. Mas, para nossa sorte, existe o Papos Históricos para complementar o que é visto em sala de aula.
Roma terá seu auge com a dinastia antonina e terá em César Marco Aurélio Antonino seu auge e seu princípio declinatório, quando doenças atacam a população e agravam a constituição social do Império, agravada já pelo fim do expansionismo.
Com o fim do expansionismo, teremos menos terras, menos escravos, menos produção, fim do pão e circo, demissões no serviço público, queda na qualidade dos serviços prestados.
Começariam as invasões bárbaras – pacíficas – ao se permitir que fronteiriços ingressassem no exército e conhecessem suas fraquezas e estratégias. Apenas no final do Império, é que as invasões tomaram para si um caráter violento.

“O povo dos Hunos (330-391), pouco conhecido pelos antigos monumentos, vivendo por trás da lagoa Meótis, perto do oceano Glacial, excede todos os modos de ferocidade...
Todos eles têm membros compactos e firmes, pescoços grossos, e são tão prodigiosamente disformes e feios que os poderíamos tomar por animais bípedes ou pelos toros desbastados em figuras que se usam nos lados das pontes.
Tendo porém o aspecto de homens, embora desagradáveis, são rudes no seu modo de vida, de tal maneira que não têm necessidade nem de fogo nem de comida saborosa; comem raízes das plantas selvagens e a carne semicrua de qualquer espécie de animal que colocam entre as suas coxas e os dorsos dos cavalos para aquecer um pouco.
Vestem-se com tecidos de linho ou com as peles de ratos-silvestres cosidas uma às outras, e estas servem tanto para uso doméstico como de fora. Mas uma vez que meteram o pescoço numa túnica desbotada, não a tiram ou mudam até que pelo uso quotidiano se faça em tiras e caia aos pedaços.
Cobrem as cabeças com barretes e protegem as pernas hirsutas com peles de cabra; os seus sapatos não têm forma nenhuma e por isso impedem-nos de caminhar livremente. Por esta razão, não estão nada adaptados a lutas pedestres, vivendo quase fixados aos cavalos, que são fortes, mas disformes e por vezes sentam-se à amazona e assim executam as suas tarefas habituais. É nos seus cavalos que de dia e de noite aqueles que vivem nesta nação compram e vendem, comem e bebem e, inclinados sobre o estreito pescoço do animal, descansam num sono tão profundo que pode ser acompanhado de sonhos variados.
Ninguém entre eles lavra a terra ou toca um arado. Todos vivem sem um lugar fixo, sem lar nem lei ou uma forma de vida estabilizada, parecendo sempre fugitivos nos carros onde habitam; aí as mulheres lhes tecem as horríveis vestimentas, aí elas coabitam com os seus maridos, dão à luz os filhos e criam as crianças até à puberdade. Nenhum deles se for interrogado poderá dizer donde é natural, porque, concebido num lugar, nasceu já noutro ponto e foi educado ainda mais longe.”
Amiano Marcelino.

No âmbito religioso, o cristianismo passava de perseguido a religião oficial. Em 330, Constantino instaurou Constantinopla como uma das capitais do Império e, ao dedicar sua vitória à cristo, tornava-se um Imperador Católico.
Em 380, quando tanto a Roma do Oriente quando a do Ocidente a reconheceram como única através do Édito de Tessalónica.

A lenda da fundação romana se inicia com os dois irmãos Rômulo e Remo montando uma monarquia na península itálica. Interessante notar que o último imperador romano também se chamava Rômulo. Rômulo Augusto. Quando Rômulo cai, Vikings ao norte, Húngaros à leste e Árabes ao sul marcam as destruições da estrutura romana que, em desespero, foge. Patrícios se refugiam em suas residências no campo e Plebeus os perseguem, na tentativa de achar quem Patrícios pudessem a eles defender.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Aula 05 – Roma – Parte 02

A música escolhida para o momento foi Sad But True, da banda Metallica. Está no quinto CD da banda e foi escolhida por representar uma possível discurso póstumo de Júlio César aos homens e mulheres plebeus que o seguiam. A escolha está intimamente relacionada com a nossa vigésima nona aula, mas, no tempo certo, farei a relação. Por enquanto, cá deixo a letra e sua tradução.


Sad but true

Hey! I'm your life
I'm the one who takes you there
Hey! I'm your life
I'm the one who cares
They! They Betray
I'm your only true friend now
They! They'll betray
I'm forever there

I'm your dream, make you real
I'm your eyes when you must steal
I'm your pain when you can't feel
Sad but true

I'm your dream, mind astray
I'm your eyes while you're away
I'm your pain while you repay
You know it's sad but true

Sad but true

You, You're my mask
You're my cover, my shelter
You, You're my mask
You're the one who's blamed
Do, Do my work
Do my dirty work, scapegoat
Do, Do my deeds
For you're the one who's shamed

I'm your dream, make you real
I'm your eyes when you must steal
I'm your pain when you can't feel
Sad but true

I'm your dream, mind astray
I'm your eyes while you're away
I'm your pain while your repay
You know it's sad but true


Sad but true

I'm your dream
I'm your eyes
I'm your pain

I'm your dream
I'm your eyes
I'm your pain
You know it's sad but true

Hate, I'm your hate
I'm your hate when you want love
Pay, Pay the price
Pay, for nothing's fair
Hey, I'm your life
I'm the one who took you here
Hey, I'm your life
And I no longer care

I'm your dream, make you real
I'm your eyes when you must steal
I'm your pain when you can't feel
Sad but true

I'm your truth, telling lies
I'm your reason alibis
I'm inside, open your eyes
I'm you
Sad but true


Triste, mas verdade

Ei, eu sou a sua vida
Eu sou quem te levou para lá
Ei, eu sou a sua vida, eu sou quem se importa
Eles, eles traem
Eu sou seu único amigo agora
Eles, eles trairão
Eu sempre estarei lá

Eu sou seu sonho, faço você real
Sou seus olhos quando você precisa roubar
Sou sua dor quando você não pode sentir
Triste, mas verdade

Sou seu sonho, mente perdida
Sou os seus olhos quando você está longe
Sou sua dor quando você paga na mesma moeda
Você sabe que é triste, mas verdade

Triste, mas verdade

Você, você é minha máscara
Você é minha coberta, meu abrigo
Você, você é minha máscara
Você é o que é culpado
Faça, faça meu trabalho
Faça meu trabalho sujo, bode espiatório
Faça, faça minhas tarefas
Para que seja você o envergonhado

Eu sou seu sonho, faço você real
Sou seus olhos quando você precisa roubar
Sou sua dor quando você não pode sentir
Triste, mas verdade

Sou seu sonho, mente perdida
Sou os seus olhos quando você está longe
Sou sua dor quando você paga na mesma moeda
Você sabe que é triste, mas verdade

Triste, mas verdade

Sou seu sonho
Sou os seus olhos
Sou sua dor

Sou seu sonho (Sou seu sonho)
Sou os seus olhos (Sou os seus olhos)
Sou sua dor (Sou sua dor)

Ódio, sou o seu ódio
Sou o seu ódio quando você quer amor
Pague, pague o preço
Pague por nada ser fácil

Ei, eu sou sua vida
Eu sou quem te trouxe aqui
Ei, eu sou sua vida
E eu não me importo mais

Sou sua verdade, dizendo mentiras
Sou seus álibis racionais
Estou dentro, abra seus olhos
Eu sou você
Triste, mas verdade

quinta-feira, 12 de março de 2009

Aula 05 – Roma Império – Parte 01

À sombra de Júlio César, pode ser vislumbrado aquele que foi outrora o maior Império do Ocidente. Mais do que a vida de César – marcada por escândalos e pelo fortalecimento da Plebe –, sua morte, ao contrário dos falecidos irmãos Graco, é extremamente representativa e serve de gancho para Otávio Augusto tomar em suas mãos o poder na alcunha de César Augusto.

CÉSAR AUGUSTO. Esse é o nome que tem que estar em suas mentes.

CÉSAR – Referência à Júlio. É a forma de manter a idéia do ídolo em cada imperador. César, após a morte de Júlio, se torna um TÍTULO DE NOBREZA.
AUGUSTO – Referência à divindade do Imperador. Augusto indica a escolha dos deuses em relação àquele homem no governo de Roma.

Roma é expansionista. Roma é escravista. Roma é alienadora. Roma é opulenta. As quatro vertentes aqui se combinam para gerar a lógica da cidade, calcada em guerras, em grandes espetáculos e em distribuição de esmolas estatais.

O Império é imponente, é grande, mas é como um “homem musculoso com pernas finas”. É forte, mas não se mantém em pé. Alto como era, entra em uma decadência longa, de dois séculos. É a decadência com elegância, que dará origem à Idade Média.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Signos - Parte 02

Os meses de março e de abril são dos arianos. Arianos que trazem em seu signo uma das maiores aventuras difundidas pela tradição oral grega: A Caça do Velo de Ouro. O velo (pele) pertencia a um carneiro outrora utilizado para impedir o assassinato de duas crianças inocentes, Hele e Frixo. Sendo o animal voador, os garotos nele sobem e tentam cruzar o mar. Hele cai durante a viagem e apenas seu irmão consegue terminar a empreitada. Quando chega à Cólquida, é recebido pelo bondoso rei Eetes. O menino sacrifica então o carneiro em homenagem a Zeus e dá o seu manto ao soberano daquela região, que o colocou em uma caverna vigiada por um dragão que nunca dormia. Um parente distante de Eetes, Esão, governava, não muito longe dalí, um reino na Tessália, mas havia renunciado ao trono em favor do seu irmão Pélias, com a condição de que quando seu filho, Jasão, chegasse à idade adulta, pudesse assumir o posto que era seu por direito.
Quando o sobrinho o procurou anos mais tarde, Pélias diz que cederia de bom grado o reino, se o jovem fosse bravo o suficiente e, como prova, exigia que o jovem lhe trouxesse o velo de ouro. Ainda inexperiente e inebriado pela fama que tal ato a ele traria, Jasão reuniu uma fina estirpe de heróis gregos – entre eles Argos, que constrói o seu navio; Hércules, filho de Zeus; Cástor e Pólux, semideuses especialistas em luta armada e desarmada; Orfeu e sua lira etc. – a bordo do navio Argo. Estava escolhida e organizada a tripulação. Começaria, então, a fantástica saga: a busca pelo velocino dourado.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Ontem

Oito de março é um dia internacionalmente comemorado. Não é para menos. Grandes acontecimentos vêem, nesse dia, seu berço. Como exemplo, citamos em:

1618 - Johannes Kepler formula a terceira lei de movimento dos planetas. Importante para os seus estudos de física, ao longo do semestre.
1669 - O vulcão Etna, que ainda hoje está ativo na Itália, causou a morte de mais de vinte mil pessoas. A erupção destruiu a cidade de Catânia. Ainda hoje a atração turística é fantástica, visto que a civilização do lugar acabou sendo fossilizada e se tornou, assim, um dos maiores e melhores cemitérios civilizatórios a que se te notícia.
1694 - É fundada a Casa da Moeda do Brasil, à luz da extração aurífera.
1702 - Inesperadamente, Ana Stuart, a irmã de Maria II, torna-se Rainha da Inglaterra, Escócia e Irlanda após a morte de Guilherme III. Conversaremos sobre nas aulas de Absolutismo.
1817 - É fundada a Bolsa de Valores de Nova Iorque, que quebra em 1929.
1844 - O rei Oscar I sobe ao trono da Suécia-Noruega. Tá.
1857 - Ataque incendiário da polícia causa morte de cento e vinte e nove operárias da fábrica Cotton, em Nova Iorque. Minuto de silêncio...
1888 - Frederico III é proclamado Imperador da Alemanha (Kaiser) e rei da Prússia. Lembrando que a unificação alemã foi em 1871.
1918 - Ocorre o primeiro caso de gripe espanhola, o começo de uma devastadora pandemia. Muitos pensaram que era o fim do mundo...
1942 - Segunda Guerra Mundial: Os neerlandeses rendem-se às forças japonesas na ilha de Java. Japão entrando rasgando na Segunda Guerra.
1943 - Segunda Guerra Mundial: As tropas japonesas contra-atacam as forças dos Estados Unidos da América na "Colina 700" em Bougainville, Papua-Nova Guiné, na batalha que duraria cinco dias. Quem ganhou? Veremos mais à frente.
1950 - A União Soviética anuncia a existência de sua bomba atômica. Medo, terror e pânico eram os sentimentos ocidentais perante tal proclamação.
1965 - Guerra do Vietnã: 3.500 fuzileiros navais estado-unidenses chegam ao Vietnã do Sul, sendo as primeiras tropas de combate americanas no Vietnã. A mesma guerra em que foi Forrest Gump, no filme homônimo.
1966 - Guerra do Vietnã: A Austrália anuncia que irá aumentar substancialmente o número de suas tropas no Vietnã. Ainda assim, hippies pedem pela volta dos soldados.
1974 - É inaugurado o Aeroporto Internacional Charles de Gaulle em Paris, França. Charles de Gaulle será citado em nossa aula de Segunda Guerra.
1983 - O presidente estado-unidense Ronald Reagan chama a União Soviética de "Império do Mal". Anos mais tarde, W Bush apontaria um “Eixo do Mal”.
2007 - George H. W. Bush visita pela segunda vez o Brasil. Mas nenhum sapato voou.

Mas não coloquei na lista acima as seguintes datas:

1884 - Susan B. Anthony, perante os membros do Comitê de Justiça da Câmara dos Representantes, solicita que seja feita uma emenda à Constituição dos Estados Unidos que garanta às mulheres o direito ao voto.
1911 - É celebrado pela primeira vez o Dia Internacional da Mulher.
1917 - Revolução Russa: Protestos e greves desencadeados por mulheres em São Petersburgo marcam o início da Revolução de Fevereiro (23 de fevereiro no calendário juliano).

Oito de março é reconhecido pela ONU como sendo o Dia Internacional da Mulher. É quando a união do sexo feminino se faz presente face uma sociedade considerada, outrora, machista. É dia em que elas ganham a nossa atenção e flores.

Não não reconheço como tal.

Explico.

Vislumbro o valor Histórico e as lutas sociais por elas iniciadas. Vislumbro que, cada vez mais, o espaço da mulher e seus direitos como cidadão estão garantidos.
Entretanto, muitos homens ainda vêem apenas o dia oito de março como o dia em que o gênero feminino é reconhecido.

Não.

Àquelas meninas, moças, mulheres e senhouras que amamos e fazem parte de nossas vidas – amigas, namoradas, irmãs, mães, avós, tias, sobrinhas, primas – devem ser agraciadas todos os dias. Amor é mais que um sentimento: é carinho, cuidado, demonstração, dedicação. O dia oito acaba sendo, então, o dia em que devemos dar não uma rosa branca, mas duas: uma pela marcação Histórica da luta; outra, pelo mesmo motivo da flor dedicada ontem, antes de ontem, semana passada, mês passado: somos eternamente gratos pela existência de vocês. Vocês atrizes, vocês advogadas, vocês garis, vocês jornalistas, vocês jornaleiras, vocês cantoras, vocês médicas, vocês enfermeiras, vocês todas.

Hoje (dia nove), ontem (dia oito) e sempre, digo parabéns. E obrigado.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Aula 04 – Roma República

Que a Monarquia Romana inexiste no vestibular, isso ficou bem claro em sala de aula. Mas e a República?
A apostila traz alguns detalhamentos divertidos. Se você gosta de humanas e está com um tempo, lê-la pode te dar uma noção divertida acerca do organismo político que existia nessa ex-colônia grega. Mas se a matemática e a física lhe usurpam preciosos minutos, seja tático: foque no principal. O que importa na República para o vestibular da Universidade de Brasília é a inclusão da plebe no poder público, as suas revoltas e o ápice do sistema de governo do povo (Res publica = do latim Riqueza do Povo).

As revoltas foram analisadas em sala de aula. Lembram do pequeno teatrinho? A primeira greve da história ocidental, a Greve do Monte Sagrado, acabou por marcar o surgimento do tribuno da plebe. A massa – maioria do exército – se retira para os montes sagrados e Roma se vê desprotegida, à mercê dos povos bárbaros, e o senado então aceita repartir o poder em troca de sua segurança.

Já o final da República, seu ponto áureo, será o assunto discutido na primeira aula: a volta que Aníbal dá no continente até chegar em Roma, sem sucesso, que já havia enviado suas tropas para destruir Cartago e, assim, tornado-se senhora do mar mediterrâneo.

A música escolhida foi Blaze of Glory – Chama de Glória – da banda Bon Jovi que, em certo aspecto, lembra aspectos da vida da plebe ao erguer-se ao morro por uma causa que não era bem sua. Plebeu é uma designação genérica que abarca mendigos, negociantes, artesãos e toda a sorte de homens livres não-patrícios. Assim sendo, a massa é manipulada em benefício da classe comerciante plebéia.


Blaze of Glory

I wake up in the morning
And I raise my weary head
I've got an old coat for a pillow
And the earth was last night's bed
I don't know where I'm going
Only God knows where I've been
I'm a devil on the run
A six gun lover
A candle in the wind

When you're brought into this world
They say you're born in sin
Well at least they gave me something
I didn't have to steal or have to win
Well they tell me that I'm wanted
Yeah I'm a wanted man
I'm colt in your stable
I'm what Cain was to Abel
Mister catch me if you can

I'm going down in a blaze of glory
Take me now but know the truth
I'm going down in a blaze of glory
Lord I never drew first
But I drew first blood
I'm no ones son
Call me young gun

You ask about my consience
And I offer you my soul
You ask if I'll grow to be a wise man
Well I ask if I'll grow old
You ask me if I known love
And what it's like to sing songs in the rain
Well, I've seen love come
And I've seen it shot down
I've seen it die in vain

Shot down in a blaze of glory
Take me now but know the truth
I'm going down in a blaze of glory
Lord I never drew first
But I drew first blood
I'm devil's son
Call me young gun

Each night I go to bed
I pray the Lord my soul to keep
No I ain't looking for forgiveness
But before I'm six foot deep
Lord, I got to ask a favor
And I'll hope you'll understand
'Cause I've lived life to the fullest
Let the boy die like a man
Staring down the bullet
Let me make my final stand

Shot down in a blaze of glory
Take me now but know the truth
I'm going down in a blaze of glory
Lord I never drew first
But I drew first blood
I'm no ones son
Call me young gun


Chama de Glória

Eu acordo de manhã
E levanto minha cansada cabeça
Uso um casaco velho como travesseiro
E a terra foi minha cama da noite passada
Não sei aonde estou indo
Só Deus sabe onde já estive
Sou um diabo fugindo
Um amante de revólveres
Uma vela ao vento

Quando você é trazido para este mundo
Dizem que você nasce com um pecado
Bom, pelo menos me deram algo
Que não precisei roubar ou ganhar
Quando dizem que sou procurado
É, sou um cara procurado
Sou uma ferradura em seu estábulo
Sou o que Caim era para Abel
Cavalheiro, me pegue se puder

Estou caindo numa chama de glória
Leve-me agora, mas saiba a verdade
Estou caindo numa chama de glória
Senhor, eu nunca saquei primeiro
Mas eu feri primeiro
Sou filho de ninguém
Chame-me de jovem pistoleiro

Você me pergunta da minha consciência
E te ofereço minha alma
Você me pergunta se eu vou crescer um sábio
Bom, eu pergunto se eu vou crescer
Você me pergunta se já conheci o amor
E como é cantar na chuva
Bom, já vi o amor chegar
E já o vi ser abatido
Já o vi morrer em vão

Baleado numa chama de glória
Leve-me agora, mas saiba a verdade
Porque estou caindo numa chama de glória
Senhor, eu nunca saquei primeiro
Mas eu feri primeiro
Sou filho do diabo
Me chame de jovem pistoleiro

A cada noite vou para cama
Eu rezo para o Senhor guardar minha alma
Não, não estou procurando perdão
Mas antes de estar afundado a seis pés
Senhor, preciso pedir um favor
E espero que Você entenda
Porque já vivi minha vida ao máximo
Deixe este garoto morrer como homem
Encarando um disparo
Deixe-me fazer minha última apresentação

Baleado numa chama de glória
Leve-me agora, mas saiba a verdade
Porque estou caindo numa chama de glória
Senhor, eu nunca saquei primeiro
Mas eu feri primeiro
Sou filho do diabo
Me chame de jovem pistoleiro

Aula 03 – Atenas – Parte 02

Desde já, peço desculpas pela demora em atualizar as aulas aqui. Turmas de PAS pulularam e tomaram parte do meu já escasso tempo. Mas, ainda assim, cá estou com a música da aula de Atenas. Na voz de Freddy Mercury, a banda britânica Queen cria uma música que, em termos, pode bem encaixar na visão que se faz acerca de Atenas. Seguem a letra e a tradução da mesma:


A Kind Of Magic

It's a kind of magic
It's a kind of magic
A kind of magic

One dream, one soul, one prize, one goal
One golden glance of what should be
It's a kind of magic
One shaft of light that shows the way
No mortal man can win this day
It's a kind of magic

The bell that rings inside your mind
It's challenging the doors of time
It's a kind of magic
The waiting seems eternity
The day will dawn on sanity
It's a kind of magic

There can be only one
This rage that lasts a thousand years
Will soon be gone
This flame that burns inside of me
I'm hearing secret harmonies
It's a kind of magic

The bell that rings inside your mind
Is challenging the doors of time

It's a kind of magic
It's a kind of magic

This rage that lasts a thousand years
Will soon be, will soon be
Will soon be gone
This is a kind of magic

There can be only one
This life that lasts a thousand years
Will soon be gone

Magic - It's a kind of magic
It's a kind of magic
Magic, magic, magic, magic
It's magic
It's a kind of magic


Um Tipo de Mágica

É um tipo de mágica
É um tipo de mágica
Um tipo de mágica

Um sonho, uma alma, um prêmio, um objetivo
Uma boa olhada no que deve ser
É um tipo de mágica
Um facho de luz que mostra o caminho
Nenhum mortal pode ganhar este dia
É um tipo de mágica

O sino que toca em sua mente
É um desafio às portas do tempo
É um tipo de mágica
A espera parece uma eternidade
O dia vai raiar de sanidade
É um tipo de mágica

Só pode haver um
Essa fúria que dura milhares de anos
Em breve terminará
Uma chama queima em mim
Estou ouvindo harmonias secretas
É um tipo de mágica

O sino que toca em sua mente
É um desafio às portas do tempo

É um tipo de mágica
É um tipo de mágica

Uma fúria que dura milhares de anos
Breve, breve
Breve terminará
Isto é um tipo de mágica

Só pode haver um
Essa vida que dura milhares de anos
Breve terminará

Mágica - Isto é um tipo de mágica
Isto é um tipo de mágica
Mágica, mágica, mágica, mágica
É mágica
Isto é um tipo de mágica

quarta-feira, 4 de março de 2009

Aula 03 – Atenas – Parte 01

Antitéticas: é como são vistas, normalmente, Esparta e Atenas. Uma, um acampamento em armas fechado em torno se si e dos seus campos verdejantes. Outra, uma cosmopolita cidade: aberta, receptáculo de heróis, turistas e comerciantes. Quase mágica.
Pois bem.
Algumas notações se fazem interessantes e importantes ao se analisar o mito que se ergueu em torno de Atenas. A cidade se abre devido à sua escassez de terras férteis e passa por diversas experiências políticas até se consagrar como uma democracia.

Mulheres, não tinham liberdade. A sociedade era machista e apenas uma pequena parte da população era bem nascida, além da escravidão aqui ser – como a escravidão moderna – uma questão de posse.
Atenas conhece a Monarquia, o Arcontado, a Tirania e a Democracia.

A primeira tem suas origens míticas em Teseu. Minos, rei de Creta, foi – pela sua ganância – vítima de Poseidon, o deus dos Mares, que fez com que sua mulher se apaixonasse por um touro (touro esse que devia ter sido sacrificado aos deuses) e desse a luz ao Minotauro. Cidade mais forte, Creta acaba subjugando a infante Atenas e a condena a enviar, todos os anos, catorze virgens para satisfazer a fome do monstro. Teseu, filho de Egeu – rei Ateniense – decide ser um dos catorze virgens, quando completa dezoito anos, com a finalidade de enfrentar o monstro com uma lendária espada de Bronze. Vitorioso, ele destrói o labirinto onde a fera residia e volta são e salvo para Atenas, onde se torna Rei.
Cheia de representações é essa história. Querem ver?

Minos = Creta
Minotauro = Touro, animal cultuado como sagrado em Creta
Catorze virgens = Impostos
Espada de Bronze = Supremacia ateniense em confeccionar a liga metálica
Labirinto = Palácio de Cnossos, onde habitava a monarquia cretense

Pouco se há de concreto sobre a civilização micênica (cretense). O que dela restou foi apenas uma tábua de argila queimada, antes do palácio ser completamentedestruído.

O Arcontado lembra um pouco um ministério. Três arcontes fazem as vezes de poder executivo, judiciário, militar e religioso. É uma evolução em termos quantitativos de poder, visto que a monarquia restringia – e muito – a participação da aristocracia cretense no poder.

A Tirania foi uma leve fase, e na Democracia Atenas floresce. Floresce depois de usurpar o Tesouro da Liga de Delos e lançando assim sua sorte ao vento. Ao vento, pois Esparta revida ao saque e uma sucessão de guerras se faz presente, até que Alexandre o Grande toma para si o poder da Grécia e expande tal poder ao mundo (conhecido). Mas O Grande, o grande disseminador do Helenismo, também falece. E mais uma vez, o poder político na Europa ficava disponível.