sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Vocês tem alguma sugestão?
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Se liga na missão!
Dia 02 de março começa a Instrutoria no cursinho. Ela serve para você tirar dúvidas com professores auxiliares, resolver exercícios, listas, simulados e afins. É um bom espaço e deve ser aproveitado por vocês.
Esse semestre, assim como foi o passado, seguirei com um projeto de discussão de filmes em que, normalmente, faço com professores convidados também da Cadeira de História. Em 2008, exibimos filmes do grupo britânico de comédia Monty Python, além de clássicos como “A Queda!”, “Laranja Mecânica” e episódios da série produzida pela HBO “Band of Brothers”. Esse semestre, recomendo fortemente que as senhoras e os senhores compareçam para vermos e debatermos – naquele mesmo tom leve, porém sério das aulas – as películas exibidas.
Dúvidas?
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Carnaval, Carnaval, Carnaval...
Essa postagem não está relacionada com nenhum assunto tratado por nós em sala de aula. Venho aqui apenas desejar às senhoras e aos senhores que freqüentam esse nosso espaço um feliz feriado, não importantando o que vocês façam. Seja ir para a fazenda, ir para Salvador, ir para o Rio de Janeiro, ir para a cidade dos seus pais ou ir para o raio que te parta. Não importam os seus destinos: vão felizes e relaxem.
Poucas semanas se passaram desde o início do nosso cursinho. Duas apenas. O cansaço de final de semestre ainda não chegou, mas vejam esse feriado como uma compensação: relaxem bem agora para compensar o resto do ano.
Se for possível estudar um pouco, ler alguma cousa, resolver alguma equação, boa. Caso contrário, também não queimem neurônios. Só peço para não abusarem do álcool. Vão com moderação ou, se possível, nem vão. Cuidem bem da saúde vislumbrando a prova do meio do ano.
E surgindo dúvidas, sugestões, reclamações ou qualquer cousa do gênero, deixem um comentário que eu faço um tópico especial, ok?
Bons festejos a todos!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Questão de anos
Cronologia em História é uma situação delicada. Dentro do Estudo da História, de suas teorias e metodologias, existem linhas do tempo variadas que, cada vez mais, concordam apenas (quando concordam) na partição básica do mundo em Pré-História, História Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea. Mas essas linhas (de tempo e de pensamento) não são únicas.
Pode-se analisar o mundo sobre um aspecto meramente econômico e, assim, vincular a nossa História Contemporânea ao surgimento da Burguesia e estendê-la até os dias de hoje fazendo uma cadeira de evolução do mercantilismo até o atual neoliberalismo. Mas, por mais que sejam gigantescas as opções, temos que ser estratégicos.
Na noite de segunda-feira, uma aluna da unidade 516 Sul havia me dito que algumas datas da apostila diferem das datas por mim apresentadas – em caráter ilustrativo – no quadro branco. Pois bem. Sempre que há divergência, o nosso âmago clama por UMA resposta certa. Mas sinto informar que essa única resposta, em História, inexiste.
Não trabalhamos com uma ciência dita exata, e sim com uma ciência humana que é escrita e descrita de várias formas por diversos Historiadores – todos os que estão, aliás, no material base da primeira semana teorizaram alguma linha do tempo. Entretanto, se faz necessário um padrão para a prova da UnB e ele será dado a vocês nesse exato e preciso momento.
Até o ano passado, o professor doutor Antônio José Barbosa era o responsável pela confecção das provas do vestibular e, pelo que se viu na última prova, sua escola temporal será seguida. Assim sendo, basicamente, será mantida em nosso estudo a linha do tempo que foi passado no quadro, com apenas uma alteração. Assim sendo, temos:
Pré-História – Período que data do surgimento do Universo até a invenção da escrita cuneiforme suméria, por volta de 3100 a.C.
História Antiga – Período marcado pelas assim chamadas Grandes Civilizações. Data da invenção da escrita em 3100 a.C. até a deposição do último rei ocidental (aqui a grande mudança) romano, em 476 d.C.
Medievo – Período de grande destaque católico, que se inicia com o fim do Império Romano do Ocidente em 476 d.C. e se alonga até as Grandes Navegações, em 1415.
Idade Moderna – Período dos grandes Reis Absolutistas, que se inicia com a conquista de Ceuta por Portugal, em 1415, e finda com as Revoluções Burguesas do século XVIII.
Idade Contemporânea – Atual período, tem seu início político com a Revolução Francesa e econômico com a Revolução Industrial, nas chamadas Revoluções Burguesas.
A UnB não se debaterá sobre essa questão, deixando espaços amplos para que as respostas acerca de linha do tempo sejam fáceis de se responder, geralmente tendendo ao absurdo. Justamente por existirem várias linhas, os recursos também podem ser múltiplos. Assim sendo, essa é uma preocupação a menos para os senhores e as senhoras.
Dúvidas?
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Signos - Parte 01
Sabiam as senhoras e os senhores que as influências clássicas estão mais presentes no cotidiano do que se imagina? Pois sim. Além de existir várias pessoas aficionadas por mitologia grega, além do filme Tróia , além de “This is Spartaaaaa!”, além de Cavaleiros do Zodíaco e além do Ajax tira-limo, o Círculo Zodiacal está impregnado com a cultura oral grega. Por quê? Porque atrás de cada signo, de cada símbolo que representa aquela casa, está um mito helênico. Pretendo expô-los aqui em doses homeopáticas e escolhi, como primeiro, um dos meu favoritos (tanto que o cito no primeiro dia de aula): o mito do signo de Leão. E nossa história começa com o maior dos heróis greco-romanos: Hércules. Dos seus feitos, os Doze Trabalhos são de longe os mais famosos, e o primeiro desses trabalhos – por ordens do rei Eristeu – era livrar a região de Neméia de uma terrível besta-fera que assolava aquela região. Como prova da aniquilação do monstro, o monarca exigiu ainda que Hércules lhe trouxesse a pele no animal como troféu. Empunhando seu arco e levando consigo sua clava de oliveira, nosso herói marchou, então, rumo os bosques de Neméia para cumprir sua missão. Por lá caminhou por dias e dias sem ter visto a mínima sombra do animal. Entretanto, havia o destino de lhe sorrir. Enquanto repousava à sombra de uma moita, ouviu o barulho de patas pisando em folhas e galhos secos. Silenciosa e discretamente, o filho de Zeus ergue seus olhos acima do arbusto e contempla o animal: um leão gigantesco, com a boca ainda pingando o sangue da última vítima, saia da orla da floresta. Não pensando duas vezes, Hércules puxou seu arco, carregou-lhe com uma seta e... Um tiro certeiro! Um tiro certeiro que... Ricocheteou. Hércules não entendia o que acontecera. O leão agora estava procurando quem o perturbara e olhava raivoso para todos os lados. Aproveitando-se desse momento, o homem mais forte da Grécia Antiga carrega mais uma seta que é disparada no peito do animal! Mas essa, tal como a outra, ricocheteia e, dessa vez, o Leão de Neméia descobre de onde partira o tiro. Corre furioso e Hércules, em contra-partida, corre em direção ao leão com a sua clava em punho. Quando o animal pula, o semideus se esquiva e lhe desfere um certeiro golpe no tórax! Mas a clava se parte em duas. Qualquer um sentiria medo naquele momento, mas, oras! Estamos falando de Hércules, o filho do Deus do Trovão, um semideus imortal! Ambos - homem e animal - começam, então, um bailado. Andam em círculos no campo aberto, observando cada movimento do inimigo, disputando para saber quem é o verdadeiro rei daquela floresta. E é o semideus quem se precipita e salta encima da fera! Brigam durante quase uma hora até que nosso herói consegue posicionar bem os braços e começa a estrangular o monstro. E eis, senhoras e senhores, que com um mata-leão, Hércules mata o Leão de Neméia. Ele tenta cortar, então, a pele do animal com a sua seta, mas ela era inútil. Utiliza a sua faca, mas ela se parte como se fosse feita de isopor. Então lhe surge a brilhante idéia: o que podia cortar o Leão de Neméia era, unicamente, o Leão de Neméia. Agarrando a sua garra, faz um corte no ventre do monstro e tira-lhe a pele – que vira uma armadura – e a cabeça – que vira um elmo. E aqui temos a representação do signo de Leão: não o Leão de Neméia, mas Hércules trajando o esplendor, a força e a beleza do Leão de Neméia.Dúvidas?
516 Sul Vespertino
Senhoras e senhores, gostaria apenas de dizer que foi um imenso prazer para mim dar aulas para vocês essa tarde. É triste dar apenas uma aula a vocês, mas é extremamente satisfatório que quem dará aulas para vocês será uma professora conceituadíssima na Cadeira de História.
Assim sendo, espero que tenho ao longo do semestre um inesquecível curso de História.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Aula 02 – Esparta – Parte 02
Guardadas as devidas proporções, a música serve para simbolizar horrores de guerra e, pelas partes em negrito, se pode encaixar um pouco do passado espartano.
Zombie
Another head hangs lowly
Child is slowly taken
And the violence caused such silence
Who are we mistaken?
But you see it's not me,
It's not my family
In your head, in your
head they are fighting
With their tanks and their bombs
And their bombs and their guns
In your head
In your head they are cryin'
In your head, in your head
Zombie Zombie Zombie
What's in your head, in your head
Zombie Zombie Zombie
Another mother's breakin'
Heart is taking over
When the violence causes silence
We must be mistaken
It's the same old theme since 1916
In your head,
In your head they're still fightin'
With their tanks and their bombs
And their bombs and their guns
In your head
In your head they are dyin'
In your head, in your head
Zombie Zombie Zombie
What's in your head, in your head
Zombie Zombie Zombie
Zumbi
Outra cabeça se inclina vagarosamente
A criança é lentamente levada
E a violência causou tal silêncio
Quem nós estamos enganando?
Mas você sabe, não sou eu
Não é minha família.
Na sua cabeça, na sua cabeça
Eles estão lutando
Com seus tanques e suas bombas,
E suas bombas, e suas armas
Na sua cabeça,
Na sua cabeça , eles estão chorando
Na sua cabeça, na sua cabeça
Zumbi Zumbi Zumbi
O que tem na sua cabeça?
Na sua cabeça,
Zumbi Zumbi Zumbi
Outro coração de mãe partido
Está recebendo
Quando a violência causa silêncio
Nós devemos estar enganados
É o mesmo velho tema desde 1916
Na sua cabeça,
Na sua cabeça, eles ainda estão lutando
Com seus tanques e suas bombas,
E suas bombas, e suas armas
Na sua cabeça, na sua cabeça,
Eles estão morrendo.
Na sua cabeça, na sua cabeça
Zumbi Zumbi Zumbi
O que tem na sua cabeça?
Na sua cabeça, na sua cabeça
Zumbi Zumbi Zumbi
E aqui, entra a poesia, essa sendo bem específica ao se tratar do maior acampamento em armas da Hélade (Grécia):
Esparta e a Guerra contra o Tempo
Corta-se aos sete os laços familiares,
Aos dezessete, expulsos da cidade;
É preciso formar bons militares,
A duras penas, hilotas da idade.
Até as fêmeas são afastadas dos lares,
Sem qualquer sentimento de piedade;
Só aos trinta anos que se formarão os pares,
E Esparta assim mantém sua integridade.
Bestas escravas do tempo do Estado,
Que o carregam como se fosse um fardo,
Sempre clamando a Ares por uma guerra!
Pois do inferno só se sai de duas formas:
Quando os sessenta anos já lho deforma,
Ou quando a guerra os põe sob a terra.
Dúvidas?
Aula 02 – Esparta – Parte 01
“Para Esparta só se regressa de duas formas: atrás do seu escudo, como herói, ou em cima dele, como cadáver.”
O item lido e respondido fazia referência à organização política grega, que concentrava o poder nas mãos de uma seleta oligarquia – esparciatas acima de 30 anos necessariamente do sexo masculino. O item, da UnB, tem o seguinte texto:
O Estado espartano, com acentuado caráter militarista, era bastante flexível na hierarquia do exercício de poder.
A afirmação é falsa. Sempre que há uma oligarquia no poder, é difícil se falar em flexibilidade, maleabilidade, no exercício do poder. Periecos e Hilotas não participavam da vida política, bem como mulheres e homens até 30 anos.
Por enquanto, despeço-me por estar deveras exausto da comemoração, mas ainda na quarta-feira hei de postar para as senhoras e para os senhores a letra da música dos Cranberries bem como a poesia lida no final da aula.
Dúvidas?
Aula 01 – Teoria da História
Terça-feira foi minha colação de grau na Universidade de Brasília. O paraninfo da História foi o professor doutor Antônio José Barbosa e, ao fazer suas considerações, ele disse que a História serve de instrumento para que, conhecendo o passado, a compreensão do presente e a transformação do futuro se façam verdades. O bacana é que tais palavras corroboram o que eu havia dito nas palavras de Descartes:
“(...) as ações memoráveis da História o elevam e, lidas com discrição, auxiliam na formação do critério; (...)”.
O exercício lido foi o item 48 do 2º vestibular de 2008 da UnB. O texto dele é o seguinte:
Não há História fora do tempo, da mesma forma que ela não existe sem a ação humana.
Como já respondido em sala de aula, o item está correto. A grande dúvida que surge nesse item está relacionada à Pré-História, visto que em boa parte da mesma não existia o Homo sapiens. Entretanto, o texto diz que não existe História sem a ação humana. Ao pensar em ação humana, damos de cara com a chamada Historiografia – escrita da História.
Se existe a chamada História Natural – dinossauros, por exemplo – é porque existiu um ser humano a escrevendo. Ele não foi agente histórico como são os estudados na Antiguidade, no Medievo, na Modernidade e mesmo na Contemporaneidade, mas através da sua ação da escrita, surgiu a História.
Dúvidas?
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Primeiro de todos
É um prazer para mim poder manter esse contato extra-classe com vocês. Espero que possamos por aqui crescer mais e mais em História Geral e História do Brasil.
Hoje é um dia atípico na minha vida. A correria é tremenda, devido à minha colação de grau que se aproxima (daqui a poucas horas). Assim sendo, o tempo me foi curto para as atualizações que prometi, mas, de hoje para amanhã, eu posto os exercícios, a música e a poesia. Ok?
Beijos e abraços!
