sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Signos - Parte 01

Sabiam as senhoras e os senhores que as influências clássicas estão mais presentes no cotidiano do que se imagina? Pois sim. Além de existir várias pessoas aficionadas por mitologia grega, além do filme Tróia , além de “This is Spartaaaaa!”, além de Cavaleiros do Zodíaco e além do Ajax tira-limo, o Círculo Zodiacal está impregnado com a cultura oral grega. Por quê? Porque atrás de cada signo, de cada símbolo que representa aquela casa, está um mito helênico. Pretendo expô-los aqui em doses homeopáticas e escolhi, como primeiro, um dos meu favoritos (tanto que o cito no primeiro dia de aula): o mito do signo de Leão. E nossa história começa com o maior dos heróis greco-romanos: Hércules. Dos seus feitos, os Doze Trabalhos são de longe os mais famosos, e o primeiro desses trabalhos – por ordens do rei Eristeu – era livrar a região de Neméia de uma terrível besta-fera que assolava aquela região. Como prova da aniquilação do monstro, o monarca exigiu ainda que Hércules lhe trouxesse a pele no animal como troféu. Empunhando seu arco e levando consigo sua clava de oliveira, nosso herói marchou, então, rumo os bosques de Neméia para cumprir sua missão. Por lá caminhou por dias e dias sem ter visto a mínima sombra do animal. Entretanto, havia o destino de lhe sorrir. Enquanto repousava à sombra de uma moita, ouviu o barulho de patas pisando em folhas e galhos secos. Silenciosa e discretamente, o filho de Zeus ergue seus olhos acima do arbusto e contempla o animal: um leão gigantesco, com a boca ainda pingando o sangue da última vítima, saia da orla da floresta. Não pensando duas vezes, Hércules puxou seu arco, carregou-lhe com uma seta e... Um tiro certeiro! Um tiro certeiro que... Ricocheteou. Hércules não entendia o que acontecera. O leão agora estava procurando quem o perturbara e olhava raivoso para todos os lados. Aproveitando-se desse momento, o homem mais forte da Grécia Antiga carrega mais uma seta que é disparada no peito do animal! Mas essa, tal como a outra, ricocheteia e, dessa vez, o Leão de Neméia descobre de onde partira o tiro. Corre furioso e Hércules, em contra-partida, corre em direção ao leão com a sua clava em punho. Quando o animal pula, o semideus se esquiva e lhe desfere um certeiro golpe no tórax! Mas a clava se parte em duas. Qualquer um sentiria medo naquele momento, mas, oras! Estamos falando de Hércules, o filho do Deus do Trovão, um semideus imortal! Ambos - homem e animal - começam, então, um bailado. Andam em círculos no campo aberto, observando cada movimento do inimigo, disputando para saber quem é o verdadeiro rei daquela floresta. E é o semideus quem se precipita e salta encima da fera! Brigam durante quase uma hora até que nosso herói consegue posicionar bem os braços e começa a estrangular o monstro. E eis, senhoras e senhores, que com um mata-leão, Hércules mata o Leão de Neméia. Ele tenta cortar, então, a pele do animal com a sua seta, mas ela era inútil. Utiliza a sua faca, mas ela se parte como se fosse feita de isopor. Então lhe surge a brilhante idéia: o que podia cortar o Leão de Neméia era, unicamente, o Leão de Neméia. Agarrando a sua garra, faz um corte no ventre do monstro e tira-lhe a pele – que vira uma armadura – e a cabeça – que vira um elmo. E aqui temos a representação do signo de Leão: não o Leão de Neméia, mas Hércules trajando o esplendor, a força e a beleza do Leão de Neméia.

Dúvidas?

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