quinta-feira, 14 de maio de 2009
Antes de mais nada...
terça-feira, 12 de maio de 2009
Aula 20 – A Família Real no Brasil
O tema da nossa vigésima aula deve ser abordado sobre dois aspectos básicos: a saída e a chegada. É o que o Cespe quer que você entenda.
As movimentações entre Espanha e França se mostravam cada vez mais gloriosas. Tratados e pactos já eram feitos acerca de terras futuramente governadas – entre elas, Portugal. Portugal que, desde a outorga do Bloqueio Continental, cozinhava em banho-maria a paciência de Napoleão Bonaparte.
Quando o Bloqueio é instaurado, Portugal não a ele adere imediatamente visto que as histórias de Portugal e da Inglaterra se mesclam desde a fundação, no início do século XII, da pátria lusitana (caso você não se lembre, consulte as aulas antigas!). Assim sendo, D. João não deu uma resposta direta nem para a Inglaterra nem para a França. E teve o fim que conhecemos.
Ao saber dos planos franco-espanhóis, D. João VI, príncipe regente se volta para a terra anglicana um plano de fuga é cunhado. E aqui vem o primeiro ponto interessante: a saída.
A saída da Coroa garante sua permanência e força fora do território europeu, mas, para os portugueses, a atitude tomada foi covarde, mesquinha. Salvação política, destruição social. O ódio é tamanho que a França declara o banimento da família Bragança da Europa.
Meses navegando... Uma viagem tensa, dura. E, finalmente, a Coroa chega. E aqui temos o segundo ponto interessante.
A chegada da Família Real, ao contrário da saída, é heróica. As longas distâncias não permitiam o rápido acesso à informação e, assim sendo, perceber o poder político se deslocando sem razão aparente para a colônia significava a importância daquele solo já tão explorado. É o que provamos em sala de aula quando comparamos a vida pré-Família e pós-Família. Teatros, bibliotecas, faculdades, escolas régias, princípios de independência econômica: tudo graças à Família Real.
Acontece que o mundo não pára em 1808: ele se alonga e muito. Alonga-se até 1815, quando o Congresso de Viena é conclamado marcando, assim, a derrota definitiva de Napoleão. Alonga-se até 1815, quando o Congresso, que deveria repartir as terras conquistadas pela França, nega à Coroa Lusitana o direito à Portugal. Alonga-se até 1815, quando D. João VI, em uma hábil manobra política, afirma jamais ter deixado Portugal e eleva o Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Alonga-se até 1820, quando a população portuguesa, insatisfeita com a permanência da Família no Brasil, se insurge e instaura a Revolução Liberal do Porto. E por fim, essa aula ainda se alonga até a saída de D. João VI e seu recado para Pedro:
“Pedro, se o Brasil se separar de Portugal, toma a coroa para ti, antes que algum aventureiro lance mão dela.”
E o que Pedro faz? Vemos em breve. Por enquanto, deixo cá a letra de Babylon, de Zeca Baleiro, escolhida para a aula.
Babylon
Baby!
I'm so alone
Vamos pra Babylon!
Viver a pão-de-ló
E möet chandon
Vamos pra Babylon!
Vamos pra Babylon!...
Gozar!
Sem se preocupar com amanhã
Vamos pra Babylon
Baby! Baby! Babylon!...
Comprar o que houver
Au revoir ralé
Finesse s'il vous plait
Mon dieu je t'aime glamour
Manhattan by night
Passear de iate
Nos mares do pacífico sul...
Baby!
I'm alive like
A Rolling Stone
Vamos pra Babylon
Vida é um souvenir
Made in Hong Kong
Vamos pra Babylon!
Vamos pra Babylon!...
Vem ser feliz
Ao lado deste bon vivant
Vamos pra Babylon
Baby! Baby! Babylon!...
De tudo provar
Champanhe, caviar
Scotch, escargot, rayban
Bye, bye miserê
Kaya now to me
O céu seja aqui
Minha religião é o prazer...
Não tenho dinheiro
Pra pagar a minha yoga
Não tenho dinheiro
Pra bancar a minha droga
Eu não tenho renda
Pra descolar a merenda
Cansei de ser duro
Vou botar minh'alma à venda...
Eu não tenho grana
Pra sair com o meu broto
Eu não compro roupa
Por isso que eu ando roto
Nada vem de graça
Nem o pão, nem a cachaça
Quero ser o caçador
Ando cansado de ser caça...
Não tenho dinheiro
Pra pagar a minha yoga
Não tenho dinheiro
Pra bancar a minha droga
Eu não tenho renda
Pra descolar a merenda
Cansei de ser duro
Vou botar minh'alma à venda...
Eu não tenho grana
Pra sair com o meu broto
Eu não compro roupa
Por isso que eu ando roto
Nada vem de graça
Nem o pão, nem a cachaça
Quero ser o caçador
Ando cansado de ser caça...
Ai, morena! Viver é bom
Esquece as penas
Vem morar comigo
Em Babylon...
Aula 19 – Napoleão Bonaparte
Um corso. Um homem. Um rebelde. Lutador, estourado, apanha da vida. Aprende com a vida. Estuda, se forma, abandona a raça humana – vira mito.
Marca o fim de uma Revolução e o início de outra. É cônsul, cônsul vitalício, Imperador, supremo general. Tenta conquistar a Inglaterra. Falha. Bloqueia a Inglaterra. Sai-se bem. Apenas Rússia e Portugal lhe viram as costas. E ambas sentiriam sua mão.
À Portugal, a sanção é o banimento da real família Bragança. À Rússia, uma ameaça basta.
Por pouco tempo.
Bonaparte expande seu império. Conquista boa parte da Europa, possui um exército fabuloso. Mas Alexander, Czar russo, põe em xeque seu potencial e volta às boas com a Inglaterra. Atitude mais que suficiente para colocar o general na estrada.
Estrada cruel.
Estrada cretina.
Terras arrasadas. O destino era Moscou. O coração russo deveria sangrar. Mas São Petersburgo, mais uma vez, assistiria a um tenso episódio da história eslava. As botas do exército napoleônico racham. O general chora.
“BATER EM RETIRADA!”
A ordem é dada. E projéteis voam. Mosquetes, facas, sangue. As mancham ficam na neve. Napoleão foge. Seu exército é derrotado, humilhado.
É retirado para a ilha de Elba e em Viena um congresso se monta. E rapidamente, se desmonta. Napoleão suspirava e marchava rumo a Paris para seu último governo, seus últimos cem dias a frente da nação gaulesa. Mas, mais uma vez, cai.
Cai e é enviado para Santa Helena, onde fica de 1815 até sua morte, em 1821. Nesse meio tempo, o Congresso de Viena era restabelecido e a Europa se reorganizava.
Afinal de contas, o show deveria continuar.
Para contar a História de Napoleão, foi usada em sala de aula “The show must go on”, da banda britânica Queen. Segue a letra.
The show must go on
Empty spaces - what are we living for
Abandoned places
I guess we know the score
On and on, does anybody know what we are looking for...
Another hero, another mindless crime
Behind the curtain, in the pantomime
Hold the line, does anybody want to take it anymore
The show must go on
The show must go on, yeah
Inside my heart is breaking
My make - up may be flaking
But my smile still stays on
Whatever happens, I'll leave it all to chance
Another heartache, another failed romance
On and on, does anybody know what we are living for ?
I guess I'm learning (I'm learning learning, learning)
I must be warmer now
I'll soon be turning (turning, turning turning)
Round the corner now
Outside the dawn is breaking
But inside in the dark I'm aching to be free
The show must go on
The show must go on, yeah, yeah
Ooh, inside my heart is breaking
My make - up may be flaking
But my smile still stays on
My soul is painted like the wings of butterfly
Fairytales of yesterday will grow but never die
I can fly - my friends
The show must go on (go on, go on, go on) yeah yeah
The show must go on (go on, go on, go on)
I'll face it with a grin
I'm never giving in
On - with the show
The show must go on (yeah)
the shom must go on
Ooh, I'll top the bill, I'll overkill
I have to find the will to carry on
On with the show
On with the show
The show - the show must go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on
O espetáculo deve continuar
Espaços vazios... Para que nós estamos vivendo?
Lugares abandonados
Eu acho que já sabemos o resultado
De novo e de novo, alguém sabe o que nós estamos procurando?
Um outro herói, um outro crime impensado
Atrás da cortina, na pantomima
Segure a barra, alguém quer um pouco mais?
O Espetáculo Deve Continuar
Por dentro, meu coração está partido
Minha maquiagem pode estar se dissolvendo
Mas meu sorriso continua...
O que quer que aconteça, eu deixarei tudo à sorte
Outro coração machucado, outro romance fracassado
De novo e de novo, alguém sabe para que nós estamos vivendo?
Eu acho que estou aprendendo
Eu preciso ser mais brando agora
Em breve me transformarei
Está perto agora
Lá fora rompe o amanhecer
Mas lá dentro no escuro, estou sentindo dor para estar livre
O Espetáculo Deve Continuar
Por dentro, meu coração está partido
Minha maquiagem pode estar se dissolvendo
Mas meu sorriso continua...
Minha alma é pintada como as asas das borboletas
Contos de fada de ontem vão crescer, mas nunca vão morrer
Eu posso voar, meus amigos
O Espetáculo Deve Continuar
Eu encararei arreganhando os dentes
Eu nunca irei desistir
Avante - com o espetáculo
Oh, eu aceito a aposta, eu vou abusar
Eu preciso achar a vontade para seguir
...com o espetáculo
O Espetáculo - o Espetáculo deve continuar
domingo, 10 de maio de 2009
Aviso aos navegantes
terça-feira, 5 de maio de 2009
Aula 18 – Revolução Francesa 02
Praça da Concórdia. Destino final da realeza francesa. Eis que era em Concórdia que ocorriam os guilhotinamentos em público.
Irônico.
A decapitação de Luis XVI será uma das mais simbólicas: em meio a ódios e medos, não se sabia se a execução do monarca seria um atentado ao Divino.
Arriscaram.
E deu certo.
Luis falece e a França mergulha em uma República que queria, desde sua fundação, cortar os vínculos que até então os tornavam à corte. Um novo calendário foi feito, uma nova organização política se fez. Na região da Gironda, Alta Burguesia, Clero e Nobreza se uniam. No templo de Saint Jacques, Baixa Burguesia, Sans-culotte e a Massa faziam seus conchavos. A parte, um pedaço da Alta Burguesia apenas observava. Surgiam os Girondinos, os Jacobinos e os Pântanos. Partidos que coexistiriam. Partidos que governariam. Partidos que se matariam.
Os jacobinos tomam a frente da República primeiro com Danton e depois com Robespierre. O último tinge de vermelho as ruas parisienses e incute um terror até então desconhecido. Por mais que tenha aberto as portas da Escola politécnica Francesa, por mais que tenha criado o Museu do Louvre e por mais que tenha instaurado um Estado Laico, seu rigor exacerbado esturrica sua imagem e Roberpierre conhece, na Praça da Concórdia, o seu fim.
Em uma França corrompida e desesperada, a cada dia se clama por um herói. O show deveria continuar. E continua. Mas só na próxima aula.
A música da aula foi Fade to Black, do Metallica. Aqui, fica a letra:
Fade To Black
Life, it seems, will fade away
Drifting further every day
Getting lost within myself
Nothing matters, no one else
I have lost the will to live
Simply nothing more to give
There is nothing more for me
I Need the end to set me free
Things not what they used to be
Missing one inside of me
Deathly lost, this can't be real
Cannot stand this hell I feel
Emptiness is filling me
To the point of agony
Growing darkness taking dawn
I was me, but now he's gone
No one but me can save myself, but it's too late
Now I can't think, think why I should even try
Yesterday seems as though it never existed
Death greets me warm, now I will just say goodbye
Escurecer
A vida, parece que vai sumir
Indo mais longe todo dia
Se perdendo dentro de mim mesmo
Nada importa, ninguém mais
Eu perdi a vontade de viver
Simplesmente nada mais a dar
Não há nada mais para mim
Preciso do fim para me libertar
As coisas não são como costumava ser
Falta algo dentro de mim
Você acreditava em mim
Mas me condena por algo que não fiz
Mortalmente perdido, isto não pode ser real
Eu pensava que você me notava
Não posso suportar este inferno que sinto
O vazio me preenche
Ao ponto da agonia
As trevas crescem tomando a aurora
Eu era eu mesmo
Mas agora se foi
Ninguém além de mim pode me salvar, mas é tarde
Agora eu não consigo pensar, pensar por que eu deveria tentar
O ontem parece nunca ter existido
A morte me acolhe carinhosamente
Agora eu vou dizer apenas adeus
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Aula 17 – Revolução Francesa 01 – Parte 02
Aqui, deixo o link da Marselhesa tocada em sala de aula, vem como a música do Scorpions que nela tocou.
Hurricane 2001
It's early morning
The sun comes out
Last night was shaking
And pretty loud
My cat is purring
And scratches my skin
So what is wrong
With another sin
The bitch is hungry
She needs to tell
So give her inches
And feed her well
More days to come
New places to go
I've got to leave
It's time for a show
Here I am, rock you like a hurricane
Here I am, rock you like a hurricane
My body is burning
It starts to shout
Desire is coming
It breaks out loud
Lust is in cages
Till storm breaks loose
Just have to make it
With someone I choose
The night is calling
I have to go
The wolf is hungry
He runs the show
He's licking his lips
He's ready to win
On the hunt tonight
For love at first sting
Here I am, rock you like a hurricane
Here I am, rock you like a hurricane
Here I am, rock you like a hurricane
Here I am, rock you like a hurricane
Furacão 2001
É muito cedo
O sol ainda não raiou
Noite passada eu dancei
Com um som muito alto
Meu gato está arisco
Arranhando minha pele
O que há de errado
Não existe outro destino
A loba está com fome
Ela quer me contar
Eu lhe dou sua ração
E a trato bem
Mais dias virão
Novos lugares para ir
Eu tenho que ir
É hora do show
Aqui estou eu, para te agitar como um furacão
Aqui estou eu, para te agitar como um furacão
Meu corpo está queimando
Começando a gritar
O desejo está vindo
Como o raio de um trovão
A luxúria está pressa
Mas os raios estão livre
Nós só temos que fazer isso
Se alguem nos escolher
A noite está me chamando
E eu tenho que ir
O lobo está raivoso
Está lambendo seus beiços
Ele está pronto para vencer
Porem ele está preso esta noite
Pelo amor a primeira vista
Aqui estou eu, para te agitar como um furacão
Aqui estou eu, para te agitar como um furacão
É muito cedo
O sol ainda não raiou
Noite passada eu dancei
Com um som muito alto
Meu gato está arisco
Arranhando minha pele
O que há de errado
Não existe outro destino
Aula 17 – Revolução Francesa 01 – Parte 01
Avante, filhos da Pátria! É chegado o dia da glória! Anos e anos de opressão e tirania finalmente serão expurgados das costas de homens e mulheres simples, que habitavam o campo francês. Em um país agrário, reis como Luis XIV, Luis XV e Luis XVI faziam o luxo a regra nas cortes. Cortes que representavam 1,5% do contingentes francês. Cortes que tinham o aval cristão, sob o jugo do papa e seus representantes clericais que, na França, somavam 0,5% da população. O que sobrara não pertencia nem à nobreza nem ao clero: era uma massa alheia, sem poderes políticos, sem efetivos. Era uma classe majoritariamente simples, ainda presa em parte por laços feudais.
Mas por pouco tempo.
Contra eles o tirano estandarte ensangüentado se levantava. A realeza baixa novos impostos e, indignados, os três estados – Primeiro (Clero), Segundo (Nobreza) e Terceiro (burguesia, camponeses, artesãos, desempregados) – se fecham em uma assembléia – a Assembléia dos Estados Gerais.
Nenhuma lei prática de lá emerge, apenas mais descontentamento e o primeiro passo político da Revolução: em junho de 1789, os representantes do Terceiro Estado ocuparam a Sala do Jogo de Péla e lá se organizaram em Assembléia Nacional Constituinte.
A França saia à desforra.
Inicia-se um período conhecido com Grande Medo, em que camponeses invadem a casa dos senhores de terras e os chacinam. Às armas, cidadãos! É hora de reescrever, com sangue, a História.
A realeza, em pânico, se reporta à Áustria e pede ajuda. A Áustria invade solos franceses e uma batalha na cidade de Valmy é travada. O melhor exército europeu contra miseráveis franceses.
E o incrível acontece.
Com o poder, o ódio e o canto de guerra, a França entra em campo. O sangue gaulês ferve e aquele fabuloso exército bárbaro cairia sob o jugo francês. Seu sangue impuro embeberia as plantações.
Como um furacão a Revolução chegou e mudou as regras e ordens da sociedade moderna. A Revolução enterra a sociedade moderna. Nascia a contemporaneidade ocidental.
