segunda-feira, 20 de abril de 2009

Aula 16 – Falência Colonial – Parte 01

Da Europa para o Mundo, se espalhava como leite derramado as idéias de filósofos, cientistas, historiadores e toda uma corja de pensadores a chamada veia Iluminista.
O Iluminismo consistia, de acordo com Immanuel Kant, em uma porta construída em meio a uma muralha erguida pelo próprio ser humano e que lhe impedia de vislumbrar a luz solar, em meio a sombras e trevas. À época, a elite aurífera brasileira enviava seus filhos para lá estudar graças ao produto obtido em suas ricas minas. Entretanto, com o passar dos anos, o ouro foi se extinguindo, os impostos foram aumentando (a Derrama viria completar o Quinto) e manter crias na Europa se tornou uma tarefa hercúlea. Assim sendo, os garotos tiveram que voltar.
Voltaram cheios de idéias na cabeça (Iluminismo) e de exemplos (Independência dos Estados Unidos) a lhes incomodar. “Se as Treze Colônias se livraram da maior potência mundial, é possível que nos libertemos de Portugal!”.
Ao menos, era essa a esperança dos garotos. Se organizaram em um movimento elitista (elite aurífera), separatista (queria a Independência da Região das Minas Gerais) e escravista. Mas não foram longe.
A Inconfidência, ao contrário do que se prega, foi um fogo de palha logo molhado por Joaquim Silvério dos Reis que, observando a falta de organização do movimento, achou melhor delatar a humanidade em troca do perdão dos seus impostos. E assim se fez.
A rainha Dona Maria (futura A Louca) exila e expulsa boa parte dos garotos e usa aquele não nobre como exemplo do poder real e esquarteja, então, Tiradentes.
Qual a importância do movimento, então, na História do Brasil? Formalmente, nenhuma. E a de Tiradentes? Veremos no próximo post.

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