domingo, 6 de dezembro de 2009

Que p é essa?

Deparei-me com esse e-mail em relação a uma postagem feita no Vamos bater papo:


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Fernanda deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Signos – Parte 06":

Daniel os Papos históricos acabou? Você postava textos sobre os signos lá...



Postado por Fernanda no blog Vamos bater papo em 2 de Dezembro de 2009 10:36

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Bem... Creio que algumas colocações são importantes acerca dos caminhos desse blog. Conforme havia antes dito, não sou mais professor de História. As minhas atividades dentro da área não permitem que eu anexe a mim esse título tão vistoso. O que tenho feito da vida é estudar e estudar muito para concursos públicos. Assim sendo, a função primordial desse diário, que era postar textos resumidos das aulas, se perdeu.
O pouco que tenho trabalhado ainda com História, como o texto “Sempre comigo”, eu ainda coloco aqui, mas sem a correria que eu tinha em tentar cumprir o cronograma dos resumos das aulas de terça-feira, primeiro ou segundo horários da manhã, de segunda-feira, quarto horário da noite, ou de quarta-feira, primeiro horário da manhã, todos os melhores horários possíveis – eram os da aula de História.
Sempre que eu tiver tempo, permanecerei lançando aqui textos relacionados e também no meu blog pessoal, onde tento escrever um pouco mais.

No mais, reafirmo os meus votos e desejos de sucesso e felicidades para meus ex e eternos alunos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Signos – 05

A cada signo do zodíaco, um mito grego latino lhe dá forma e símbolo. A pedidos, continuaremos a saga do nosso herói Hércules (como já retratada parte com o signo de Leão) e, assim, chegaremos ao signo de Câncer.

Após o retorno do herói, o rei Eristeu ficara extremamente apavorado. O Leão de Neméia havia sido um oponente terrível e aquele homem, seu primo, voltara de sua campanha trajando sua pele como um verdadeiro (e digno) troféu. Entretanto, para sorte do rei e azar de Héracles, a Grécia era extensa o suficiente para ser consagrada reduto das mais temíveis bestas.
O porta voz do rei Eristeu, Copreu, fora encarregado de entregar ao filho de Zeus sua próxima tarefa (o rei jamais chegara perto de Hércules novamente desde o seu retorno de Neméia):

- Héracles, filho de Zeus, bem deves saber que por essa terra vagam feras indescritíveis. Uma delas é o fruto da união de Tifeu e Equidna, um ser que palavras são insuficientes para lhe descrever em poder, terror e força. No pântano de Lerna, na Argólida, ela se fez adulta e, de tempos em tempos, sobe à superfície e destrói os rebanhos dos pastores e as nossas plantações.
O que mais a ela se aparente em descrição é uma gigantesca serpente senhora de nove cabeças, sendo uma delas imortal. Eis, então, seu próximo trabalho: por fim à existência da Hidra.

Mais uma vez, Héracles deixaria seu destino nas mãos dos deuses. Subiu em uma carruagem com seu sobrinho, amigo e escudeiro Iolau e se dirigiram ao lar do monstro. Após poucos passos, os dois puderam ver a temida Hidra perto de sua caverna, junto às fontes de Amimone. O senhor do manto de Neméia, então, embebedou algumas de suas flechas em piche, as acendeu e as lançou na caverna da fera, obrigando-a a revelar-se completamente. Sibilava em ódio de uma forma tão intensa que Iolau sentiu sua espinha congelar. Já Héracles aproximou-se sem medo e a agarrou por um dos seus pescoços. A serpente começou a lhe enroscar os pés ao passo que Héracles, com sua clava, se pôs a esmagar as cabeças do monstro. Era, entretanto, uma guerra sem fim: a cada golpe a Hidra lhe afrouxava o aperto mortal, mas de cada cabeça destruída lhe nasciam outras duas. Para retirar o jogo do seu prumo, Hera, ainda mordida pelo ciúme do filho semideus de Zeus, havia mandado um caranguejo gigantesco para ajudar a fera, cravando-lhe as garras nos pés do rapaz. Entretanto, a força divina que corria nas veias do filho de Zeus foi suficiente para que um golpe de clava esfacelasse a rígida carapaça do caranguejo e moesse-lhe a carne. Iolau, então, insuflou-se de coragem partiu em seu auxílio com uma tocha feita de um dos galhos grossos da floresta que os cercavam. Hércules recomeçou a esmagar-lhe as cabeças e Iolau rapidamente queimava-lhe o pescoço para que novas não surgissem, sobrando apenas a cabeça imortal. Com sua espada, o filho de Alcmena mediu aquele grotesco ser, olhos nos olhos e, entre silvos de dor e ódio, entre botes e esguichos de veneno, um golpe rápido, limpo e certeiro fez sua cabeça rolar pelo ar enquanto espirrava seu sangue envenenado.
A cabeça fora enterrada embaixo de uma rocha gigantesca e o corpo fora partido ao meio e, na poça de sangue formada, Héracles banhou suas flechas que passaram a provocar desde então feridas incuráveis.