segunda-feira, 1 de junho de 2009

Aula 23 – Falência Regencial

Em 1825, uma contenda havia se passado durante o Primeiro Reinado: a Cisplatina havia sido perdida para ela mesma e se tornado o Uruguai. Uruguai esse que, ao longo do segundo reinado, seria um dos pivôs de uma tensa batalha – a Guerra do Paraguai. O Paraguai, país agrário (não era Industrial? Não! Vide Maldita Guerra), viu no Uruguai uma possibilidade fantástica: interromper as navegações Brasileiras caso tal país passasse às suas mãos. Começou a apoiar o Partido Blanco, liderado por Aguirre e, com medo de perder seu acesso à Bacia do Prata, o Brasil passa a apoiar o Partido Colorado. Após a vitória brasileira e alguns navios naufragados, a Guerra se faria presente – sem apoio da Inglaterra, vale lembrar.
A Guerra dura seis anos e, visto que o Paraguai era um país fraco, a duração incomoda os brasileiros e a popularidade do imperador decai. O declínio seria acentuado ao longo de bailes do exército quando o Imperador trajaria roupas da marinha brasileira. Tais fatores somados à crise escravista que culminaria com o fatídico maio de 1888 aceleraram o processo que, em 1889, depôs o Imperador e iniciou uma República no Brasil.
A música utilizada foi Todo Carnaval Tem Seu Fim, do grupo Los Hermanos. Segue a letra:


Todo Carnaval Tem Seu Fim

Todo dia um ninguém josé acorda já deitado
Todo dia ainda de pé o zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer
Pra ver deitar o novo

Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda Bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
E é o fim, e é o fim

Deixa eu brincar de ser feliz,
Deixa eu pintar o meu nariz

Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul
Pra que mudar?

Deixa eu brincar de ser feliz,
Deixa eu pintar o meu nariz

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