segunda-feira, 6 de abril de 2009

Aula 12 – Colonização portuguesa no Brasil

Ao contrário do que se prega, os habitantes da Pindorama (Brasil pré-Cabral) são dignos de estudos sérios. Uma civilização que se formou a mais de dez mil anos e que, ao longo deles, foi demonstrando conhecimentos fantásticos acerca de arte, concepções de vida e morte, cultura de alimentos, higiene. Quando Cabral aporta no litoral nordeste brasileiro, o que se encontrava aqui era um povo vivendo em perfeita harmonia com a natureza – algo tão difícil de vislumbrar na Europa.
Entretanto, considerados “sem fé, sem lei, sem rei”, os nativos brasileiros foram explorados e expurgados e o que realmente deles sobra está enterrado, pois os índios que caminham sobre a nossa terra são mais europeus que nós mesmos.
O processo de colonização do Brasil, em seus primeiros trinta anos, transformou o país em um porto seguro, apenas, para facilitar a navegação até o sul da África – evitando assim o chamado Parafuso do Atlântico.
Foi o momento em que se formaram feitorias no Brasil e um pequeno comércio – quase um setor hoteleiro – se fez. Figuras como João Ramalho e O Caramuru aqui se destacam nesse momento.
O Brasil segue em marasmo por trinta anos, até que a França começa a navegar pela costa brasileira, o que assusta Portugal e exige uma medida mais pesada nessa colonização – teríamos, finalmente, as capitanias hereditárias.

A música da aula é de Arnaldo Antunes, mas foi imortalizada aqui por ninguém mais ninguém menos que a fantástica Marisa Monte.

Volte para o seu lar

Aqui nessa casa
Ninguém quer a sua boa educação
Nos dias que tem comida
Comemos comida com a mão
E quando a polícia, a doença, a distância, ou alguma discussão
Nos separam de um irmão
Sentimos que nunca acaba
De caber mais dor no coração
Mas não choramos à toa
Não choramos à toa

Aqui nessa tribo
Ninguém quer a sua catequização
Falamos a sua língua,
Mas não entendemos o seu sermão
Nós rimos alto, bebemos e falamos palavrão
Mas não sorrimos à toa
Não sorrimos à toa

Aqui nesse barco
Ninguém quer a sua orientação
Não temos perspectivas
Mas o vento nos dá a direção
A vida que vai à deriva
É a nossa condução
Mas não seguimos à toa
Não seguimos à toa

Volte para o seu lar
Volte para lá

Volte para o seu lar
Volte para lá

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